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Texto Do Blog Do Técnico De Atletismo Carlos Gomes Ventura.

setembro 28, 2011

GRANDES IDOLOS NO CARVÃO

 Por Carlos Gomes Venura
 
As competições de atletismo em São Paulo nas décadas de 40 50 e 60 eram competições que lotavam os clubes como CRTietê. Esporte Clube Pinheiros, Associação Desportiva Floresta hoje Espéria, não tinhamos na época nenhuma pista de material sintético, nem se pensava nesta idéia.
Os clubes nos finais de semana ficavam lotados, com grande publico assistindo competições de atletismo, tinhamos no estado de São Paulo, duas divisões, uma divisão que congregava os clubes da capital e outra  com os clubes do interior.
Cidades como Campinas, Santo André, Jundiai, Ribeirão Preto, Santos tinham excelentes equipes com atletas de altissimo nível, acontecia o mesmo na cidade de São Paulo o nível era tambem muito alto com Pinheiros,Tietê, Floresta, Ás de Espadas.
O atletismo era uma febre, barreiristas como Pedro Henrique Camargo de Toledo (Pedrão depois técnico do atleta João Carlos de Oliveira) Clovis Nascimento ( depois técnico de Nelson Prudêncio )  Carlos Mossa um recordistas nos 110 s/b( pai da jogadora de volley Vera Mossa) atletas como Jurandir Yene nos quatrocentos, Atilio Denardi Alegre no meio fundo, Cleomenes Cunha decatleta e professor de Educação Física na Marinha, Odete Valentim Domingues nossa melhor arremessadora e lançadora, esposa do saudoso quatrocentista Argemiro Roque, a inesquecivel Elizabeth Clara Muller, Maria José de Lima, Vera Trezoitko, Wanda dos Santos barreirista olimpica em Londres, os lançadores e arremessadores Sergio AntonioThomé , José Carlos Jacques, Roberto Chap Chap, o fundista Antonio Nogueira Azevedo, Anubes Ferraz nos 400, outro fundista José dos Santos Primo, Peter Ostermayer que foi olímpico pela Belgica, escreveria inúmeras paginas lembrando nomes de atletas que fizeram de São Paulo, o centro mais adiantado do atletismo brasileiro.
Hoje temos pistas de material sintético, estágios internacionais, patrocinios, viagens aéreas, na época viajavamos pelo Brasil de onibus ou de trem na Santos-Jundiai (de madeira) saindo da Estação da Luz, às vezes nos Jogos Abertos do Interior era mesmo de caminhão aberto, as nossas sapatilhas eram feitas pelo Genzo Hara alí perto do Mercado Municipal, não temos mais publico, temos apenas dois ou tres nomes de atletas como referência, o que está acontecendo?  Aonde estão os valores ?, nem educação esportiva temos, é uma pena, pois para pensar em Jogos Olímpicos que estão por advir, deveriamos como em um passe de mágica, materializar os valores de  quatro décadas ou mais , que faziam um atletismo serio, dentro da filosófia Olimpica, como Major Padilha, finalista olímpico nas barreiras, correndo no carvão.
boas corridas
Carlão
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3 Responses to “Texto Do Blog Do Técnico De Atletismo Carlos Gomes Ventura.”

  1. Roberto Araujo Says:

    Prof Carlão, saudossismo a parte mais a realidade é verdadeira. Tivemos a inicação como dirigentes, quase ao mesmo tempo, lembro-me como discipulo do saudoso Prof Nelson Pereira- tecnico do São Paulo F Clube e finalmente na equipe de Osasco- entre os varios nomes que foram citados nesta sua nota que tambem deixou sua marca no atletismo brasileiro. Quantas vezes nos reuniamos na pista do Pinheiros e na recem inaugurada pista do Ibirapuera, e la reclamavamos das dificuldades em todos os sentidos, mas quando terminavamos uma competição que não era tantas assim, saiamos com a sensação do dever cumprido. Lembrar dos sapatos de prego do Genzo Hara, que tinha seus pregos fixos, e que eram usados por mais de um atleta na mesma competição e nos treinos; pensar em alta tecnologia de treinamento e alto performance, só por leitura ou ouvir falar la no exterior, as nossas condições de trabalho como era diificil, Talentos que surgiam eram administrados com muito carinho e trabalho e sem muita promessa de ajuda disso ou daquilo, lembrar do estagio na Alemanha, na decada de 70, foi maior gloria para seus participantes
    Atualmente ao surgir uma revelação não importa seu nivel e,se de inicio não for oferecida vantagens, é quase certo que não vingara a descoberta. Não se discute o profissionalismo em todos os sentidos, mas a educação e iniciação esportiva esta fora de cogitação, busca resultados a qualquer custo, e esse custo que hoje é bem ou mal pago, não está no compromisso da produção dos resultados esperados
    Parabéns pela nota, lembrança faz parte da historia , historia esta que muitos a construiram a troco de amor, trabalho duro e sacrificios, e poderá servir de parametro como pesquisas e estudos, para um país como o nosso que almeja ser potencia esportiva, e continua engatinhando sem uma regra especifica para desenvolver o crescimento do atletismo tão esperado.

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  2. Toledo/MG Says:

    Professor Ventura: por favor, não se esqueça de acrescentar a esses sacrificados heróis de nosso atletismo a Maria Luisa Betioli, a Beti, que além do salto em altura, heptatlo e 100 m com barreira, ainda achava tempo para defender Lençóis Paulista no voleibol. Abraços e parabéns pelo post.

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