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Tomara Que Comece Uma Nova Era No Bsquete Masculino Do Brasil.

setembro 11, 2011

Basquete é o esporte jogado que eu mais aprecio. É o único jogo que segundos podem fazer a diferença. É muito emocionante.

Eu ví e vivi a geração vencedora de Oscar, Marcel, Fausto, Carioquinha, Hélio Rubens, Marquinhos, Ubiratan e tantos outros. Não ví o Brasil ganhar medalha olímpica. Mas a nossa equipe estava invariavelmente entre as 5 forças do basquetebol mundial.

Cheguei a ir à final de campeonato paulista no Ibirapuera cheio, com o público pagando ingresso.

E, claro, tem a geração anterior, de Amaury e Vlamir, que não ví jogar e que é cheia de glórias.

Depois de 96 (quando começou a era Nuzman, apenas para não perder o custume e para que não nos esqueçamos da “coincidência”) o Basquete do brasil passou a ser um retumbante fracasso, de jogo e de público.

Apareciam bons jogadores aqui e ali, tivemos bons treinadores, mas o jogo em equipe não encaixava. O Brasil passou a virar saco de pancadas de seleções que nunca foram motivo de muita preocupação.

Os jogos dos campeonatos estaduais e do nacional ficavam à míngua da atenção do público e da mídia.

Quando antes sabíamos de cor os números das camisas de cada jogador da seleção, após o início da era Nuzman, o basquete do Brasil passou sua pior época. Um fracasso retumbante.

As próprias estrelas que surgiam davam de ombros para a seleção, haja vista o que fazem Nenê e Leandrinho. A seleção não significava nada nem para eles.

Apesar de todo descaso e falta de apoio, foi com muita luta, muito trabalho e esforço redobrado que, hoje, depois de 16 anos, participaremos, novamente, de um certame Olímpico.

Todo esse grupo de jogadores valentes, Rubem Magnano e sua comissão técnica merecem todos os nossos cumprimentos.

A melhor fase que lí, ou ouvi, nesses dias de Pré Olímpico, vem do próprio Ruben Magnano, na Folha de São Paulo.

“Estão olhando para cima, quando se tem que olhar para baixo”, diz o técnico do Brasil.

Para que não passemos outro grande período afastados da elite do basquete mundial, temos que popularizar essa modalidade, de forma a, também como assevera Magnano “quadruplicar o número de crianças no basquete”. Não há outra fórmula.

A partir de agora, muito cuidado com uso político indevido dessa vitória.

Este é apenas o recomeço de uma história que, em 1.996, foi abruptamente interrompida.

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9 Responses to “Tomara Que Comece Uma Nova Era No Bsquete Masculino Do Brasil.”

  1. Nenem e Leandrozinho Says:

    Prezado sr. Alberto,

    Poderia intercerder junto a CBB para que nós atuemos em Londres ?

    Desde já agradecemos !

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  2. Toledo/MG Says:

    Caros Nenê e Leandrinho: favor dirigirem seu pleito diretamente ao Magnano!

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  3. Adilson Says:

    Sem Nenê e Leandrinho voltamos ao J.O.
    Sem Neymar tornamo-nos campeões mundiais sub-20.

    É … os tempos estão mudando !!!

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  4. Alivan Pereira Says:

    O Nuzman pode ter muitas culpas, porém, ele deve olhar para cima, mesmo.
    Os que têm fechado os olhos são as Federações, Clubes, Escolas, Estados e Municípios.
    Confederação e COB são terrenos de Seleção Brasileira, e não deverão, nunca, descer para fazer trabalho com crianças.
    Criança não vai para as Olimpíadas.

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  5. Toledo/MG Says:

    Sr. Alivan: típico comentário alienado, de quem acha que os talentos surgem do nada, frutos de trabalhos individuais! O COB e as Confederações deveriam sim assumir o papel de gestores do esporte em todos os níveis, coordenando as ações de base até as seleções.

    Concordo que a execução das ações de iniciação, popularização, massificação e desenvolvimento dos esportes deve ser atribuição efetiva das escolas, clubes, associações de bairro, etc., mas o planejamento e o estabelecimento de metas deveria ser atribuição intrínseca das Confederações, do COB e, principalmente, do Ministério dos Esportes, mas não é isso o que se vê.

    Quanto às crianças, bem, as pequenas chinesas da ginástica olímpica, com 12 ou 13 anos estão por aí.

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  6. Toledo/MG Says:

    Continuando, Sr. Alivan, estas são algumas das competências do COB, segundo os seus próprios estatutos (Art. 5º):

    a) desenvolver e proteger, em obediência à Carta Olímpica, o Movimento Olímpico no território brasileiro, empenhando-se no desenvolvimento do desporto e a propagar para a juventude brasileira a educação física, cívica e cultural, no sentido de fortalecer-lhe o espírito, o físico e o caráter; (…)

    c) promover, organizar, dirigir e coordenar as manifestações capazes de orientar ou aperfeiçoar o desporto nacional em relação ao olimpismo, bem como em relação ao desporto escolar e ao desporto universitário; (…)

    q) favorecer o desenvolvimento do Desporto de alto nível, do Desporto para todos (!!!) e colaborar na preparação e formação de dirigentes desportivos;

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  7. Victor Sbrighi Says:

    Sr. Alivan, você se perde no raciocinio, é óbvio que crinaça não vai á Olimpiada, quem vai é o adulto ou um jovem, mas antes de se tornar um jovem ou um adulto este ser era uma criança.
    Quando aprender, quando jovem? quando adulto? ou quando criança?
    não entendi o seu comentário.
    abraços

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  8. Alivan Pereira Says:

    Toledinho,
    Estás forçando a barra, hein! As crianças são crianças, em regime totalitário, até o Estado querer.
    A ginasta romena diz muito bem o que fizeram com ela. Você se lembra da Nadinha?

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    • Toledo/MG Says:

      Prezado Sr. Alivan: não sei se lhe conheço para que o sr. me trate por “Toledinho”. Acho que não, e não me incomodo por isso nem um pouco (por não conhecê-lo).

      Por favor, se lhe interessar retrucar meu comentário, que parece ter-lhe incomodado, atenha-se ao cerne da questão, que é a responsabilidade ou não do COB quanto às categorias de base e à massificação do Esporte.

      Esqueça o problema das crianças, mesmo porque o sr Victor Sbrighi já se explanou categoricamente quanto ao assunto.

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