O Rescaldo Do Mundial De Desportos Aquáticos Em Shanghai. Análise Feita Por Um Amigo Do Blog.

Restando apenas a última noite de finais em Xangai, como o Brasil não classifi-

cou-se para nenhuma das finais restantes, este é o rescaldo da participação

brasileira no Mundial de Esportes Aquáticos de 2011:

O Brasil conquistou medalhas de ouro em 4 provas em Xangai.

Em termos de medalhas de ouro, a melhor campanha do Brasil na história dos Mundiais de

Esportes Aquáticos.

ENTRETANTO APENAS UMA DAS PROVAS É OLÍMPICA ( 50m livres ).

Natação feminina

Na natação feminina, se o Brasil havia chegado a 5 semi-finais e a 4 finais na última edição

do mundial (Roma 2009), em Xangai 2011 a única nadadora brasileira que passou das elimi-

natórias, foi Daynara de Paula, na prova dos 50m borboleta ( prova não olímpica ).

Natação masculina

O Brasil chegou a 5 finais em Xangai 2011.

Uma redução de 50% de participações em finais, se comparado ao desempenho do último

mundial (Roma 2009), onde o Brasil chegou a 10 finais.

Já nos revezamentos se o Brasil havia chegado a duas finais em Roma 2009, desta feita não

nos classificamos para NENHUMA final.

Saltos Ornamentais

Se em Roma 2009 o melhor desempenho havia sido o 5º lugar de César Castro na final do

trampolim de 3m, neste mundial o principal nome brasileiro nos saltos ornamentais, sequer

passou das eliminatórias da prova, ficando na 23ª posição:

http://esportes.r7.com/esportes-olimpicos/noticias/cesar-castro-fica-fora-da-semi-do-trampolim-no-mundial-20110721.html

Pólo Aquático

Campanha das nossas seleções na fase de classificação:

Masculina                                     Feminina

Brasil  5  x  14  Croácia                 Brasil  4  x  15  Rússia

Brasil  11  x  13  Japão                  Brasil  8  x  13  Grécia

Brasil  9  x  13  Canadá                 Brasil  4  x  12  Espanha

O Brasil perdeu TODOS os jogos pela fase de classificação dos torneios masculino e femini-

no de pólo aquático no mundial de Xangai 2011.

Restou às seleções brasileiras de pólo aquático, disputar o torneio de consolação (de 13º a

16º lugares).

http://www.sportresult.com/sports/waterpolo/WCH2011/res.asp?layout=

Conclusões

Excluindo fenômenos como Cesar Cielo e Felipe França, que surgem esporadicamente em

nosso esporte, os esportes aquáticos do Brasil – não só não evoluiram no mundial de 2011 –

como tiveram um retrocesso em relação a última edição do mundial, disputada em Roma,

dois anos atrás.

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Categorias olimpismo

4 comentários em “O Rescaldo Do Mundial De Desportos Aquáticos Em Shanghai. Análise Feita Por Um Amigo Do Blog.

  1. Análise absolutamente parcial. Não foram avaliados os belos resultados das maratonas aquáticas femininas, por exemplo, nem considerado o fato de Juliana Veloso e Fabíola Molina não terem participado do mundial por lesão e suspensão, respectivamente.
    Além disso, desconsideraram a final do Bruno Fratus (3x Cielo, 1x França, 1x Thiago e 1x Fratus), aparentemente.
    Quatro ouros num mundial de longa são inéditos – e num país que só valoriza a vitória (e o quadro de medalhas faz o mesmo), melhor um ouro a mais que cinco semis.
    Por fim, quanto ao fato de três medalhas não serem “olímpicas”, ressalto o mau desempenho do Kaio e Thiago, a morrida do Cielo nos 100L e o fato de a Poliana ter ficado bem perto da medalha nos 10k como justificativas e, ao mesmo tempo, esperanças de medalhas em 2012.
    A natação brasileira, apesar de vários problemas estruturais, evoluiu significativa e constantemente ao longo das últimas duas décadas. Se queremos que nossas críticas sejam levadas a sério, temos que saber ser imparciais, apontando as falhas e reconhecendo os méritos dos dirigentes, o que vale em qualquer federação, confederação, comitê ou círculo político.

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  2. O desempenho do polo aquático é o mesmo. O mesmo de décadas passadas. Pelo menos antigamente custavam menos ao contribuinte.

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  3. Alberto Murray Neto agosto 1, 2011 — 9:41 pm

    Um pensamento diferente do meu. Prefiro zero ouro e sim uma gama enorme de gente chegando às finais e semi finais. Mais, continuo preferindo zero ouro se tivermos um País inteiro praticando esporte. Pobre Brasil, que depende de um, ou dois caras para ganhar medalhas. Não acho que nem a Juliana Veloso, nem Fabíola Molina fariam diferença no quadro de medalhas. Embora discorde de Voce, respeito muito a sua opiniao. Um abraço. Alberto.

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  4. “Por fim, quanto ao fato de três medalhas não serem “olímpicas”, ressalto o mau desempenho do Kaio e Thiago, a morrida do Cielo nos 100L e o fato de a Poliana ter ficado bem perto da medalha nos 10k”

    O “se” não existe no esporte !

    Se o Cielo não tivesse morrido no fim da prova, se o Thiago e o Kaio tivessem se preparado melhor para o Campeonato Mundial, se a Poliana tivesso ganho a medalha, se o César Castro não tivesse errado em um dos saltos… se se se.

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