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Matéria de Felippe Rodrigues No Esporte Universitário.Net

julho 17, 2011

Dos Jurídicos ao COB: conheça Alberto Murray

Foto: Divulgação/Blog do Alberto Murray

Murray ajudou a reviver os Jurídicos em 1986, levando o torneio para Santos

Foto: Esporte Universitário.Net Confira nossa galeria de fotos

15/07/2011
Felippe Rodrigues, especial para o Esporte Universitário.Net

O esporte sempre fez parte da vida de Alberto Murray Neto, hoje advogado especialista em direito empresarial. Nascido nesse meio, como gosta de destacar, foi atleta e dirigente esportivo – integrou o Comitê Olímpico Brasileiro. Formado pela Direito USP (São Francisco), Alberto foi secretário e vice presidente da Atlética XI de Agosto, e responsável por levar os Jogos Jurídicos Estaduais para fora da capital pela primeira vez.

O gosto pelo esporte vem da família. Murray é neto de uma das mais importantes figuras do desporto nacional: o Major Sylvio de Magalhães Padilha, primeiro brasileiro finalista olímpico e presidente do COB por 27 anos. Foi com o avô que ele viu o primeiro de dez Jogos Olímpicos. “Meu primeiro foi em 72, em Munique, aos seis anos de idade. Desde então, tenho ido a todos”.

O atleticano

No ano de calouro, o advogado teve uma experiência muito ruim com os Jogos Jurídicos. Participavam apenas São Francisco, Direito Mackenzie, Direito PUC-SP e Direito FMU – esta suspensa para o ano seguinte por conta de brigas. “Os Jogos de 1985, ano em que entrei na faculdade, foram péssimos. Era um competição esvaziada”, afirma.

Em 1986, já secretário da Atlética, assumiu a responsabilidade de realizar os Jogos Jurídicos. “A cada ano, a presidência era de uma faculdade. Havia uma rotatividade entre as participantes. Naquele ano, cabia à São Francisco. Assim, fui escolhido presidente da comissão organizadora”, explica.

Deteriorada, a competição precisava passar por mudanças drásticas. “Minha ideia para reavivar os Jurídicos foi levá-lo para outra cidade. Santos tinha uma boa estrutura e, quando fui visitá-los, aceitaram. Lá tivemos público e cobertura da imprensa. Meu avô, como presidente do COB, foi à abertura” conta Murray. “Deu muito certo porque era uma inovação. No ano seguinte os Jogos também foram em Santos e, a partir daí, cresceram”.

Algum tempo depois, Murray contribuiu para a criação dos Jogos Jurídicos Nacionais, cuja primeira edição foi realizada em Uberlândia. Além disso, enquanto estudante de Direito, foi diretor executivo da Federação Universitária Paulista de Esportes (FUPE) – teve a oportunidade de ir a dois Jogos Universitários Brasileiros (JUBs).

O atleta

Hoje, aos 45 anos, Murray corre maratonas. A última foi a de Paris, em 10 de abril. Mas o franciscano foi atleta desde cedo. Começou ainda no colégio. “Sempre pratiquei muito esporte. Joguei basquete pelo Colégio Santo Américo, disputando o Campeonato Paulista”, diz Murray.

No atletismo foi onde mais de destacou, à semelhança do avô materno, chegando ao nível de clube. Naturalmente, também participou de competições universitárias. “Fui para o atletismo, treinando e competindo pelo Esporte Clube Pinheiros. Consegui bons resultados, inclusive alguns títulos estaduais” relembra. “Eu já era campeão paulista de atletismo antes da faculdade. Assim que entrei, procurei me envolver”.

O COB

Entre 1996 e 2008, Murray foi membro da Assembleia Geral do COB, apesar de nunca ter assumido cargo executivo. A chegada à entidade aconteceu por meio de um convite de Carlos Arthur Nuzman, mandatário desde 1995.

A saída ocorreu de maneira pouco amigável. Segundo Murray, falta espaço para discussão no COB, e, por isso, a postura de discordância fez com que fosse excluído. “Minha luta pela moralização do esporte e minha postura de oposição não agradaram. Fui defenestrado, por razões óbvias”, alega.

Advogado, também chegou à Corte Arbitral do Esporte, instância máxima do esporte para resolução de conflitos e para casos de doping. “Eu fiquei no CAS por quatro anos, ou seja, um mandato somente” ilustra Murray.

O esporte universitário

Embora tenha contribuído, Murray parece não ter conseguido transformar a realidade que ainda atinge a maioria das atléticas. Passados 25 anos, as dificuldade ainda são as mesmas, segundo o advogado. “O esporte universitário era muito difícil. Cada faculdade se virava como podia. Vendia camisetas, algumas contribuições de alunos e assim a coisa andava”, lamenta.

De qualquer modo, Murray levará para sempre a experiência do esporte universitário, como atleta e como dirigente, que é, para ele de extrema importância. “A atlética foi um ensinamento importante sobre as estruturas tão falhas do esporte brasileiro. Me deu a certeza de que as universidades podem ser um grande manancial de esportistas de alto nível, se levado a sério o esporte nas faculdades”, constata.

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One Response to “Matéria de Felippe Rodrigues No Esporte Universitário.Net”

  1. Victor Sbrighi Says:

    Parabens Doc. sua batalha não é de hoje. abraços

    Curtir


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