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Política Do Comitê Olímpico Brasileiro Para A Vela Está Aniquilando A Base Da Modalidade.

abril 24, 2011

Em algumas ocasiões, neste espaço, tenho contestado a longeva intervenção que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) impõe à Confederação Brasileira de Vela e Motor. Intervenção é um ato jurídico violento, que apenas deve ocorrer em situações muito peculiares e por tempo determinado. O COB banalizou o instituto da intervenção e tranformou-o em um artifício político, para manter debaixo de suas asas quaisquer Confederações que queiram ter vôo próprio. De maneira como está redigido o estatuto do COB, as Cofederações vivem com a espada da possível intervenção sob suas cabeças. O COB interveio na Confederação Brasileira de Levantamento de Peso, já há algum tempo, sob argumentos falaciosos. A intervenção na Vela já dura anos, sem que o COB tenha tido qualquer tipo de preocupação com os destinos do esporte, a não ser pingar dinheiro para a elite, com chances de dar algumas medalhas ao Brasil. Não que essa elite não deva ser prestigiada e apoiada. Pelo contrário, deve ser muito incentivada. Afinal de contas, a Vela, desde a década de 60 tem dado medalhas Olímpicas, mundiais e Panamericanas ao País. Mas deixar de conduzir uma política de base para que esse importante esporte continue se renovando, é um assassinato às pretensões de renovação. Mais uma vez, é o COB, rico de dinheiro público, recusando-se a apoiar a base e drapejando dinheiro apenas e tão somente na elite. O COB insiste em alardear que não forma Atletas. Pois bem, cabe a pergunta: E como fazer quando o próprio COB intervém em uma Confederação que, segundo ele, é quem deveria formar os Atletas? A longevidade da intervenção do COB na Vela é muito maléfica. O COB em instante algum preocupou-se em verdadeiramente sanear a Vela e realizar eleições livres. Antes de mais nada, que fique bem claro que a preocupação maior da pajelança olímpica é manter afastada da presidência daquela Confederação Lars Grael, uma vez que na visão de Nuzman ele representa um perigo para sua eternidade no poder. Quem é da Vela sabe que esta é uma preocupação constante de Nuzman. Em seguida, Nuzman usa a Confederação de Vela e Motor para empregar pessoa ligada a ele que acumula a posição de interventor da Vela com um cargo no Co-Rio 2.016. Nuzman também garante, com essa intervenção espúria, mais um voto a seu favor na Assembléia Geral de seu Comitê. É outra aberração jurídica este interventor nomeado por Nuzman ter poder de voto na Assembléia Geral do COB. Pessoas da Vela volta e meia me escrevem, expondo as suas agruras com os destinos da modalidade. Pedem essas pessoas que não sejam identificadas, pois certamente, alegam elas, seriam aniquiladas do esporte. Por que será que eles têm tanto medo de expressar livremente a sua opinião. O COB não está preocupado em melhorar a Vela. Está, sim, preocupado em fazer daquela Confederação um braço político de ingerência maléfica para o esporte. A turma boa da Vela deveria, sim, unir-se e gritar alto, de forma a ecoar sua insatisfação no luxuoso gabinete de Carlos Nuzman. Sobre esse mesmo tema, leiam na Folha de São Paulo de hoje a excelente reportagem de Rodrigo Matos.

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