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Nuzman Atuou Como Diretor Executivo De Brasília 2.000.

abril 16, 2011

Até vencer a sede Olímpica, o Brasil teve várias candidaturas, a começar por Brasília 2.000, ainda um projeto combalido governo Collor. Lembro-me de quando a capital federal lançou-se candidata. Havia. Uirá desorganizaçao. A convite de Collor, meu avô esteve no Palácio do Planalto para ouvir os planos de ação. Eu fui junto. Impressionou-me o desconhecimento do presidente da República sobre os trâmites olímpicos. Pena que o entusiasmo demonstrado com a candidatura olímpica não era o mesmo quando se falava com o chefe de governo sobre o estabelecimento de uma política esportiva de base no Brasil, escolar, de longo prazo. A desorganização dos protagonistas de Brasília 2.000 não demorou a aparecer no exterior. Presenciei algumas cenas que eram constrangedoras, da falta de tarimba, de discrição, de conhecimento, de político dando cotovelada em político para aparecer diante das câmeras de televisão. Queriam aparecer mais do que a própria candidatura.

No início da candidatura Brasília 2.000 Nuzman havia sido deixado de lado do Comitê Organizador. André Richer presidia o COB. Era patente que Nuzman estava incomodado com aquilo tudo. Mas Paulo Otávio, presidente da candidatura, deixava-o fora da fita. Reservadamente, Nuzman falava mal da candidatura de Brasília D.F. Motivos para falar mal havia de sobra. Mas Nuzman falava mal porque estava alijado daquele processo. Ele tentou manobrar politicamente e acabou conseguindo, a um dado momento, ser nomeado diretor executivo da candidatura Brasília 2.000. Lembro-me quando isso ocorreu, que ele distribuía seus cartões com seu novo título a várias pessoas, principalmente aos membros do Comitê Internacional Olímpico (“CIO”) Nuzman sabia que aquela candidatura era nati morta. Mas ele via nela uma possibilidade de conhecer membros do CIO. E foi isso mesmo que ocorreu. Antes mesmo da data final das votações, em Monte Carlo, Mônaco, Samaranch já tinha pedido a meu avô e a Havelange para demover o governo brasileiro de seguir adiante com aquela aventura. A candidatura foi retirada antes da votação. Quando isso ocorreu, os vexames já acumulavam-se. Nuzman ficou em sobressaltos. Lembro-me, também, que quando Brasília D.F. pediu para sair, Nuzman mandou um fac-símile para todos os membros do CIO dizendo que ele não tinha nada com aquilo. Estranho o diretor executivo daquela candidatura não ter nada com ela. Naquela época não havia a fase eliminatória, como é hoje. As cidades candidatas iam direto para a votação.

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One Response to “Nuzman Atuou Como Diretor Executivo De Brasília 2.000.”

  1. Adilson Says:

    Em julho de 1993 visitei o Museu Olímpico em Lausanne, onze dias após a sua inauguração. Na ala que foi dedicada às candidaturas aos Jogos de 2000, Brasília apresentou-se apenas com uma maquete do Plano Piloto- nada além disso.Nenhuma informação, nenhum papel.
    Na ocasião eram candidatas as cidades de Sydney, Pequim e Istanbul. De Pequim guardo até hoje um detalhado plano de execução dos JOs.

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