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A Maratona De Paris 2.011. Fazendo Da Dor Uma Aliada.

abril 10, 2011

Hoje completei mais uma Maratona. Sabia que não estava na minha melhor forma. Durante o período de treinamento, passei por várias intempéries. Não pude dar aos treinos a sequencia desejada. Dores musculares aqui e ali interromperam a necessária sequencia de longos. E ao aproximar-se a data da prova, tive uma pequena ruptura na face do musculo tibial esquerdo, aliada a uma forte dor do lado direito do quadril. Porém, o esporte é assim mesmo. Como a vida. Um dia se está bem, outro nem tanto. E se há de continuar. Nunca passou pela minha cabeça deixar de correr hoje. Do ponto de vista do resultado, fiquei longe, mas muito longe do meu melhor. Mas acho que psicologicamente foi importantíssimo. Completar o percurso foi uma provação. Muita dor física. A um dado momento, as pernas moviam-se mais pela força da inércia, do que pelos meus próprios impulsos.

Os treinamentos para hoje iniciaram-se exatamente no dia seguinte em que completei a Maratona de Chicago, há exatos seis meses, sob um calor de 28 graus centígrados e um tempo que me deixou muito satisfeito. No dia subsequente à prova de Chicago, lá estava eu, em uma pista pública, soltando os músculos. Minhas necessidades de viagens me fizeram treinar, novamente, por vários lugares. Chicago, Washington D.C., Baleia, São Paulo, Ibiuna, Paris, Madrid. Sempre acho um tempo e lugar para correr, não importa o tempo e nem a minha agenda. É importante estabelecer uma rotina, uma disciplina. Não se pode desistir.

Maratonas como a de hoje são importantes para mostrar que mesmo não estando tão bem, dá para fazer as coisas.

Fazer da dor uma aliada para o alcance dos objetivos.

Mais uma vez agradeço ao meu estimado Técnico, Marco Antonio Oliveira, um dos caras mais sérios do atletismo do Brasil. À Nutricionista Débora Ferraz, cujo trabalho é fundamental, principalmente em um dia como hoje. Aos médicos Valter Nilton Félix, Flávio Alóe, Mario Sergio Rossi Vieira e Renato do Amaral Masagão. E à Fisioterapeuta Vera Maria Biduera.

Obrigado à Vanessa, que mais uma vez está aqui comigo.

Chicago, daqui a seis meses. Se as pernas permitirem, amanhã mesmo já começo a treinar.

E se as pernas não deixarem, não tem problema. Às vezes temos que correr só com o cérebro. O importante é permanecer na raia.

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2 Responses to “A Maratona De Paris 2.011. Fazendo Da Dor Uma Aliada.”


  1. Parabéns! 42,195km não é brincadeira. Fiz minha primeira Maratona ano passado aí em Paris. Prova nota 10!
    Boa recuperação e que venha a próxima!

    Abs!
    @blogdojoca

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  2. Victor Sbrighi Says:

    Opa Boas Doc. Parabens pela conclusão da amratona mesmo com dores, quem sabe ainda participo de uma..
    ontem fia a meia em 1h51, baixei 5 minutos em menos de 1 mês…
    abraços

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