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Freud Explica?

março 13, 2011

As duas passagens abaixo são absolutamente verdadeiras, podendo ser comprovadas pelos depoimentos de seus protagonistas e por testemunhas. Os fatos, em si, são menores, entretanto, diante de uma possível patologia clínica que, aí sim, passa a ser muito preocupante.

1. Na sede do COB, na Rua da Assembléia, há uma placa de bronze, comemorativa da sua inauguração, a qual contém os nomes daqueles que integravam a diretoria da entidade na ocasião. Quando Nuzman assumiu, uma de suas primeiras atitudes foi colocar sobre aquela tal placa um poster qualquer, para tapá-la. O Richer reclamou. Mesmo o Havelange, cujo nome também constava da placa, reclamou. Mas o Nuzman não tirou. Acho que Nuzman queria apagar da memória Olímpica os nomes de seus antecessores.

2. Certa vez eu dei a minha modesta contribuição para organizar um congresso olímpico internacional, realizado aqui em São Paulo, no auditório da Federação do Comércio, na Avenida Paulista, sob os auspícios da Faculdade de Educação Física da USP. A Katia Rubio estava na organização do evento. Disse-me que a Faculdade queria fazer uma homenagem pos morten ao meu avô e que a faria na inauguração do congresso. Quando Nuzman soube, ele mandou um recado que se tal homenagem fosse feita, o COB retiraria, integralmente, o apoio ao evento. O portador desse recado à Katia foi o constrangido De Rose, Amigo da família de longa data. O pessoal da USP disse que faria a homenagem de qualquer jeito. Nuzman, então, proibiu  que se atrelasse o nome de meu avô ao COB. Marta Dallari, filha do meu dileto professor Dalmo de Abreu Dallari, entregou à minha mãe uma placa em homenagem ao meu avô, com dizeres muito bonitos. Enquanto a homenagem era feita, Marcus Vinícius Freire, sentado à mesa, levantou-se e saiu. Não sei se foi coincidência, ou se, amedrontado, seguia as ordens do seu chefe. O fato é que logo em seguida foi dada a palavra ao Lars Grael, Secretário de Esportes, que iniciou seu discurso fazendo outra bela homenagem a meu avô, recém falecido, por sua história como Atleta e dirigente.

Por aí dá para se ter a medida do que se passa na cabeça da gente que comanda o olimpismo no Brasil hoje em dia.

A vaidade é uma coisa muito séria.

E essas histórias são um prato cheio para um bom psiquiatra.

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