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Há De Se Combater O Doping.

fevereiro 26, 2011

Não concordo com o depoimento dado pelo advogado de Marília à ESPN Brasil, no programa Histórias do Esporte, com relação ao doping. Claro que há hipocrisia no esporte. Mas não é sob o argumento de “que todo mundo usa, então libere-se”, que podemos admitir a prescrição das substâncias dopantes. Não é verdade que os médicos fisiologistas prescrevem essas substâncias “para o bem dos atletas”. As cifras que envolvem o esporte são muito altas. Quando um atleta, com a conivência de sua equipe multidisciplinar, utiliza- se do doping, o faz para ganhar mais dinheiro. Nada além disso. Hoje, o tráfico internacional de doping é tão maléfico quanto o de outras drogas. É caso de polícia.

Também não acho que o doping com acompanhamento médico eleva a performance da competição, proporcionando um espetáculo melhor, mais bonito.

O doping deve ser combatido, utilizando-se de todos os aparatos possíveis. O esporte dever ser, sim, sinônimo de saúde. O combate ao doping dever ser efetivo e punir todos aqueles que fazem parte da cadeia de interesses. Na grande maioria das vezes, não é somente o atleta usuário que deve receber as sanções. Até o doping chegar a ele, há uma seqüência de gente que, com interesses financeiros, torna o tráfico internacional do doping possível.

Em vez de liberar o doping, que definitivamente não faz bem à saúde e visa exclusivamente dinheiro, há de se intensificar, sem hipocrisias, o combate a ele.

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4 Responses to “Há De Se Combater O Doping.”

  1. Nilson Duarte Monteiro Says:

    Alberto,

    Sonhar é bom. Também vivemos de sonho. Nunca mais o esporte será limpo.

    Antes eu pensava assim, combater essa praga. Hoje, eu penso que deveriam liberar, com acompanhamento médico, pois assim diminuiria as mortes por causa do doping de fundo de quintal.

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  2. Alberto,

    meu único argumento contra o doping é: a conquista esportiva é fruto da superação do ser humano. Eu venço meus medos, desafio os demais com minha inteligência, destreza, velocidade de reação e de raciocínio quando tenho êxito no esporte. Fazê-lo com ajuda de farmacos é não saber o meu limite, meu potencial. Assim, o doping vira comércio, mais valia em cima da possível doença do atleta e os que se dopam o fazem para ter melhor desempenho, conquistas e, com elas, o lucro que virá como consequencia do resultado.

    Pelo lado do contrabando, não vejo problema, já que a legalização e o uso sob prescrição acabaria com isso – é algo como o lança-perfume (já que estamos no carnaval) liberado na Argentina e tráfico no Brasil.

    Fico com o ideário olímpico e com a vitória conquistado com minha superação.

    Forte abraço.

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  3. Adilson Says:

    Assisti ao programa e o advogado falou o que quis. Deu a sua equivocada interpretação ao código da WADA diante de um entrevistador atônito e despreparado para o assunto.
    Só uma pergunta que poderia ter sido feita ao advogado. Fisiologista pode prescrever remédio ?
    Aliás o que é fisiologista ? É uma autodenominação que muitos profissionais da área da saúde, em especial profissionais de educação física se outorgam.
    Ser “fisiologista” não dá direito a prescrever remédio algum. Esta prescrição continua sendo uma prerrogativa exclusiva dos médicos.
    Em um país em que, felizmente, não se toma injeção por automedicação como que elas chegaram aos atletas.
    Também seria interessante o ponto de vista dos conselhos profissionais- CREF e CREMESP

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