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Comitê Olímpico Brasileiro Corre Atrás Do Tempo Perdido E Errou Ao Priorizar Ser Sede De Grandes Eventos Em Detrimento De Projetos Para O Desenvolvimento Do Desporto.

fevereiro 13, 2011

O jornal O Estado de São Paulo traz, hoje, excelente reportagem assinada por Valéria Zukeran. É tarde, mostra a matéria, para criar até 2.016 uma geração capaz de aumentar significativamente o números de medalhas olímpica que o Brasil costuma obter. Por isso, a projeção feita pelo Comitê Olímpico Brasileiro de que quando serdiarmos os Jogos Olímpicos galgaremos a décima colocação no quadro de medalhas é falsa. Estudos de universidades norte americanas sempre apontaram que são necessários, em média, 12 anos para que um País forme atletas capazes de brigar por medalhas olímpicas. Para tanto, é necessário que este País já possua políticas esportivas de massificação em andamento e que todos o projetos de aprimoramento traçados para o alto rendimento saiam exatamente como previsto. O Brasil não tem uma coisa, nem outra.

Nuzman morreu pela boca. Assumiu o poder em 1.995 com um discurso ufanista de que faria do Brasil uma potência olímpica em poucos anos. Em 2.004, antes dos Jogos Olímpicos de Atenas, em longa entrevista dada à Folha de São Paulo, questionado sobre o assunto, pediu mais uns anos de lambuja. Nada aconteceu. E, hoje, Nuzman é cobrado pelo que prometeu e não cumpriu. Tornar o Brasil potência olímpica era o grande atrativo com o qual acenava para ser presidente do Comitê Olimpico Brasileiro. Discurso vazio.

O fato é que na era Nuzman dinheiro público não tem faltado. E nada de novo tem ocorrido. As modalidades que sempre deram medalhas ao Brasil, há anos, são aquelas que seguem levando nosso País aos pódiuns olímpicos. Outros esportes seguem na penúria, lutando para sobreviver.

Com a brutal injeção de dinheiro público havida no Comitê Olímpico Brasileiro, seria possível, se tivesse havido boa gestão, que o esporte brasileiro estivesse em situação melhor. Mas não há projetos para o esporte nacional. O Comitê Olímpico Brasileiro preferiu, ao longo desses anos, investir em sediar eventos esportivos, do que estruturar um plano nacional de desenvolvimento do desporto, a longo prazo.

A verdade é que na medida em que os Jogos Olímpicos serão no Brasil, é natural que o povo cobrará resultados melhores da equipe local. E Comitê Olímpico Brasileiro tenta, desesperadamente, correr atrás do tempo perdido. Agora já não dá mais. Somente quando houver uma mudança de orientação das prioridades de investimento do Comitê Olímpico Brasileiro, poderá começar a sorrir a possibilidade de dias melhores para o esporte do Brasil.

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