O Museu Olímpico De Nuzman, Outra Vez. E A Tentativa Ridícula De Auto Homenagem.

Já escrevi aqui sobre o Museu Olímpico de Nuzman. Volto ao tema agora. Consta que a intenção de Nuzman seria dar ao tal Museu o seu próprio nome, em um ato de auto homenagem. Também consta que o Comitê Internacional Olímpico não aprovou a idéia, uma vez que o auto homenageado ainda vive. Tomara que realmente isso não ocorra. Há gente muito mais importante que Nuzman para nomear o Museu. Que tal Museu Olímpico Brasileiro Guilherme Paraense, o primeiro medalhista de ouro Olímpico do Brasil?

Mas Nuzman não quer reavivar, de verdade, a memória olímpica do Brasil. Já escrevi várias vezes e repito a história de que tão logo assumiu a presidência do Comitê Olímpico Brasileiro, uma de suas primeiras atitudes administrativas, foi colocar um pôster qualquer para tapar a placa de bronze instalada na sede da Rua da Assembléia, na qual consta o nome daqueles que o sucederam naquele Comitê. Uma descortesia com João Havelange e com o seu próprio Vice Presidente, André Gustavo Richer, cujos nomes ali também estão inseridos.

Claro que tapar uma placa é o de menos em face de todas coisas erradas e mal feitas que ocorrem no esporte olímpico do Brasil. Mas não deixa de ser uma atitude sintomática do nosso Pajé Olímpico, de quem quer ser o primeiro e único. Este é apenas um exemplo de vários que presenciei, nos quais Nuzman impede que o passado do nosso Olimpismo seja veiculado.

Então, que espécie de Museu será esse? Mais uma vez, acho que uma obra dessa magnitude não pode ficar nas mãos e na cabeça de um sujeito só (ou de seus apaniguados, que têm medo de contrariá-ló). Ainda mais quando o cara faz tapar placas que remontam o passado. A criação do Museu Olímpico Brasileiro deveria ser amplamente discutida com a sociedade, com desportistas, antigos dirigentes, com as Universidades. E que cada centavo gasto com o Museu seja rigorosamente transparente. Que a verba destinada a ele seja gerida por uma comissão de gente engajada com a transparência no esporte e na cultura.

Apagar a história é um mecanismo que é largamente utilizado pelos déspotas.

O Museu Olimpico do Brasil deve ser um projeto nacional e não da cabeça de um qualquer.

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Categorias olimpismo

2 comentários em “O Museu Olímpico De Nuzman, Outra Vez. E A Tentativa Ridícula De Auto Homenagem.

  1. Andréia Ferreira fevereiro 3, 2011 — 8:08 am

    Patológico.

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