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Reproduzo Aqui Um Texto Meu, Sobre A Influência Da Tamoyo Turismo No Esporte.

dezembro 8, 2010

Tamoyo Turismo Neles.

março 13, 2009

Já escrevi aqui sobre a Tamoyo Turismo. Muita gente já escreveu sobre a empresa. Muitas pessoas falam da Tamoyo. Ainda assim, nunca é demais reviver  fatos do movimento olímpico brasileiro ainda mal explicados. Uma das táticas do Comitê Olímpico Brasileiro é aguardar, serenamente, que,aos poucos as acusações que contra ele existem, caiam no esquecimento e sumam dos noticiários. É aquela coisa típica que ocorre no Brasil, em que um novo escândalo abafa o anterior. No que depender de mim, vou esmiuçar tudo, sempre e enquanto houver fatos a serem esclarecidos.

Por isso, nunca será excessivo falar da Tamoyo Turismo. Não sei se a Tamoyo é, ou não , uma boa agência. Não condeno os funcionários que lá trabalham. Mas que essa empresa tem uma relação promíscua com o COB, isso não se pode negar. Há quatro anos atrás, uma das pouquíssimas licitações feitas pelo COB foi, justamente, aquela que deveria escolher a sua agência oficial de viagens. Participou  a Tamoyo e mais uma. Enfiaram no edital que era requisito classificatório ter experiência prévia em venda de passagens para eventos esportivos da ODEPA e do CIO. Que diferença faz vender passagens, ou reservar hotéis, para Atletas e dirigentes com relação a fazer a mesma coisa para outra classe de pessoas? Rigorosamente nenhuma. Na minha opinião, aquele item do edital parecia ter sido feito sob encomenda. Mas isso é uma mera opinião. A Tamoyo ganhou. A agência perdedora chiou muito. Houve uma matéria na Folha de São Paulo. O perdedor ameçou fazer mundos e fundos. Mas o assunto parou por aí. Recentemente, um Jornalista tentou entrar em contacto com o proprietário da agência perdedora, de quatro anos atrás. Ele não quis falar. Por alguma razão estranha, parecia ter ficado de acordo com o resultado.

Neste ano, nova licitação. A mesma Tamoyo ganhou. Aqueles que entendem do assunto e acompanharam o resultado pelo pregão eletrônico, afirmam que os procedimentos foram atípicos para o setor, principalmente os preços oferecidos. A empresa perdedora (não a mesma de quatro anos atrás), chiou, disse que entraria na Justiça. Não sei se o fez.

O fato é que as licitações que envolvem a Tamoyo Turismo foram controvertidas. Mas ela continua aí, firme e forte, prestando seus serviços aos esporte brasileiro.

A Tamoyo Turismo é de uma amiga íntima do presidente do COB, chamada carinhosamente de Titina Lowndes. A dupla tem relações de amizade e profissionais desde os tempos em que o nosso personagem presidia a Confederação Brasileira de Volleyball. Quando ele foi para o COB, arrastou consigo a Dona Titina e sua empresa de turismo. A Tamoyo, por um tempo, chegou a funcionar lá dentro do próprio COB. Tinha uma espécie de filial lá dentro. Os funcionárioa daquela época e os dirigentes não poderão negar.

Se eu fosse presidente do COB, ou de qualquer outra coisa que vivesse de dinheiro do povo, por princípio, não veria com bons olhos que meus Amigos mais íntimos participassem de licitações ligadas à entidade por mim comandada. Mas nem todo mundo pensa igual. Nem todo mundo tem as mesmas preocupações.

E para quê o Comitê Olímpico Brasileiro precisa de uma agência de turismo? Com uma folha de pagamentos repleta de funcionários ganhando bem, pagos com dinheiro público, não seria factível ao COB designar algum, ou alguns, de seus empregados para negociar diretamente com as companhias aéreas, com os hotéis e operadoras os melhores preços para transportar e hospedar nossos desportistas? Por que fazer com que uma empresa de turismo receba, por conta da escolha do COB, polpudas comissões pelas reservas que faz em seu nome? O COB nunca precisou e nem precisará de uma empresa intermediadora para reservas passagens de avião, hotéis, carros, vans e outros. Até porque isso tudo se faz facilmente pela internet, nos dias de hoje.

Ainda há mais. Desde que assumiu, o presidente do COB não só usa a Tamoyo Turismo para as atividades no COB, como obriga todas as Confederações a também utilizar dos seus préstimos. Quando dinheiro público é repassado do COB para as Confederações, para uma viagem ao exterior, por exemplo, essa verba já vem carimbada. Comprar passagens, reservas hoteis, só com a Tamoyo Turismo.

O COB faz uma espécie de venda casada, o que é proibido pela lei anti trust. “Eu lhe dou o dinheiro, mas Você compra na Tamoyo”. E o que acontece com quem não comprar? Talvez deva sofrer intervenção do COB por cometer falta grave. É pagar para ver. Tamoyo Turismo neles. Ticketronics neles. AON Seguros neles. Tudo neles.

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