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A Solução Do Esporte Está Nas Escolas. E São Paulo Pode Dar O Exemplo.

novembro 27, 2010

Uma Proposta Para O Esporte De São Paulo
 
A Solução Do Esporte Só Poderá Sair Das Escolas!
 
– É preciso mudar a mentalidade. Isto quer dizer criar uma mentalidade esportiva, inserindo a prática da atividade física nos parâmetros da vida de cada cidadão. Leis, há muitas. Temos que colocá-las em prática.
 
– Este é um momento muito oportuno para discutir os rumos do esporte em São Paulo, uma vez que estamos às portas da Copa do Mundo de 2.014 e dos Jogos Olímpicos de 2.016, ambos eventos grandiosos, que ocorrerão em nosso País. Ainda que os Jogos Olímpicos de 2.016 sejam realizados no Rio, São Paulo não poderá ficar à margem desse processo. O Estado de São Paulo contribui com cerca de 80% das delegações olímpicas do Brasil.
 
– O esporte olímpico no Brasil, hoje, ainda é fruto quase que exclusivo da iniciativa particular. Todo edifício esportivo está alicerçado nas atividades dos clubes, o que é uma realidade diferente dos Países mais desenvolvidos
 
– Esssa estrutura, mercê de causas múltiplas, vem desfazendo-se. Por isso é preciso tratar já de encontrar um caminho seguro para substituí-la e salvar o esporte olímpico. São Paulo deve conduzir esse processo no Brasil.
 
– As dificuldades de transporte nas cidades grandes e entraves econômicos afastou os Atletas dos clubes. E estes, por sua, vez, vêm restringindo as suas atividades esportivas. E não houve contra partida. Ora, se o setor privado enconlhe suas atividades esportivas, o setor público não compensou com o aumento de sua participação.
 
– A escola é o campo onde se deve semear o germe do fator mais importante: a criação da mentalidade esportiva. Essa mentalidade chegou a se delinear. Mas depois enfraqueceu-se. Hoje em dia, pode-se dizer que não existe mais. Portanto, araigar no povo a mentalidade da prática do esporte é fundamental. O restante será consequência.
 
– O esporte de alto nível não deve ser uma função estatal. O estado deve despejar seus recursos no esprote para todos, na massificação. Isso não quer dizer que o Estado deva estar absolutamente alijado do esporte de alto rendimento. Nesse contexto, com relação ao esporte de alto rendimento, o Estado deve ter a função de assessorá-lo, defendê-lo e possibilitá-lo. O desenvolvimento do futebol, por exemplo, é pura consequência daquilo que se constitui no fundamento da minha tese: a mentalidade esportiva que se criou em torno dele. Desde criança, o contacto com a bola, como brinquedo, vai fomando no brasileiro a intimidade com o futebol. Por que não fazer isso com outros esportes.
 
– a monocultura esportiva do futebol também é uma razão para que os demais fiquem marginalizados. Não contam com a mesma realidade própria para desenvolver-se. Os praticantes têm que fazer verdadeiros sacifícios pessoais para fazê-lo.
 
– é necessário que as escolas públicas tenham praças esportivas minimamente boas para que se professem aulas de educação física que tragam prazer aos alunos. Os professores de educação física devem ter a mesma importância que os das demaio disciplinas e remunerados de forma digna, para que não tenham que “pular” de lugar em lugar dando várias aulas no mesmo dia para poder sobreviver. A educação física deve ser inserida na grade escolar com a mesma importância que têm a matemática, o português, a história, a georgrafia e outras. Hoje a educação física é colocada em segundo plano, como se fosse disciplina de segunda categoria.
 
– o Estado deve, além das aulas práticas de educação física nas escolas, estabelecer convênios com a Universidade de São Paulo, para que os professores ensinem aos alunos os valores olímpicos, que são a base de tudo. Aulas teóricas de olimpismo ajudam a criar uma mentalidade olimpica na juventude. Os estudiosos olímpicos da Universidade podem contribuir muito com a criação da mentalidade esportiva. O apoio à pesquisa olímpica deve ser incentivado, assim como deve sê-lo a criação do museu do esporte, na Universidade de São Paulo.
 
– o Estado também deve influenciar o clubes privados para que esses retomem com mais ênfase as atividades esportivas e aceitem em seus quadros atletas militantes, não sócios, que não têm condições financeiras de ser sócios desse clubes de elite. Espaços ociosos de clubes podem ser colocados à disposição da população, com o auxílio do Estado. Outras praças esportivas públicas devem ser recuperadas e colocadas à disposição do povo até mais tarde, com segurança.
 
– os Jogos Abertos do Interior são a maior competição de massa em número de pessoas da América Latina. Essa força que são os Jogos Abertos deve ser melhor explorada. É necessário que haja muito mais mídia sobre esse evento e que se consiga atrair muito mais gente para tais competições, para assití-la. Deveria ser tevisionada pela televisão aberta, também.
 
–  recriar as chamadas “Turmas Volantes do Interior” é uma excelente iniciativa e idéia. Isso constitui em convocação de Atletas de alto nível que possam apresentar-se em Cidades chaves do interior de São Paulo. Esporte de demonstração, nas escolas, nos clubes, nas univeridades do interior. Verdadeiros festivais de esportes, com o intuito de estimular a gente de cada região do Estado a praticá-lo. Foi dessa iniciativa que surgiram vários grandes nomes do nosso esporte, dentre os quais Tetsuo Okamoto.
 
– esporte é educação, é saúde, é desenvolvimento, é meio ambiente. Não há como dissociar a Secetaria de Esportes de ações conjuntas com as demais Secretarias responsáveis por esses outros setores. O esporte não é um elemento isolado.
 
– a Universidade de São Paulo possui um dos melhores centros esportivos do Brasil, hoje, completamente deterioriado. O CEPEUSP foi feito para os Jogos Pan – Americanos de 1.975, que seriam realizados em São Paulo. Toda arquitetura foi baseada em exemploade sucesso observados em Universidades alemãs. É necessário recuperar o CEPEUSP, para não somente fomentar a prática do esporte no meio universitário público, mas que sirva como local de treinamento para o alto rendimento. Daí  uma outra necessidade de convênio entre a Secretaria da Esportes e a Universidade de São Paulo, também.
 
– os Jogos Pan Americanos do Rio de Janeiro, em 2.007, foram objeto de muitas críticas todas elas muito bem abalizadas. Houve um super faturamento de 1.000 % com relação ao orçamento inicial e não deixou para a Cidade qualquer legado social, cultural e esportivo. Acredito que os Jogos Olímpicos de 2.016 e a Copa do Mundo seguirão o mesmo caminho. São Paulo deve ter uma atitude firme, de rejeitar qualquer tipo de evento esportivo realizado nessas condições. Se fizer isso, São Paulo será a reserva moral do esporte brasileiro. Não é possível compactuar com o que está flagrantemente errado. São Paulo deve plantar as novas sementes do esporte, arejar as arestas, modernizar aquilo que há anos está equivocado.
 
– antes dos Jogos Olímpicos, as equipes estangeiras vêm ao País sede para o chamado período de aclimatação. O Estado de São Paulo tem plenas condições de trabalhar para que, até 2.016, ofereça às equipes estrangeiras condições de receber algumas delas para que façam, a sua aclimatação no Estado. E, assim, mostrar que aqui se tem uma mentalidade esportiva, que o esporte é tratado com a seriedade honestidade que merece.
 
– em 1.939, quando nada de esportes existia no Brasil, meu avô, Major Sylvio de Magalhães Padilha, Atleta finalista olímpico, campeão e recordista sulamericano, a convite do então Governador do Estado, criou o Departamento de Educação Física e Esportes do Estado de São Paulo, o D.E.F.E. (hoje a Secretaria de Esportes). Fez as primeiras leis do esporte. Criou as condições para a massificação e todas as competições escolares que hoje existem foram criadas naquela época. Ou seja, São Paulo precedeu a própria União Federal na regulamentação da atividade da educação física e da prática desportiva. Construiu os centros polo esportivos Baby Barioni, na Água Branca, o Ibirapúera e tantos outros pelo interior adentro. São Paulo, se sempre foi pioneiro, assim deve continuar, conduzindo, em harmonia e com honestidade absoluta, o esporte do Brasil.
 
– estas são apenas as ideía iniciais. São Paulo deve ter em mente que pode ser o exemplo de dignidade e eficiência do esporte no Brasil. São Paulo pode dar o tom da política pública esporiva de longo prazo que é tão necessária para o nosso País.
 
Alberto Murray Neto, 45 anos, advogado graduado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (largo de São Francisco). Pós graduado pela Faculdade de Direito da Universidade de Toronto, no Canadá. Atual sócio coordenador do departamento de direito societário do Escritório Paulo Roberto Murray – Advogados. Atuou como advogado estrangeiro nos Escritórios Lang Michner Lawrence and Shaw LLP e Tory Tory DesLauriers and Binnington LLP, ambos em Toronto, Canadá. Membro das Comissões de Internacionalização do Direito e de de Direito Empresarial da Ordem dos Advogados do Brasil/SP; Presidente do Pannone Law Group E.E.I.G., com sede em Bruxelas (2.009/1.010); Vice Presidente da Associação Internacional dos Jovens Advogados, com sede em Bruxelas (1.998/2.002); membro do Conselho Canadense para as Américas; Membro da International Bar Asociation; Membro do Canadian Bar Association; Presidente da Comissão Jurídica da Câmara de Comércio Brasil Canadá; Co-Autor e Coordenador do Livro “As Sociedades Por Ações na Visão Prática do Advogado”; Vice Presidente e Corregedor da Junta Comercial do Estado de São Paulo (gestão Gov, Geraldo Alckmin). Premiado, aos 17 anos, pela Universidade de Brasília, pelo trabalho “Os Partidos São Necessários Para A Democracia?”. Autor de vários trabalhos jurídicos publicados no Brasil e no exterior. Conselheiro do Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (C.E.S.A.). Admitido na Ordem dos Advogados Portuguêses, em Lisboa, Portugal. Foi Diretor Executivo da Federação Universitária Paulista de Esportes e Secretário Geral da Federação Aquática Paulista. Membro do Comitê Olímpico Brasileiro, de 1.996 até 2.009). Atual Árbitro da Corte Arbitral do Esporte, em Lausanne, na Suíça. Atleta campeão paulista de atletismo pelo Esporte Clube Pinheiros. Atual Maratonista. Neto do Major Sylvio de Magalhães Padilha, com quem aprendeu os valores do esporte para todos, do olimpismo, esteve presente a todos os Jogos Olímpicos desde 1.972 até hoje, vários Jogos Pan Americanos, Campeonatos Mundiais e Copas do Mundo de Futebol. Professor convidado no Instituto Superior de Direito e Economia, em Madrid, na Espanha. Graduado em estudos Olímpicos pela Academia Olímpica Internacional, em Olímpia, Grécia, em 1.995 (Sessão Para Jovens Participantes). Autor de vários trabalhos sobre esporte, olimpismo e educação publicados no Brasil e no exterior. Palestrante, no Brasil e no exterior, em vários eventos sobre esporte e olimpismo e sobre assunto jurídicos. Autor do Blog Alberto Murray Olímpico, que luta pela moralização do esporte olímpico no Brasil.
 
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5 Responses to “A Solução Do Esporte Está Nas Escolas. E São Paulo Pode Dar O Exemplo.”


  1. Concordo com muitas coisas que foram colocadas no post. Sou graduado em gestão esportiva desde 2008, participei dos Jogos Pan-americanos, e realmente ainda temos a monocultura do futebol, devido a vários fatores, com certeza o caminho é através da educação em junção com o esporte, acrescento a importância do terceiro setor nesse processo. Muitas vezes nossos profissionais de educação física são preparados para ser técnicos e não professores, levando isso as aulas de ed. fisica, aplicando aos alunos em grande parte aulas de esportes de quadra, principalmente o futsal, e os projetos do terceiro setor possuem autonomia para fazer com que esses profissionais ministrem outros esportes menos populares. O que se faz extremamente necessário as vesperas das Olímpiadas, aproveitando o mega evento para ampliar e iniciar uma policultura esportiva no país.

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    • Alex Says:

      Sem a transmissão dos eventos que intercalam-se aos Jogos Olímpicos (Campeonatos Mundiais e Continentais) em TV aberta, como INSTRUMENTO DE PARTICIPAÇÃO nesse processo, a monocultura do futebol vai perdurar para sempre !

      Como o conglomerado que detém os direitos de transmissão da maioria destes eventos só visa lucro, ou seja, ampliar o número de assinantes em suas duas plataformas de TV por assinatura, a saída é a transmissão dos mesmos através da televisão pública.

      Em um país como o Brasil a transmissão destes eventos através da TV pública seria TÃO, OU MAIS importante, que a democratização do acesso a prática do esporte.

      No Brasil há inúmeros casos de atletas que se iniciaram no esporte após assistir grandes atletas em ação na TV aberta, SEM AO MENOS ANTES, ter conhecimento da modalidade.

      Ex: As garotas do Projeto de Apoio ao Futebol
      Feminino de Codó no Maranhão que têm como
      fonte inspiradora a grande Marta.

      http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM1269865-7822-SPORTV+REPORTER+FUTEBOL+MUDA+A+VIDA+DE+MENINAS+EM+CODO,00.html
      ( * AOS 16:43 )

      Pergunto:

      Em Codó, no cerrado maranhense, as crianças têm acesso a televisão por assinatura ?

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  2. albertomurray Says:

    Beto,
    O teu texto está bem focado. Mostra claramente um caminho. Só nãovê quem não quer.
    Fiquei surprêso e triste ao saber do abandono dos instalçãoes do CEPEUSP, projetos e obras que fiz com muito estudo e carinho. Mas que fazer com essa gente que é encarregada de cuidar dessas coisas… Eles não entendem nada e não sabem dar valor a nada…
    Parabéns!
    Bjs.
    Luciano

    O Arquiteto Luciano Bernini Foi Prefeito Da USP por duas vezes.

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  3. Victor Sbrighi Says:

    que surpresa saber que foi seu avô quem construiu o DEFE da agua branca (baby barioni)competi varias vezes pela instituição (natação), lá fiz o aperfeiçoamento (nadavamos, eu e meu irmão, às 2/4/6 das 7:30 as 9:30), aprendi a nadar os 4 estilos… muito legal, parabens Doc.
    abração

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