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Um Pouco Da Gestão Do Esporte Olímpico Brasileiro.

novembro 16, 2010

Em termos de gestão ( e aí incluo os ítens: organização, planejamento
 e estratégia ), o nosso esporte olímpico já está em condições de exportar know how, senão ve-
 jamos:
 
  Cronologia dos fatos:
 
 Out de 2009
 
  Confederação Brasileira de Atletismo anuncia a instalação de 500 corredores de salto em dis-
 tância em diferentes cidades do país como meta de buscar novos talentos para o salto em dis-
 tância, uma das mais nobres provas do programa olímpico.
  
  Indagações:
  
  – E as outras provas de saltos onde entram nesta meta de busca de novos talentos ?
 
  – E as provas de arremesso e de pista onde também entram nesta meta de descoberta de no-
    vos talentos ?
 
  – E o principal: 
 
    O que representa a instalação de 500 corredores de salto em termos de massificação do a-
    tletismo e onde entram neste contexto as centenas / milhares de escolas públicas existen-
    tes em cada estado da federação ? 
 
Para massificar o atletismo, já propus algumas vezes que os estádios que serão construídos para a Copa do mundo com dinheiro público (e que após certamente serão “elefantes brancos”), tenha alguma pequena reforma e se transfomem em várias pistas de ateltismo, espalhadas pelo Brasil. E cada uma delas seja um centro de desenvolvimento do esporte base, para massificá-lo e descobrir talentos, abertos para o povo.
 
  Jul de 2010
 
  Cancelamento do Campeonato Brasileiro Infantil de Inverno de natação que ocorria em 
  Foz do Iguaçu, em meio a competição, em virtude de que o complexo aquático onde realizava-
  se a competição não tinha condições para receber uma prova de inverno.
  Sistema de aquecimento da piscina precário, recinto com espaços abertos nas laterais e nos
  fundos da estrutura, com a utilização de aquecedores improvisados e “toscas” lonas para ten-
  tar-se, sem êxito, impedir a entrada do ar gelado que vinha do ambiente externo .  
 
  No decorrer da competição várias crianças tiveram hipotermia e os árbitros, duas vezes, inclu-
  sive, tendo de pular de roupa na água para resgatar os nadadores e evitar algo pior como uma
  parada cardíaca.
 
  Indagações:
  
  –  – Porque meses antes da competição não fez-se vistoria no local para avaliar se o mesmo ti-
    nha infraestrutura necessária ( recinto c/ sistema de refrigeração / aquecimento similar aos
    dos complexos aquáticos das escolas e universidades norte-americanas ) para recebê-la ?
    Pois como já é sabido, naquela época do ano a região sul padece c/ rigoroso clima de inver-
    no. 

  – Sabido que é, que a região sul nesta época do ano enfrenta rigoroso clima de inverno e
    que nem todas as cidades dispõem de um complexo aquático em condições de abrigar uma
    competição de inverno, porque não se realiza o Brasileiro Infantil de Inverno em cidade com clima
    mais ameno nesta época do ano, no Nordeste por exemplo, e vice-versa quando for disputa-
    do o Brasileiro Infantil de Verão, ou seja, na região Sul ?
 
  – É assim que a confederação trata os atletas das categorias de base, ou seja, a geração 
    2016, expondo sua integridade física em detrimento de contratos pré-assinados ?
 
 
  Ago de 2010
 
  Em meio ao Grand Prix de vôlei disputado na Ásia a seleção brasileira feminina perde duas de
  suas principais jogadoras vitimadas por sérias lesões.
 
  http://esporte.uol.com.br/volei/ultimas-noticias/2010/08/27/paula-pequeno-sofre-fratura-e-como-mari-deixa-o-grand-prix.jhtm
 
  Indagações:
 
  – Em um ano que o Brasil disputaria o Campeonato Mudial ( título inédito para o país no naipe
    feminino ) e até para não correr-se o risco de evitar-se notícias como a do link acima, na
    campanha do mundial, porque a CBV não enviou à Ásia uma seleção B ou até mesmo uma
    seleção juvenil, já que o Grand Prix realiza-se todos os anos e até mesmo para que estas jo-
    gadoras ganhassem bagagem internacional para futuras competições de grande porte ?
 
  – Em ano de disputa de Jogos Olímpicos, Jogos Pan-Americanos e Campeonato Mundial,  
    competições quadrienais e de muito mais impacto junto ao mídia que o Grand Prix, é
    estratégico enviar o time principal a esta competição e correr o risco de perder jogadoras fun-
    damentais como ocorreu este ano ?  
 
  – De que servem os livros do sr. Ary S. Graça Fº e onde está a ação estratégica da CBV em
    relação a seleção adulta feminina nesta temporada ??? 
 
    http://www2.oabsp.org.br/asp/esa/comunicacao/esa1.2.2.1.asp?id_noticias=659
 
 
  Out de 2010
 
  O presidente da Confederação Brasileira de Remo declara a imprensa que enviará ao Campeo-
  nato Mundial da Nova Zelândia somente guarnições não olímpicas. 
  
  Indagações:
 
  – Sendo o Campeonato Mundial a mais importante competição do remo e tendo em vista que
    seria uma excelente oportunidade de testar e dar bagagem internacional às guarnições que
    estarão nos representando nos Jogos Olímpicos de Londres e sobretudo no Rio 2016, qual o
    benefício e a ação estratégica, de nas 22 provas que estarão em disputa no Campeonato 
    Mundial, levar-se guarnições, justamente nas 8 provas que não são olímpicas ?
 
 14 de novembro de 2010
 
  O Brasil perde a decisão do mundial feminino de vôlei, mais uma vez e pra variar, da nossa al-
  goz nas últimas competições internacionais, a temível Rússia.  
  O destaque da partida é a gigante Gamova que nos momentos decisivos decide a partida a fa-
  vor da Rússia.
 
  Já o Brasil… bem o Brasil recente-se na decisão das suas duas principais atacantes, as cam-
  peãs olímpicas Mari e Paula Pequeno, jogadoras da bola de segurança nos momentos difíceis
  e cruciais da partida.    
 
  Indagações:
 
  – Se a Rússia com sua “killer point” praticamente aniquilou o Brasil e suas pretensões de títu-
    lo, a seleção brasileira com suas DUAS “killer points” não teria melhor sorte na partida ?
 
  – Enquanto a federação russa de vôlei, priorizou o mundial, optando por não participar do
    Grand Prix, inclusive ganhando tempo para RECUPERAR JOGADORAS QUE VINHAM DE
    LESÃO, levantou a taça da competição mais importante do calendário do vôlei, a CBV enviou
    à Ásia o time principal e teve como “retorno” o vice-campeonato da competição e as lesões
    de Mari e Paula Pequeno:
 
    Qual o benefício teve o vôlei feminino brasileiro e a ação estratégica, tão apregoada nos livros
    do sr. Ary Graça, levar à Ásia o time principal para a disputa do Grand Prix ???   
 
 
  Estes são alguns dos fatos que demonstram a “fantástica” gestão aplicada no esporte olímpi-
 co brasileiro e que deixo para análise dos amigos no caminho rumo aos Jogos do Rio 2016. 
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2 Responses to “Um Pouco Da Gestão Do Esporte Olímpico Brasileiro.”

  1. Felipe Says:

    Por que você gosta tanto de criticar e nunca fez nada em prol do esporte brasileiro?

    Ser vice campeão mundial é sim um grande resultado e a CBV merece todas as glórias conquistadas – 3 títulos Olímpicos e 3 Mundiais no indoor, dentre muitos outros títulos conquistados.

    O que você fazia na época em que era conselheiro do COB e pouco aparecia nas reuniões?? Aliás, os méritos que vc teve pra chegar ao conselho do COB são notáveis – herança familiar…

    Además, por que você passou a fazer críticas tão ferrenhas somente após ter as tradicionais mordomias em Jogos Olímpicos cortadas pelo Dr. Nuzman, que não te deu uma credencial para os Jogos de Pequim?

    Sei também que não irá publicar este meu comentário, mas vale a pena registrar.

    obrigado

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    • albertomurray Says:

      Oi Felipe, agradeço imensamente pela audiência que me dá. Publico sim, claro.

      – Critico porque quem não é crítico é covarde;

      – Sim, o volei está de parabéns;

      – No começo ía às reuniões do COB. No último mandato deixei de aparecer porque a Assembléia geral não serve para nada e não ía lá perder o meu tempo e bater palmas para os caras;

      – “Además” é uma palavra que não existe. Você quis dizer “Ademais”, espero eu;

      – Não tenho mérito nenhum para ser do COB. O Doutor Nuzman convidou-me. Pergunte a ele. Dizem que ele me queria por perto para me controlar, porque, na cabeça dele, eu teria condições de tirá-lo de lá;

      – Nos Jogos de Pequim, assim como todos os outros, estava credenciado pelo CIO. Nada a ver com o Doutor Nuzmaz. Se te interessar, eu tenho a relação de credenciados pelo COB, aí sim de responsabilidade de Doutor Nuzman. Quanto a hotel e passagens, acho uma miudez. Mas para esclarecer, tenho dinheiro suficiente (que não é do esporte e nem de empresas ligadas ao COB) para pagar para mim e para quem mais eu quiser; e

      – Continue sempre me prestigiando.

      Forte abraço.

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