O Doping No Atletismo, Enviado Por Um Leitor Do Blog, Da Área Da Educação Física.

Falando em Alemanha… lanço uma pergunta no ar:

 
  Será que, com a chegada desses treinadores estrangeiros, c/ seus “métodos revolucionários”,
 esses Centros de Treinamento da CBAt não se transformaram em algo parecido c/ os “Centros
 de Treinamento” ultra-secretos na antiga GDR ( Alemanha Oriental ) ?
 
 
  Nos XX Jogos Olímpicos de Munique, 1972, pela primeira vez, reuniram-se mais de mil atletas
 mulheres, representantes de 65 países, disputando oito modalidades (I.O.C., 2000).
 
  Em Munique, as alemãs orientais dominaram as provas de atletismo.
 
  Um número expressivo de jornalistas e atletas passou a chamar a atenção para a mudança
 drástica na estrutura corporal de muitas atletas alemãs orientais nos Jogos Olímpicos de
 Munique, mas apesar de nesse evento os recordes femininos estarem sendo quebrados
 constantemente, e de forma drástica para os parâmetros da época, pouco foi feito para 
 detectar ou prevenir o uso de anabolizantes entre as atletas.
 
  Nos XXI Jogos, em Montreal, 1976, entre os grandes nomes femininos dos Jogos, estava a
 nadadora da Alemanha Oriental Kornelia Ender (*) que com 17 anos foi tetra campeã olímpica
 no Canadá, batendo quatro recordes mundiais.
 
  Um aspecto relevante ocorrido na década de 1970 foi o uso indiscriminado de esteróides
 anabolizantes entre mulheres atletas, sobretudo as européias. As alemãs orientais, muito
 comentadas por sua aparência “masculina”, competiram e brilharam em Montreal, 1976,
 marcados como os “Jogos Anabolizantes”, vencendo onze das treze provas olímpicas da
 natação e nove das quatorze provas do atletismo, originando as primeiras suspeitas oficiais de
 dopagem.
 
  As autoridades do esporte de alto rendimento da Alemanha Oriental reagiram à suspeita,
 afirmando que o seu sucesso era resultado de um treinamento esportivo elaborado sob bases
 científicas, em conjunto com um treinamento com pesos, ainda não efetuado em outros países
 com mulheres atletas porque – supunha-se – poderiam causar efeitos fisiológicos e
 principalmente psicológicos entre as atletas, que viviam numa sociedade que as recriminaria
 caso obtivessem aquele biotipo físico pouco feminino.
 
  * Kornelia foi “construída” num Centro de Treinamento de atletas de alto nível, submetendo-se
    a um programa científico que a transformou numa das maiores nadadoras de seu tempo com
    apenas 17 anos de idade. Mas sempre restará a dúvida de se saber até onde ia o talento da
    garota prodígio e onde começava a fraude química dos esteróides anabolizantes, utilizados
    pela equipe alemã oriental na década de 1970.
 
 
  P.S.  Sugiro inclusive a leitura, na íntegra, deste excelente artigo:
 
Categorias olimpismo

3 comentários em “O Doping No Atletismo, Enviado Por Um Leitor Do Blog, Da Área Da Educação Física.

  1. Nilson Duarte Monteiro outubro 7, 2010 — 10:16 am

    Alberto,

    A CBAt já contratou até um técnico da antiga Alemanha Oriental, Ekkart Arbeit, acusado de dar esteroides anabolizantes para a atleta Heidi Krieger, que acabou passando por uma cirurgia de troca de sexo em decorrência das alterações no corpo.

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  2. Nilson Duarte Monteiro outubro 7, 2010 — 10:18 am

    Alberto, para não me deixar mentir, aqui o link de uma matéria no CT de Manaus.

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