Os Comentários Sobre O Basquete Brasileiro, De Um Amigo Do Blog.

  Concordo em parte Alberto mas a evolução foi tímida para se retomar um lugar de destaque no
 cenário internacional.
 
  As carências que eu detecto ( ou continuo detectando ) são as seguintes:
 
 
  Dentro de quadra
 
  Neste mundial houve uma evolução da nossa equipe quanto a parte tática.
 
  Percebeu-se neste mundial que o Brasil já não precipita-se tanto e parte para o “three-point
 ball” como ocorria em competições anteriores quando muito pressionado defensivamente.

 
  Porém quando enfrentou as chamadas equipes fortes ( EUA e Argentina – América – e as sele-
 ções européias de ponta – seleções que defendem “a moderna” ) o Brasil teve enormes dificul-
 dades, principalmente nos momentos decisivos da partida, onde as já fortes defesas, apertam
 ainda mais seus sistemas defensivos. Aí o motivo das derrotas brasileiras nos instantes finais
 das partidas e não o “não soubemos fechar” que a cada derrota ou eliminação traumática, ou-
 ve-se dos nossos locutores e comentaristas nas redes de televisão e que me irrita profunda-
 mente.
 
  Observe que nos instantes finais das partidas contra adversários que defendem “a moderna” e
 que nesta fase do jogo apertam ainda mais suas defesas, ou o Leandrinho “bate para dentro”
 ( infiltra no garrafão ) desbaratadamente ou tentamos chutes de três totalmente desequilibrados
 e pressionados pela defesa do oponente, ou seja, a possibilidade de conversão da cesta se re-
 duz ao extremo.
 
  Já as seleções das escolas onde se pratica um basquete mais moderno ou avançado, nestes
 momentos da partida, ou tentam o “easy basket” ( colocar os seus pivôs em condições de fa-
 zer a bandeja ), visto as facilidadades que encontram para penetrar na defesa brasileira.
 
  Veja as palavras do armador argentino após a partida de ontem:
 
  “O que me surpreendeu é que encontramos facilidades na defesa brasileira.”
 
                                         (  * último parágrafo  )
 
 
  Ou utilizam jogadas simples mas extremante eficazes como o give and go, utilizada ontem
 ao extremo entre o armador Prigioni e o ala-pivô Scola nos momentos decisivos da partida. 
 
  Jogada onde um jogador faz o corta-luz para o armador, que ameaça infiltrar, e na sequência
 da um passezinho picado ( geralmente na diagonal para trás e algumas vezes para o lado ) pa-
 ra o jogador que fez o corta-luz, que recebe a bola livre para o arremesso.   
 
  Jogada de nenhuma beleza plástica mas como já mencionei extremamente eficaz e que os
 hermanos utilizam a pelos menos uma década.
 
  Em síntese:
 
  Enquanto o Brasil não evoluir defensivamente não alcançaremos resultados expressivos no ce-
 nário internacional, porém isso é uma coisa que deve começar na base, incutir na cabeça do
 garoto o quão importante é a defesa no basquete e que o basquete começa pela defesa e não
 pelo ataque como se apregoa por aqui.
 
 
  Fora de quadra:  
 
  – Implantação de um programa que vincule o basquete ao ambiente escolar como fez a Espa-
    nha 11 anos atrás através do projeto Minibasket que acabou por massificar a modalidade na-
    quele país.
  
    Não é à toa que a Espanha é a atual campeã mundial e campeã européia no adulto e domina
    as categorias de base no continente europeu.
 
 
  – Retorno do basquete à televisão aberta brasileira.
    Tanto dos torneios oficiais em que estiver participando a seleção brasileira como da sensa-
    cional NBA.
 
    Recordo inclusive que após a conquista do Pan de Santo Domingo em 2003 pela seleção
    brasileira, um canal a cabo ( não recordo se SporTV ou ESPN-Brasil ) exibiu um especial
    contando a trajetória da seleção nos Jogos e os bastidores da conquista.
 
    Lembro da reportagem ter entrevistado vários jogadores da seleção indagando o que os teria
    motivado a iniciarem na prática do basquete.
 
    Sabe qual a resposta da maioria deles ?
 
    Assistindo aos jogos da NBA pela Band.
 
    Lembro direito de dois desses relatos.
  
    Anderson Varejão
 
   “Ah… eu era garoto lá em Colatina e na época ainda passava a NBA pela Band e aí comecei
    a jogar basquete na escola.”
 
    Alex Garcia:
 
    “Comecei a jogar basquete pq os jogos passavam na Band… meu time era o Bulls… tinha 
     muito cara bom naquele time… o Pippen, o Rodman mas a gente queria ser que nem o Jor-
     dan…”
 
    Atente que coincidindo com último ano de transmissão da NBA pela TV Bandeirantes ( tem-
    porada 98/99 ), o basquete masculino brasileiro não obteve classificação para as três últimas
    edições dos Jogos Olímpicos ( Sydney 2000 , Atenas 2004 e Pequim 2008 ) .
 
    Simples coincidência ou carência de ídolos ? 
 
 
  P.S.  Não querendo ser pessimista mas sendo realista, acho dificílimo o Brasil conquistar a
           vaga olímpica para Londres 2012. 
 
           Pelo seguintes motivos:  
 
           O Pré-Olímpico de 2011 será disputado na Argentina e distribuirá apenas 2 vagas para
           o continente americano.
 
           Se levarmos em conta que o torneio será disputado na casa do rival e que o basquete
           brasileiro não consegue superar o argentino há 14 anos em competições de nível mun-
           dial e que a outra vaga é praticamente certa ficará para a equipe americana que contará
           com todas as suas feras da NBA ( Kobe Bryant, Lebron James entre outros ), já que os
           Jogos Olímpicos é a competição que os americanos priorizam, a tendência é de que o
           Brasil fique alijado de disputar os Jogos Olímpicos pela  vez consecutiva.      
Categorias olimpismo

Um comentário em “Os Comentários Sobre O Basquete Brasileiro, De Um Amigo Do Blog.

  1. Não consegui identificar o autor do texto acima, mas tenho que concordar que a falta de idolos e cobertura pela midia do basquete segue sendo um calcanhar para inicialização no esporte, além de tudo o que foi falado quanto a trabalho de base precisa somar que os times federados nas categorias de base tem sócios que pagam mensalidades e seus filhos…e que por mais absurdo que possa parecer, não é puramente o mérito ou o talento que predomina na montagem dos times. Neste caso o poder aquisitivo faz mal ao esporte, pois limita o acesso de quem só precisaria de uns agasalhos mais um vale Lanche/Condução para fazer carreira no esporte…quando o volei abriu mão dos filhos de sócios de clubes para focar em peneirões e um trabalho forte de mídia viramos a potencial imbativel que somos hoje…outro exemplo é o handebol, que só lhe falta a midia, mas tem um trabalho de base escolar e universitário fantástico e que pouca gente conhece.
    Abraço a todos

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