O Badminton Do Brasil.

O Badminton é um esporte amplamente divulgado nos Países do oriente. Eu gosto jogo. Quando bem jogado, é rápido, movimentado,  que exige muito dos Atletas. No Brasil esta modalidade sofre com a falta de dinheiro, a exemplo do que ocorre com todas as Confederações chamadas de “pequenas”.

Desde que o Rio ganhou o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2.016, esperava-se, de imediato, maior atenção aos esportes carentes. Mas até agora não houve nenhum movimento nesse sentido. A patota olímpica e o governo só falam em obras, construções e deixam de lado o Atleta.

No caso específico do Badminton, há um Atleta de Campinas, de 20 anos, Daniel Paiola, que pode ser uma esperança. Exclusivamente por seu esforço pessoal enorme, ele está em 66º lugar do ranking mundial da Federação Mundial de Badminton (BWF), na categoria simples masculino. Para um País cujas autoridades olímpicas não dão qualquer apoio a essa modalidade, a posição do Atleta Daniel Paiola no ranking internacional é muito boa. Com isso, Daniel conseguiu classificação para o campeonato mundial na França, que será neste mês de agosto. Novamente, grande feito. A luta maior do Daniel é conseguir classificação para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2.012. Se seguir obtendo esses resultados, há boas chances de conseguir representar o Brasil na Olimpíada londrina.

Mas é a histíoria de sempre. Não há auxílio, não há incentivo, não há nada. Daniel é ajudado por uma empresa alemã, chamada Victor (que não está no Brasil), a qual lhe dá material esportivo, raquetes, agasalhos e outros. O dinheiro ele tira do bolso da própria família. A Confederação Brasileira de Badminton, na sua pobreza, ajuda como pode, com passagens, ou hotéis.

Ora bolas, eu sempre critiquei a política de distribuição de verba pública feita pelo Comitê Olímpico Brasileiro (“COB”). De acordo com as regras impostas  pelo COB goela abaixo das Confederações, as que já são ricas ficam cada vez mais ricas. E as que são pobres, seguem no mesmo lugar, ou ainda mais pobres.

Já está mais do que na hora de o Ministério do Esporte e o Comitê Olímpico Brasileiro darem mais atenção a esses esportes que eles mesmos consideram “menores”. Senão a cada quatro anos, vão continuar levando pauladas pelos resultados pífios que o Brasil alcança, sem que revelem qualquer avanço que demonstre o tal “salto de qualidade”.

Boa sorte ao Daniel Paiola.  Não é fácil ser Atleta no Brasil.

Nota Adicional: O Presidente da Confederação Brasileira de Badminton, Celso Wolf, pede-me para noticiar que o Comitê Olímpico Brasileiro (“COB”) está ajudando o Atleta Daniel Paiola.  Ele irá competir e treinar na Dinarmarca com o dinheiro que o COB recebe da Lei Piva. E que, recentemente, o Ministério do Esporte passou também a judar o Atleta. Antes tarde do que nunca.

Claro que essa ajuda é boa. Mas é pouco. Na Minha opinião, o que o Badminton — e as Confederações menores — precisam não de esmola. Deveriam ajudá-las a desenvolver programa de massificação desses esportes. Discordo da forma como o COB distribui o dinheiro público que recebe do Governo.

Categorias olimpismo

3 comentários em “O Badminton Do Brasil.

  1. Caro Alberto,

    parabéns pelo excelente artigo, que você já tinha prometido publicar e cumpriu de forma brilhante.

    É o retrato fiel do que acontece com o badminton brasileiro e o mesmo deve acontecer com a maioria das modalidades esportivas no Brasil.

    Posso dar outro exemplo. O Brasil está disputando agora, em Santo Domingo, República Dominicana, o Pan Jr de Badminton.

    A CBBd (Confederação Brasileira de Badminton), com a pequena (e única, já que não tem patrocinadores) verba que recebe do COB, só conseguiu pagar as passagens e hospedagens dos 6 atletas que compõem a equipe (o Pan Jr tem 2 competições: individuais e por equipes).

    Os outros quase 40 atletas tiveram que ir por conta própria. E muitos vêm de projetos sociais. Veja só a dificuldade.

    Lembrando que a CBBd tem que suar para que sua verba anual seja suficiente para manter uma sede, manter um CT, manter uma comissão técnica, realizar competições, levar atletas para competições internacionais e ainda desenvolver o badminton em todo o país, algo que as federações certamente não conseguem fazer, não por má vontade, mas por pura falta de dinheiro.

    Afinal, se a CBBd já recebe pouco, as federações recebem ainda menos. Ou melhor, não recebem. É zero mesmo. Aqui no RJ, a federação às vezes arrecada menos de R$ 1 mil/mês. Menos que 2 salários mínimos, sem direito a férias, 13º, inss, fgts. Incrível, não?

    O badminton sobrevive graças à boa vontade de pessoas que abrem mão de família, lazer, tirando dinheiro do bolso. Mas ninguém aguenta por muito tempo.

    Grande abraço,

    Ricardo Nagato

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  2. Boas Doc
    e o figura com 5,6 bilhões na mão para administrar..
    vai Brasil
    abraços
    obs; vai correr domingo?

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  3. É triste mesmo, mas nossa será que não percebem que só são pequenos exatamente por não terem incentivos?… ou não querem ver?

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