Ouvindo Coisas Boas. E Outras Insólitas.

Já relatei que a palestra de Andrew Jennings foi encorajadora. De tudo que ele falou, talvez o que mais tenha chamado a atenção foi a sua afirmação de que “essa cartolagem não tem compromissos com o Brasil. Não são brasileiros. Seus compromissos são com as entidades internacionais das quais fazem parte e com os interesses financeiros dos seus patrocinadores. E dos seus próprios, é claro” E é isso aí mesmo. Para esses dirigentes, o Brasil e os brasileiros que se danem. Eles querem construir estádios, que depois serão “alvos elefantes”.

Hoje ouvi a entrevista que Cláudio Weber Abramo deu a Juca Kfouri. Outra conversa inteligente e alviçareira, que mostra que a luz no fim do túnel não é um trem no sentido contrário. Foi muito bom saber que o governo da Bélgica, corajosamente, na defesa dos interesses de seu povo, rebelou-se contra as exigências que a FIFA formula para os Países que pleiteam sediar Copas do Mundo. Na medida em que a FIFA e seus parceiros ganham milhões de dólares com o torneio, injustificável que esta exija dos anfitriões renúncias fiscais e outras ignomínias. A Bélgica e a Holanda pleiteam, em candidatura conjunta, sediar a Copa do Mundo de 2.018. Que a Bélgica não se curve diante da FIFA arrogante , que não tem preocupação alguma com o povo. A FIFA não faz nada se não houver uma contra partida financeira. Não acreditem que da FIFA possa surgir algum tipo de benemerência, descompromissada de interesses pecuniários.

Juca e Cláudio Weber Abramo proporcionaram aos seus ouvintes uma excelente conversa.

Mas também tomei conhecimento de um fato insólito. Cláudio Weber Abramo contou que ao ser entrevistado, hoje, por uma revista norte americana, soube que o repóter tentou obter no Ministério do Esporte uma cópia da proposta brasileira para a Copa de 2.014. O Ministério do Esporte disse que não tem o documento disponível. O mesmo repórter, então, dirigiu-se à Confederação Brasileira de Futebol (“CBF”), a quem fez o mesmo pedido. A CBF, por sua vez, disse que tal pedido deveria ser endereçado à FIFA. Ora bolas, até o Ministério do Esporte sonega informações que são públicas. Esse argumento de que se trata de um negócio privado, entre entidades privadas, usado para não divulgar o documento, é próprio de quem tem medo de se expor. São entidades privadas que botam, tranquilamente, a mão no dinheiro público. Que não façam na vida pública aquilo que fazem na privada.

A cartolagem do Brasil da Copa e da Olimpíada, lembremo-nos sempre disso, não tem compromissos com o Brasil.  Viva Andrew Jennings. Viva Juca Kfouri e Cláudia Weber Abramo.

Como costumo dizer, se parece que esse dirigentes são onipotentes, não são, não. Confio no Ministério Público e, no final das contas (polpudas contas), vão enrolar-se nas próprias ambições.

Categorias olimpismo

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