O Encontro De Nuzman Com O Jornalista.

Relata um amigo, importante Jornalista brasileiro, que há algum tempo atrás, adentra em sua sala, na revista em que comandava, o dirigente Carlos Arthur Nuzman. O relato continua, afirmando o eminente Jornalista que Nuzman suava em bicas e seus curiosos tiques nervosos o faziam parecer uma “máquina de escrever antiga”. A cabeça do cartola se movia freneticamente, de um lado para outro. E seus olhos piscavam desordenadamente. Nuzman estava muito nervoso, pois havia chegado aos seus ouvidos a informação de que a revista estaria elaborando sobre ele uma matéria nada elogiosa. Nuzman fora à loucura. Indagou ao Jornalista sobre a tal reportagem. Ético e cumpridor de seu dever, o Jornalista respondeu à Nuzman que se a revista estivesse mesmo elaborando a tal matéria, ele seria o primeiro a saber, porque certamente seria ouvido, como reza o bom jornalismo.

O mesmo Jornalista conta que, em outras poucas ocasiões, Nuzman convidou-o para almoços no restaurante Massimo, em São Paulo. o Jornalista, na espera de um furo de reportagem, via e ouvia que Nuzman não dizia nada de interessante. Dava a impressão de que apenas queria cooptar o importante repórter para o seu lado. Em um desses encontros, o Jornalista (que sempre pagou a sua parte das conta desses almoços), deparou-se não somente com o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, mas com seu fiel escudeiro de anos a fio, Leonardo Gryner, então sócio daquela empresa de marketing, de outra de cunhangem de medalhas e tantas outras. Nuzman e Gryner seguiam na mesma toada e nada de dizer algo que fosse de interesse do Jornalista e, por conseguinte, dos seus leitores e ouvintes, que são muitos. Ã partir daí, o Jornalista encheu-se e disse: “Eu venho aqui na espera de uma informação jornalística, uma nota que seja, uma entrevista sobre os males do esporte nacional. E Vocês não dizem nada. Estou perdendo o meu tempo. Quando tiverem algo importante para falar, podem me chamar.” O Jornalista levantou-se e foi embora, deixando a dupla dinâmica falando sozinha.

No primeiro caso, não cabe a um presidente de Comitê Olímpico invadir a sala de um diretor de revista, por ouvir dizer que seria feita matéria não elogiosa sobre ele. Isso mostra uma tremenda insegurança, aliás, retratada em seus tiques nervosos. Parece uma tentativa de intimidação contra o livre trabalho da imprensa.

No segundo episódio, trata-se de forma absolutamente inapropriada de aproximar-se da imprensa. Uma atitude, no mínimo, nebulosa.

Até hoje Nuzman recusa-se a dar entrevistas a este Jornalista, pois sabe que teria que enfrentar perguntas relativas à questões muito sérias do esporte Olímpico nacional, das quais ele foge.

Lembrem-se da forma como Nuzman tratou o repórter da ESPN Brasil, João Castelo Branco, quando este indagou-lhe, após a vitória do Rio de Janeiro para sediar os Jogos O;ímpicos de 2.016. João apenas perguntou a Nuzman se, em 2.016, ele ainda seria o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro. Nada mais natural tal pergunta, a um homem que está no poder há 15 anos e que, em 2.016, poderia muito bem estar aposentado. Mas Nuzman foi ríspido, como se o Comitê Olímpico Brasileiro e os próprios Jogos Olímpicos de 2.016 tivessem um fim em si próprio, qual seja, ele mesmo.

Categorias olimpismo

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