Comentários Adicionais Do Presidente da CBAt, Roberto Gesta de Melo, A Quem Agradeço O E-Mail E Que Apresenta Espírito Democrático

Prezado Dr. Murray :

   Li, há pouco, em seu blog, os comentários feitos à mensagem que lhe enviei sobre o seu artigo “A Jovem Campeã Mundial e o Marketing do Rio 2006”.
   Realmente, considero o debate salutar e imprescindível para o esclarecimento de fatos e a busca da verdade. Suas posições, como as de todos que discutem as coisas do desporto, apontando possíveis falhas e indicando prováveis correções de rumo, serão sempre por mim recebidas com a devida atenção. 
   Assim, passo a prestar-lhe as seguintes informações :
1. De início, gostaria de corrigir um equívoco. A atleta Bárbara Leôncio obteve o título de campeã mundial de menores no dia 15 de julho de 2007, e não em 2005, em Ostrava, na República Tcheca, e ela vem sendo contemplada no “Programa CAIXA/CBAt de Apoio a Jovens Talentos” desde 1 de janeiro daquele ano. Ou seja, seis meses antes de seu notável feito. Portanto, na verdade, a CBAt antecipou-se na ajuda à atleta, cabendo melhor, no caso, o dito popular “É melhor prevenir do que remediar”.
2. Igualmente, uma segunda correção. O excelente trabalho social feito pelo professor Paulo Servo vem recebendo ajuda financeira da CBAt anteriormente à conquista da Bárbara. Com a criação do “Programa CAIXA/CBAt de Apoio a Centros de Descoberta de Talentos”, em 1 de janeiro de 2006, esse Projeto, entre outros, vem sendo auxiliado. Novamente : “Deus ajuda a quem cedo madruga”.
3. Concordo inteiramente com suas colocações do item 3 de seus comentários. É para mim inacreditável que não haja uma política nacional para o desporto, especialmente no âmbito escolar, em todos os seus níveis. E não percebo (oxalá esteja equivocado), uma mudança radical imediata nesse estado de coisas, apesar dos esforços de algumas autoridades constituídas, de forma isolada. 
   E exigir-se de Confederações nacionais, que deveriam ter nas escolas a base fundamental na formação de sua futura elite desportiva, resultados exponenciais, a nível olímpico, é de um primarismo que entendo não ser compartilhado de sua parte. Mais adiante, voltarei a esse assunto.
  Por conseqüência, depende-se do trabalho de poucos profissionais abnegados dispersos pelo país, com precárias condições locais e ações isolados de clubes, prefeituras etc. Além dos Programas e recursos das Confederações, irrisórios para suprir essa imensa lacuna, que não é de sua responsabilidade direta.
4. Assim que a CBAt, em 2006, obteve recursos para a criação do “Programa CAIXA/CBAt de Apoio a Centros de Descoberta de Talentos”, vários Projetos foram considerados.
   Em 2006, foram atendidas 12 Entidades, assim como em 2007 e 2008; e em 2009, 20.
   Todas as vezes, a exemplo do que ocorre com os demais Programas implementados pela CBAt, foram estabelecidos critérios prévios, para recebimento do benefício.
   Para resumir o assunto, na medida do possível, em 2010, serão apoiados diretamente 20 (vinte) Centros, quais sejam :
   Categoria “A “
1. Projeto Atletas com Futuro – Abreu e Lima/PE
2. Mexam-se Talentos – Guariba/SP
3. Instituto Lançar-se para o Futuro – Curicica/RJ
4. Correndo para o Futuro – Sertãozinho/SP
5. Esporte Guarulhos – Guarulhos/SP
6. Ribeirão Preto – Ribeirão Preto/SP
7. Mangueira – Rio de Janeiro/RJ
8. Pé-de-Vento – Petrópolis
9. Organização Campineira de Atletismo-Orcampi/UNIMED – Campinas/SP
10 Rio – Rio de Janeiro/RJ
11 CASO – Sobradinho/DF
12 Associação Metodista de São Bernardo do Campo – São Bernardo do Campo/SP
13 Caldeira de Alvarenga – Santa Cruz/RJ
   Categoria “B “
1. Da Rua para a Pista e da Pista para o Brasil – Paranavaí/PR
2. Projeto Atletismo Campeão – Recife/PE
   Categoria “C “
1. Russas – Russas/CE
2. Barra do Garças – Barra do Garças/MT
3. Sorriso – Sorriso/MT
4. Atletismo Esperança – Campo Mourão/PR
5. Touros – Touros/RN
Obs. : Além desses, a CAIXA apóia alguns Centros diretamente, ou por intermédio de agências, como é o caso do Centro de Joaquim Cruz, em Brasília, e do Professor Eugênio, em Londrina.
         Também, algumas Federações Estaduais auxiliam outros Centros com recursos repassados pela CBAt no “Programa de Apoio a Federações Estaduais”. Outras, como a Paulista, têm um Programa complementar ao da CBAt, com a participação de outros patrocinadores.    
   A decisão sobre os critérios adotados partiu de Comissão instituída pela CBAt para tratar especificamente de Programas de Apoio e Centros de Treinamento para Jovens Talentos e de Campeonatos Mundiais de Menores e de Juvenis, que se reuniu duas vezes em 2009, e está assim constituída :
   Coordenador : Carlos Alberto Cavalheiro
   Atletas medalhistas olímpicos : Arnaldo de Oliveira Silva
                                              Claudinei Quirino da Silva
                                              Edson Luciano Ribeiro
                                              Vicente Lenilson de Lima
   Treinadores : Adauto Domingues
                      Roberto Ribeiro de Andrade
                      João Paulo Alves da Cunha
                      Émerson Perin
                      Paulo Servo Costa
                      Marcelo dos Santos Lima
                      Vânia Maria Ferreira Valentino da Silva
                      Tânia Fernandes de Paula Moura
                      Adriano da Costa Vitorino
                      Anselmo Antônio Pereira
                      Osvaldo Luiz Milani
                      Leandro Aparecido Cardoso
Obs. : Os treinadores que constituem essa Comissão tiveram atletas medalhistas em Campeonatos Mundiais de Menores e/ou de Juvenis, no período de 2005 a 2009.
   Os critérios estabelecidos pela Comissão, em 26 de setembro de 2009, foram depois referendados pelos demais atletas medalhistas olímpicos e treinadores das seleções adultas, em 27 do mesmo mês, e finalmente aprovados no IV Fórum “Atletismo do Brasil”, realizado em São Paulo, no início deste mês, por votação eletrônica, pela comunidade atlética nacional (constituída por cerca de 130 pessoas : atletas das seleções que participaram dos últimos Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais de Adultos; seus treinadores; treinadores de atletas medalhistas em Mundiais de Menores e de Juvenis; atletas medalhistas olímpicos; representantes dos clubes melhor classificados no Troféu Brasil de Atletismo anterior e Presidentes de Federações Estaduais).
   Os critérios são os seguintes :
   Categoria “A ” – Projetos que tiveram atletas medalhistas nos Campeonatos Mundiais de Menores e de Juvenis, no período de 2005 a 2009.
   Categoria “B ” – Projetos que tiveram atletas integrantes de seleções brasileiras em Campeonatos Mundiais de Menores e de Juvenis, no período de 2005 a 2009.
   Categoria “C ” – Outros Centros selecionados pela acima referida Comissão.
   Os Projetos “Medalha de Ouro”, de Pernambuco, e “Crescer – Corrida para um Futuro Melhor”, do Ceará, também foram analisados pela Comissão. Por sinal, o primeiro está sendo contemplado no corrente ano. Foi decidido que, no momento, como não se sabe os valores que a CBAt vai dispor em 2010, 20 Centros estão assegurados. Caso se consiga recursos superiores ao previsto, outros polos poderão ser incluídos no Programa. De qualquer modo, no que se refere a Pernambuco, em que há uma das Federações de Atletismo mais atuantes do país, o Presidente Warlindo Carneiro da Silva Filho ficou de nos dar uma posição sobre apoio local ao Projeto. No caso do Ceará, onde a CBAt tem o seu principal Centro de Treinamento de Jovens Talentos, em convênio com a Universidade de Fortaleza – UNIFOR, e para onde estarão, em poucos dias, se deslocando dois treinadores cubanos, a idéia é procurar esses Projetos isolados para encontrar soluções compartilhadas, sem dispersão.
   Mais ainda, a CBAt espera contratar alguns dos jovens treinadores brasileiros com atletas medalhistas em Campeonatos Mundiais de Menores e de Juvenis para percorrer o Brasil visitando centenas de pequenos Centros e competições locais, em uma garimpagem de talentos, já que não podemos contar com a rede escolar para esse fim. Claro que este não é o trabalho ideal, mas é a ação possível de se executar. Vimos conversando com esses técnicos e o entusiasmo é enorme.
 
5. Sobre os corredores de saltos que tratei, de raspão, em minhas primeiras considerações, apenas para enfatizar a questão da Bárbara, procurarei explicar-me melhor. Claro que esse gesto isolado nada significa. A idéia, no entanto, é motivar as autoridades constituídas a fazer algo de concreto em favor do Atletismo, principalmente nas escolas.
   Certamente, o ideal, nesse aspecto é a construção de várias centenas de pistas Brasil afora, algumas não necessitando inclusive de possuir material sintético, pelo seu elevado custo. Entretanto, no mínimo, é possível sonhar que, ao menos, um corredor de saltos possa ser feito em muitas escolas e que isso estimule governantes a complementar essa obra com a edificação de uma pista completa.
   Nada menos que a campeã olímpica de salto em distância, Maurren Maggi prontificou-se a ser a madrinha do projeto e a  deslocar-se aos mais longínquos rincões para apoiar essa iniciativa. A CBAt está preparando, também, uma pequena cartilha elucidativa de como construir esses corredores.
   Além disso, a CBAt está pretendendo, a exemplo do que já fez em duas vezes anteriores, reunir os Secretários Estaduais do Desporto (já os de Educação, parece-me fugir de nossa alçada) para discutir o Atletismo e os planos para 2016, de forma abrangente, almejando um trabalho conjunto. Esse assunto foi tratado na Assembléia Geral Extraordinária da Confederação realizada no corrente mês, porém se chegou à conclusão que é melhor agendar esse Encontro para 2011, pois, em razão das eleições no próximo ano, poucos resultados práticos iríamos obter, eis que muitas autoridades estarão se afastando de seus cargos para disputar outros postos.
6. A realidade deve ser encarada de frente e, de fato, não é possível o Brasil pretender tornar-se uma nação olímpica sem criar um sistema desportivo integrando todos os segmentos do desporto, com ênfase para o escolar. Essa é, no meu entendimento, a tarefa principal do Ministério do Esporte ou de qualquer outro órgão equivalente.
   A propósito do Atletismo, nesses últimos 23 anos, gostaria de fazer algumas considerações, que penso só fazem reforçar algumas de suas teses, com exceção das conclusões 
   Quando assumi a CBAt, em janeiro de 1987, encontrei a Entidade falida, sem recursos para pagar o aluguel da sede e os poucos funcionários no final do mês, que estava próximo. Muito mais ainda, havia que ser reposta uma quantia significativa à época, gasta indevidamente. Não havia perspectivas de obtenção de patrocínio, não existia qualquer desportista cadastrado e nenhum critério sequer para convocação de atletas para compor seleções nacionais. Desportistas atingiam índices para Campeonatos Mundiais e para Jogos Olímpicos e não viajavam.  Não havia uma única pista sintética em condições normais de sediar um evento ou cronometragem eletrônica. Era o caos absoluto e muitos estão aí como testemunhas vivas do que ocorria. 
   Nesses primeiros anos, foram empresas de minha família que assumiram o pagamento de diversas obrigações e me garantiram cumprir todos os compromissos de campanha, entre os quais o de que nenhum atleta que obtivesse índice deixaria de representar o país, evidentemente nos eventos internacionais de responsabilidade da Confederação.
   Depois, começaram a surgir patrocínios isolados, alguns para atividades específicas como o Troféu Brasil, outros que só se concretizavam no final do ano, quando já se fazia muito tarde para a temporada.
   A partir de 1995, as coisas começaram a melhorar. O C.O.B. passou a atender  as Confederações e, na medida do possível, a auxiliá-las, criando mecanismos para captação de recursos, como se deu posteriormente com a Lei Agnelo/Piva. Mas isso, é claro, não era suficiente.
   A situação da CBAt passou a se estabilizar somente em 2001, com o patrocínio sistemático e progressivo da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL às nossas atividades. No entanto, como é notório, o Atletismo e outras modalidades só poderão alcançar outro patamar com u’a mudança nos rumos do desporto, mormente educacional. Essa deve ser a prioridade de nossas autoridades, e não o estabelecimento de metas ilusórias de conquista de medalhas em competições de altíssimo nível, sem a necessária mudança no sistema.
   De qualquer sorte, como ilustração, aponto os seguintes fatos, ocorridos nos últimos 23 anos :
   Medalhas olímpicas obtidas de 1988 a 2008 (20 anos) – 6
   Medalhas em Campeonatos Mundiais de Adultos, Indoor, de Juvenis, de Menores, de Meia Maratona e de Maratona em Revezamento e Copas do Mundo de Atletismo e de Maratona (1987 a 2009) – 48
   Esses dados, comparados com vários outros países, não é tão irrelevante. 
   Levemos em conta, por outro lado, os Jogos Olímpicos de Beijing, última edição do evento, em que se pode ter uma clara visão das dificuldades na obtenção de medalhas no Atletismo, mesmo por países possuidores de invejável sistema de organização desportiva. Em exemplo que costumo destacar, o Brasil, dentre 202 países que competiram no Atletismo, com mais de 2.000 atletas, obteve u’a medalhas de ouro (a primeira de u’a mulher sul-americana em toda a história da competição). 
   A Alemanha, que tinha 69 medalhas de ouro, a Finlândia 49, a Suécia 21, e a França e o Canadá 14, não obtiveram em Beijing uma sequer. Da mesma forma que a China, que organizou os melhores Jogos da história, dispondo de recursos incalculáveis na preparação de seus atletas.
   Somando a medalha brasileira a sete finais,  tomando em conta as condições desfavoráveis que enfrentamos e comparando esses dados com os de outras nações, não creio que se possa desmerecer o trabalho realizado, a duras penas, pelo Atletismo.
   Da mesma forma penso quanto a todo o período citado.
   Outrossim, muitos de nossos atletas são extremamente preparados e temos treinadores de primeira grandeza. Nélio Alfano Moura (único técnico campeão olímpico, na mesma prova do Atletismo, no masculino e no feminino), Luiz Alberto de Oliveira (que treinou medalhistas olímpicos de ouro de diferentes países), Carlos Alberto Cavalheiro (no Qatar, e voltando para o Brasil para somar esforços), Ricardo Antônio D’Ângelo, para citar apenas alguns, são respeitados em todo o mundo e altamente requisitados para proferir palestras e seminários. Há anos, a CBAt propicia a muitos deles a participação em campings de treinamentos com outros especialistas estrangeiros, ou traz para o país experts em diferentes especialidades atléticas. Mas precisamos mesmo muito e muito mais de intercâmbio e evolução.
   Agora, com os reflexos positivos do RIO 2016, a CBAt está encontrando diversos parceiros para colocar em prática os seus projetos. Em Uberlândia, já se encontra o Professor Luiz Alberto e cinco treinadores cubanos em atividade em um novo Centro de Treinamento de Alto Nível, que conta com a inestimável parceria do SESI de Minas Gerais. Em São Paulo, a CBAt está assinando, com o Dr. Walter Feldman, Secretário Municipal de Esportes, convênio para instalação de outro Centro de Treinamento, a funcionar no mês de março, com a conclusão da pista sintética, no Centro Olímpico, comandado pela Magic Paula, sob o controle técnico do Professor Nélio Moura. No Rio de Janeiro, já foi assinado convênio com a Marinha do Brasil para Centro de Treinamento no CEFAN, em modernas instalações.
   Novo técnico cubano, Justo Navarro, consagrado em seu país, foi liberado, poucos dias atrás, por CUBADEPORTES, para vir ao Brasil unir-se  na preparação de nossos atletas. Apresentei ao C.O.B. o nome de outros cinco cubanos, que nos interessam sobremaneira, formadores de medalhistas olímpicos. Dois ucranianos, indicados por Sergey Bubka, estão vindo no início do próximo ano, assim como dois poloneses, apontados por Irina Szewinska, a atleta com maior número de medalhas olímpicas no Atletismo e atual Presidente do Comitê Olímpico Polonês, assim como Bubka é do Ucraniano. Estão em vias de acertar conosco um treinador holandês indicado por Carlos Alberto Cavalheiro e outro bielorusso referendado por Luiz Alberto de Oliveira.
   A idéia central é dar suporte permanente e não apenas eventual a essa notável geração de novos treinadores brasileiros e seus atletas. Em princípio, os atletas permanecerão com seus técnicos, acompanhados pelos treinadores chefes de grupos de provas. 
   Sobre o medo de atletas e treinadores, o Atletismo nada tem a temer. Pelo contrário, pergunto qual é a entidade desportiva que reúne os principais integrantes de todos os seus segmentos e os consulta, nos Fóruns “Atletismo do Brasil “, por meio de escrutínio secreto, para decidir soberanamente sobre os seus programas e aplicação de recursos. Porquê alguém teria medo de apresentar sugestões de interesse de todos ? Pessoas que pensam diferente devem, essas sim, temer expor as suas idéias, que certamente protegem interesses individuais ou localizados. Não sei de melhor maneira para afastar proposições descabidas, que mereceriam imediatamente o repúdio de ampla maioria.  
7. Tratando das questões do Atletismo, que são de responsabilidade direta da CBAt, posso lhe afirmar que toda boa idéia é bem vinda e temos muito a aprender. Se você tem ou sabe de alguma sugestão concreta sobre qualquer ponto em relação a nossas ações, por favor, ajude-nos apresentando-as. Elas serão analisadas e, se as respostas não agradarem, podemos submetê-las à discussão da comunidade atlética nacional. Porquê não mudar, se algo melhor se apresenta ?
   O que penso, pessoalmente, sobre os Jogos Olímpicos no Brasil, é que podem ajudar muito na evolução do desporto nacional. É talvez a grande oportunidade de se iniciar uma mudança na mentalidade olímpica de muitos. Certamente, e disso não tenho a menor dúvida, bem mais difícil seria pensar em transformações radicais sem esse desafio.
8. Sobre o desporto escolar, já me alonguei em alguns dos itens anteriores.
9. Sobre a minha opinião a respeito da realidade do desporto nacional, também já discorri acima, em alguns momentos.
10 Eu jamais imaginei a trajetória da atleta Bárbara Leôncio como “cor de rosa”, o que seria tolice de minha parte ou de qualquer outro. Muito pelo contrário, pelo que tenho acompanhado, é uma história dificílima de superação e que está longe das condições ideais. O que coloquei sobre o assunto foi apenas a ajuda que a CBAt tem dado, direta ou indiretamente, à atleta em sua carreira.
   Fala-se, há muito, de lei para o esporte, disciplinando o voto dos atletas. Já levei essa questão, da qual sou partidário, várias vezes à Assembléia Geral da CBAt para discussão. A maioria decidiu por aguardar a regulamentação em lei, que nunca sai. Assim, propus e consegui aprovação para que os Fóruns “Atletismo do Brasil “, com todos os segmentos representados (atletas de alto nível, treinadores de seleções adultas e de atletas medalhistas em Campeonatos Mundiais de Menores e de Juvenis, medalhistas olímpicos, representantes dos principais clubes e Presidentes de Federações Estaduais – cerca de 130 pessoas) decidam as questões fundamentais da modalidade, como a aprovação dos Programas e a aplicação de recursos. E essas pessoas é que podem dizer se estão ou não satisfeitas com a administração atual, pronunciando-se nas votações secretas, procedidas eletronicamente, ou da forma que bem entendam.
   Por fim, não creio que segmentos especializados da imprensa devam votar em pleitos de Entidades esportivas e nem penso que jornalistas o queiram, para não perderem a sua condição de críticos isentos, que podem se manifestar livremente sobre quaisquer assuntos.
   Atenciosamente.
   Roberto Gesta de Melo
   Presidente da CBAt   
Categorias olimpismo

Um comentário em “Comentários Adicionais Do Presidente da CBAt, Roberto Gesta de Melo, A Quem Agradeço O E-Mail E Que Apresenta Espírito Democrático

  1. Olá, nosso trabalho muito tem agradecer a cbat, pela brilhante ideia de escolher e oferecer oportunidade de opiniões de quem realmente faz os trabalhos e o atletismo acontecer.Sou de uma realidade distante dos grandes centros realizo meu trabalho na beira mar, dependo da tabua e maré pra realizar meus trinamentos, mesmo assim ja tivemos várias medalhas de brasileiros, e não desisto do sonho olimpico, pois para chegar a uma olimpiada ja teremos conquistado grandes resultados pelo caminho, como sulamericano, panamericano e mundial. Precisamos que continue acreditando em nosso trabalho para que não viemos a desistir, porque no Brasil existe ações isoladas, mas continuo apostando na politica do Presidente Roberto Gesta, que democraticamente deu esta oportunidade de conhecer e apostar nos trabalhos que acontece de verdade com pista ou sem pista, mas o meu lema é “lutar sempre desistir jamais”.

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