O COB, O Governo E As Metas Olímpicas.

Lula quer metas para os Jogos Olímpicos de 2.016. Não quer que os “gringos” venham aqui garimpar nossas medalhas. Assim como não quer que os piratas surrupiem o petróleo do pré-sal. O Comitê Olímpico Brasileiro (“COB”), recusa-se a falar em metas. Diz que não é correto analisar o desempenho de uma delegação pelo número de pódiuns. Em realidade, o COB não quer estabelecer objetivos por receio de não conseguir cumprí-los.

Eu sempre sustentei que, realmente, não é correto avaliar a participação olímpica de uma nação simplesmente contando o número de medalhas conquistadas. Dou muito mais valor a um País que conseguir, por exemplo, 20 semi finais, do que outro que obtém uma medalha de ouro e mais nada. Mas isso não impede que se estabeleçam metas. Não necessariamente metas de medalhas. Mas objetivos que possibilitem incrementar o desempenho olímpico geral, fazendo com que modalidades sem respaldo tenham resultados melhores, de modo a subir alguns degraus no ranking Olímpico. Acredito que não mais do que oito Confederações congreguem algo próximo a 80% dos repasses da Lei Piva. As demais, dos esportes tidos pelo COB como “menores”, ou “sem tanta importância”, deveriam ser objeto da atenção do Presidente Lula. Lula deveria exigir que a essas Confederações desassistidas tivessem mais recursos. Somente assim, alterando os critérios de distribuição da verba olímpica (cuja decisão, hoje, absurdamente cabe a uma só pessoa), o Brasil poderá, em 2.016, ter uma delegação um pouco mais consistente.

E que o Presidente Lula tenha plena consciência de que, se enfim resolver criar uma política esportiva séria, de longo prazo, não será em 2.016, ainda, que os frutos advirão. Os estudos internacionais mostram que para criar-se uma geração olímpica vencedora, se o trabalho for muito bem feito, levam-se entre 14 e 15 anos. 2.016 seria apenas uma etapa.

E que, também, o Presidente reconheça que se não se preocupar com a base, com o esporte escolar e universitário, com a massificação e a disseminação de uma mentalidade olímpica, seu projeto não chegará a lugar algum.

É importante que à partir do momento em que houver uma competente política desportiva no Brasil, ela não seja interrompida pelos governos subsequentes.

No entanto, se Lula quiser mesmo mexer nas arestas do esporte, que tenha coragem de enviar ao Congresso Projeto de Lei, ou Medida Provisória, impedindo as reeleições indefinidas dos presidentes e vice presidentes das entidades dirigentes, regra essa já válida para os atuais mandatários.

Será que Lula vai ter coragem de fazer isso?

Categorias olimpismo

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