Por que As Apresentações Do Ri0 2.016 São Boas? E Por Que Elas Não Valem Nada?

Como já escrevi aqui, as apresentações do Rio 2.106 são sempre boas. E também como já mencionei, isso não vale nada para contar votos para a candidatura. Como o Rio 2.016 não tem o que mostrar de concreto, a não ser a sua beleza  natural, desfila maquetes com estádios futurísticos, que só existem nos sonhos do presidente do COB , do Ministro do Esporte e das grandes empreiteiras nacionais. É tudo fantasia, promessa de coisas que serão construídas “se o Comitê Internacional Olímpico – CIO – der à América do Sul o direito de sediar a competição.”  Daí o Rio 2.016 para para uma apelação emocional, mistura samba com olimpismo, imagens de jovens sorrindo, música que emploga e outras armadilhas de marketing. Só que a turma do Rio 2.016 não está vendendo tintura para cabelo. Sua apresentação pode empolgar as massas. Mas nem de leve influencia o colégio eleitoral. O Rio 2.016 omite a realidade do esporte no Brasil. Finge que não existe miséria esportiva e social, não fala da guerrilha urbana do tráfico vs. polícia, esconde dos mapas as favelas que circundam os sítios olímpicos.

Para quem viu as apresentações, ficou uma impressão clara: Como o Rio não tem nada de concreto para mostrar em termos de infra estrutura esportiva, hoteleira, segurança, urbana de maneira geral, parte para a linha da propaganda emocional e tenta fugir do foco, desviar a atenção da platéia. Já as outras candidaturas não prometem que vão construir. Elas mostram que quase tudo já está pronto para receber os Jogos. E vão direto ao assunto. Podem até não ter muita emoção. Mas deixam claras as suas reais condições de realizar tamanho evento. Só ingênuo pensa que o colégio eleitoral importa-se com apresentações como a que foi feita em Denver.

Aliás, para mostrar que as apresentações não eram para o CIO e sim para as massas, o próprio Comitê Executivo da entidade marcou sua reunião justamente para o mesmo horário em que as Cidades candidatas falavam ao público (não votante). Isso justamente porque aquela hora era a de menor relevância para a cúpula do CIO, que sabe exatamente quem é quem. E diversos membros do CIO já haviam até ido embora de Denver.

Mais uma coisa: O presidente da Organização Desportiva Pan Americana (“ODEPA”), Mario Vazquez Raña, não vai votar no Rio de Janeiro. De bobo ele não tem nada. A coisa é que ele acha que por os Jogos no Brasil daria muito prestígio ao Czar Olímpico do Brasil. E que o Czar, ambicioso que é, todos sabem, ficaria de olho no cargo dele na ODEPA. Nenhum dos dois nunca admitirá isso. Mas é o que vai acontecer. A turma do Mario Vazquez, também não vai votar no Rio. Como já escrevi aqui, reitero que há um forte comprometimento da América espanhola com a candidatura de Madrid.

Categorias olimpismo

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