Carta do Professor de Educação Física Adriano César Carneiro Loureiro.

Fortaleza, 29 de agosto de 2008

 

 

Ao Senhor Jorge Steinhilber

Presidente do Conselho Federal de Educação Física – CONFEF

 

 

Os Jogos Olímpicos de Pequim (2008) terminaram. Saem de cena os atletas, técnicos, dirigentes, enfim, todos aqueles envolvidos com a maior manifestação do esporte na humanidade. Ao findar esse envolvente evento, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, festeja os resultados do Brasil e tenta, a todo custo, convencer os brasileiros de que nossa nação está bem no cenário olímpico mundial (http://olimpiadas.uol.com.br/ultimas/2008/08/24/ult5584u5236.jhtm). Todavia a imprensa, através de dados e números, mostra que não há tantos motivos para festa. Em uma matéria publicada pela Revista Época (http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI11065-15227,00-AS+LICOES+DOS+JOGOS+PARA+O+BRASIL.html e http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI11065-15227-2,00-AS+LICOES+DOS+JOGOS+PARA+O+BRASIL.html), os dados são, de certa forma, questionadores. De acordo com a matéria, o COB recebe do governo federal cerca de 85 milhões de reais por ano, há cerca de sete anos. Para se ter uma idéia dessa quantia em dinheiro, a reportagem da Revista Época faz uma comparação entre a equipe britânica e a equipe brasileira. “(…) Em 11 anos desde o início do financiamento lotérico, o esporte britânico recebeu uma injeção de cerca de R$ 1,3 bilhão. Em sete anos desde o início do financiamento lotérico, o esporte brasileiro recebeu uma injeção de cerca de R$ 450 milhões. A Grã-Bretanha passou de 15 medalhas em Atlanta para mais de 40 neste ano. O Brasil continua o que sempre foi, um coadjuvante em Olimpíadas. Ganhou 15 medalhas em Atlanta, 12 em Sydney e dez em Atenas. Em Pequim, o Brasil ficou em 23a lugar, com três medalhas de ouro e 15 no total. Um avanço pífio num período de 12 anos.” Ainda de acordo com essa reportagem, “anualmente, o COB publica em seu site uma apresentação com a prestação de contas da aplicação dos recursos. Nesse documento se vê uma falha grave da lei: ela não obriga o COB a fixar metas claras de resultado. (…) O COB também é criticado por destinar uma parcela significativa do dinheiro à própria manutenção. Em 2007, foram R$ 23 milhões dos R$ 85 milhões (…)”. Não assumir o potencial que o Brasil poderia ser, e não é, significa assumir falhas graves e tornar-se vulnerável às críticas de tudo aquilo que acontece por trás, nos bastidores. Mas o que realmente há por trás, nesses bastidores?

Eu me chamo Adriano César Carneiro Loureiro. Sou graduado em Educação Física, possuo duas especializações na área e mestrado em Ciências Fisiológicas. Sou professor universitário há oito anos e sou registrado no Conselho Regional de Educação Física – CREF 5 (número de inscrição – 05/000216-G/CE), sendo um dos primeiros professores do Estado do Ceará a possuir a Carteira de Identidade Profissional de Educação Física.

Desde que me tornei um Profissional de Educação Física, sempre estive em dia com todas as minhas obrigações junto ao Sistema CONFEF/CREFs e honro essa área que tenho orgulho em fazer parte. Minha carreira profissional sempre foi pautada pela competência, dedicação, ética e compromisso com a Profissão de Educação Física. Por isso, sou um profissional respeitado por todos aqueles que acompanham de perto minha trajetória na Educação Física.

Em paralelo à minha atividade de docência na universidade, também desenvolvo o trabalho de preparador físico de voleibol de praia. Em 11 anos de atuação como preparador físico no voleibol, fui campeão do campeonato mundial, cinco vezes vice-campeão do circuito mundial, bicampeão do circuito nacional e quatro vezes vice-campeão do circuito nacional. Fui preparador físico da dupla Márcio Araújo e Benjamim Insfran, nonos colocados nas Olimpíadas de Atenas (2004) e, recentemente, trabalhei com a dupla Márcio Araújo e Fábio Luís, recém consagrados vice-campeões olímpicos em Pequim (2008).

O voleibol de praia do Brasil é sabidamente considerado um dos melhores do mundo. Nesse esporte, a preparação física é condição sinequanon para se alcançar o sucesso, haja vista que existem apenas dois atletas competindo, não havendo a possibilidade de substituição no time. Normalmente, não há reservas e isso significa que os atletas devem enfrentar o sol, a areia pesada e o clima adverso, com um ótimo rendimento físico, sem a possibilidade de se lesionarem. Dessa forma, a minha experiência profissional, respaldada pelos meus estudos, leva-me a afirmar que quanto menor o número de participantes envolvidos no jogo, maior a importância da preparação física.

O sonho de boa parte dos profissionais que trabalham na área da Educação Física é participar dos Jogos Olímpicos. Eu, não diferindo dos meus colegas de profissão, sempre tive esse sonho. Em 2004, através de muita doação e trabalho árduo, consegui pela primeira vez realizar esse sonho. Junto a minha comissão técnica e atletas conseguimos conquistar a vaga para as Olimpíadas de Atenas. O fato é que nas Olimpíadas de Atenas não pude participar diretamente dos jogos. Os representantes da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) alegaram que não havia vagas suficientes para a comissão técnica dos times de voleibol de praia do Brasil. Nesse caso, não pude fazer parte oficialmente da delegação brasileira, tendo que me conformar em ir e assistir os jogos como telespectador. Fui à Atenas a trabalho, com o objetivo de garantir aos meus atletas a melhor qualidade de treinamento possível em busca do tão sonhado ouro olímpico. Mas fui impedido de trabalhar de maneira decente.

Lembro-me que quando o treinamento era realizado na Arena Oficial dos Jogos, eu era obrigado a simplesmente assistir. Como eu não estava credenciado, não tinha acesso a área de treinamento. Eu não podia exercer minha profissão e tinha que assistir o treinamento, desalentado, de muito longe, através de uma grade de proteção, tentando, algumas vezes, através de gritos, me comunicar com os atletas.

Como eu não fazia parte da delegação do Brasil, eu não poderia ficar alojado na Vila Olímpica. Por isso os dirigentes da CBV alugaram uma casa para todos os membros de comissão técnica do voleibol de praia na mesma situação. Essa casa localizava-se há, aproximadamente, uma hora de carro, da Vila Olímpica e possuía comunicação dificultada com atletas lá estabelecidos. Certa vez, naquela ocasião, em dia de treino, fui ao treinamento no local (que não a arena oficial) e horário combinados no dia anterior em que havia estado com meus atletas. Porém, eu não pude ministrar o treino. A equipe desmarcou o treino e, como não havia comunicação fácil comigo, não conseguiram me avisar a tempo. E esses percalços se sucediam atrapalhando a nossa equipe.

Como eu não fazia parte da delegação oficial do Brasil, praticamente não entrei na Vila Olímpica e passava a maior parte do tempo nessa casa. Posso até dizer que assistir aos Jogos Olímpicos pela televisão, em casa no Brasil, é melhor do que ficar em um local longe de onde a “vida olímpica” acontecia, em um país que boa parte das pessoas não falava inglês. Através da televisão, as pessoas vivenciam um pouco da magia dos Jogos. Eu, naquela situação, me senti sozinho, desprestigiado… posso dizer que “não participei dos Jogos”. Trabalhei tanto, me dediquei tanto para chegar ao ápice do esporte no cenário mundial; galguei e conquistei meu lugar ao sol e, simplesmente, me obrigaram a ficar na sombra. Eu era parte daquela festa, meu trabalho ajudou a fazer do Brasil uma delegação mais bem preparada, mas como “prêmio” me tiraram meu sonho. É óbvio que as pessoas que trabalham com os atletas olímpicos também gostariam de se sentir valorizadas. Como consolação me forneceram miseravelmente duas camisas, duas camisetas, dois calções e dois meiões, pequena parte do material esportivo que eu teria direito de receber.

Bom, imagine como me senti humilhado, sabendo que eu era merecedor do material completo do Brasil, de participar do desfile na cerimônia de abertura, e de realizar meu trabalho como imaginara certo dia fazer. Afinal de contas, o time que estava lá também tinha sido fruto do meu trabalho. Foi algo muito frustrante! Naquela época, me senti completamente desprestigiado profissionalmente. Tinha apenas 31 anos de idade, um jovem profissional, que trabalhava com esporte de alto nível, em um estado da federação sem tradição em participação Olímpica, como é o Ceará, e praticamente sem apoio algum. Tinha vencido todos os obstáculos da falta de investimento e apoio. Fui, pela primeira vez, a uma Olimpíada, e, por incrível que pareça, nunca me arrependi tanto. Os dirigentes esportivos do Brasil não tiveram o mínimo de respeito aos profissionais que dia-a-dia se esforçaram junto aos seus atletas e conquistaram a vaga olímpica. Naquela época, prometi para mim que nunca mais iria passar por tamanha desconsideração profissional, tamanha humilhação. Prometi que nunca mais seria submetido aquele rebaixamento moral e profissional.

Nos quatro anos seguintes (2005-2008), tive a felicidade de conseguir trabalhar com outra dupla de voleibol de praia que conseguiu se classificar para os Jogos Olímpicos de Pequim (2008). A classificação do nosso time só foi alcançada na última etapa classificatória do circuito mundial de voleibol de praia. Foi uma classificação muito difícil, mas conseguimos. Nessa ocasião, me enchi de esperanças que nessas Olimpíadas (Pequim – 2008) o fato que havia acontecido em Atenas (2004) não fosse se repetir. O problema é que o fato se repetiu.

Os representantes da CBV, como em 2004, alegaram que para cada time só era possível inscrever a metade da comissão técnica. Por exemplo, no time de voleibol de quadra existem 12 jogadores, então só era possível inscrever seis pessoas da comissão técnica. O que justifica essa regra? Como as comissões poderiam excluir parte de sua equipe selecionando quem iria ou não? Quem iria ficar dentro da Vila Olímpica no lugar dessas pessoas que estavam sendo excluídas do mérito dos seus trabalhos?

Na verdade, os dirigentes queriam que eu, assim como outros membros de comissões técnicas do voleibol de praia, viajasse em condições semelhantes a da última Olimpíada. Isso é algo muito frustrante para o profissional, que também é merecedor do mérito da conquista. Passei, nesses últimos quatro anos, três horas do meu dia trabalhando quase que diariamente com esse time. Foram treinos, treinos e mais treinos. Sob sol, sob chuva, em condições muito adversas. Foram meses longe de casa e da família, “morando” em hotéis e aviões para capacitar os atletas e conquistar a vaga olímpica. Destaco aqui que todas as minhas despesas nessas viagens foram custeadas pelos próprios atletas. Além desse treinamento quase que diário, passei muito tempo fazendo o planejamento físico e técnico da equipe, além de toda a periodização (é bem possível que boa parte dos dirigentes esportivos do nosso país não tenha a menor noção de como é difícil a elaboração de um planejamento esportivo durante todo o ciclo olímpico – 4 anos). Como pode então, na hora do coroamento do trabalho, eu não ser convidado para fazer parte da delegação oficial do Brasil? Eu simplesmente não pude entrar na festa que eu ajudei a preparar. Eu só poderia participar como coadjuvante. Só eu sei o que eu trabalhei, o tempo que eu me doei e as horas que eu não dormi para que isso pudesse acontecer. Só eu sei as dificuldades que eu tive para preparar esse time de forma que ele pudesse brigar em condições de igualdade por uma medalha Olímpica para o Brasil. Só os Profissionais de Educação Física que trabalham com o esporte de alto rendimento no Brasil sabem das inúmeras dificuldades encontradas no nosso dia a dia.

Resolvi dizer não! Eu não iria me submeter novamente aquele demérito profissional. Essa foi a minha forma de protestar contra a atual política esportiva brasileira.

A atleta de judô Ketleyn Quadros, medalhista de bronze em Pequim (2008), afirmou que na maior parte dos países que são potências olímpicas, a nação oferece todo suporte para os pequenos atletas se desenvolverem e trazerem, no futuro, uma medalha para seu país. No Brasil, o atleta tem que provar que é bom, trazer medalhas, pra alguém dar apoio. E neste caso, um pouco pior, pois tiram o direito conquistado de membros da comissão técnica dos atletas, desiludindo-nos de continuar na profissão. Um verdadeiro desrespeito com o profissional. Esse é o país onde um judoca (Eduardo Santos) fica 10 anos na faixa marrom porque não têm condições financeiras de pagar pelo exame de faixa e ainda pede desculpa por não ter conseguido ser melhor. E ainda perguntam por que todo atleta brasileiro chora quando ganha uma medalha. A resposta é simples, é muito sofrimento.

No dia 28 de julho de 2008, tive a “infelicidade” de ver que o Brasil iria levar à Pequim a maior delegação da história (http://www.cob.org.br/noticias/noticias_interna.asp?id=13343), com 469 integrantes, sendo 277 atletas. Ou seja, seriam 192 não-atletas. Na verdade, existia quase a mesma quantidade de atletas e não-atletas. Na página do COB na internet pude conferir a lista completa dos atletas que iriam representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim e suas respectivas modalidades (http://www.cob.org.br/noticias/noticias_interna.asp?id=13346), entretanto não foi possível verificar a lista dos não-atletas. Também pude constatar que o Brasil teria estrutura médica própria montada na Vila Olímpica. A equipe médica seria composta por 40 profissionais, formados por fisioterapeutas, massoterapeutas, nutricionistas, dentistas e quiropraxista. Além disso, o hipismo levaria quatro veterinários (http://www.cob.org.br/noticias/noticias_interna.asp?id=13344).

Sem desmerecer nenhum desses profissionais, mas os Jogos Olímpicos representam a plenitude do esporte mundial e é fato que um dos principais responsáveis por esse espetáculo é o Profissional de Educação Física. É esse profissional que prepara o atleta para o grande espetáculo. De acordo com o Estatuto do CONFEF (Título II – Capítulo II – Art. 9º), “o Profissional de Educação Física é especialista em atividades físicas, nas suas diversas manifestações – ginásticas, exercícios físicos, desportos, jogos, lutas (…), contribuindo para a capacitação e/ou restabelecimento de níveis adequados de desempenho e condicionamento fisiocorporal dos seus beneficiários, (…) observados os preceitos de responsabilidade, segurança, qualidade técnica e ética no atendimento individual e coletivo”. É relatado na Lei Federal no 9.696 (Art. 3º), de 1º de setembro de 1998, que “compete ao Profissional de Educação Física coordenar, planejar, programar, supervisionar, dinamizar, dirigir, organizar, avaliar e executar trabalhos, programas, planos e projetos, (…) realizar treinamentos especializados, (…) e elaborar informes técnicos, científicos e pedagógicos, todos nas áreas de atividades físicas e do desporto”. Portanto, somos nós, Profissionais de Educação Física, os únicos profissionais habilitados e capacitados para atuação perante indivíduos que buscam o rendimento físico-esportivo. Somos nós os responsáveis pela preparação dos atletas que representam a nossa nação nos Jogos Olímpicos.

O COB é uma entidade de direito privado, mas recebe dinheiro do governo federal (Lei Federal No 9.615 – Capítulo IV – Seção II – Art. 9º e Lei Federal No 10.264) . Portanto, cabe aqui alguns questionamentos: por que não há divulgação dos nomes dos não-atletas que compõe a delegação brasileira?; quem são essas pessoas?; o que fazem essas pessoas?; quais os critérios utilizados para a composição da delegação brasileira que representam o nosso país nos Jogos Olímpicos?; quantos profissionais de Educação Física regularizados fazem parte dessa delegação?; quantos ficaram de fora?; por que eu, um profissional diretamente ligado ao treinamento de dois atletas participantes dos jogos, medalhistas olímpicos, não pude fazer parte dessa delegação?; como pode os Profissionais de Educação Física que estão envolvidos diretamente com os atletas não fazerem parte da delegação oficial do Brasil?; por que uma entidade privada é responsável pela organização do time que representa o Brasil nos Jogos Olímpicos? Como há a utilização de dinheiro público e a delegação brasileira representa o que há de melhor no esporte nacional, acho que tudo deveria ficar muito bem explicado.

Quero deixar bem claro que não tenho nada pessoal contra o COB ou qualquer pessoa que faça parte dessa instituição. Acredito que o COB prestou um grande serviço ao povo brasileiro. Entretanto, desde a sua fundação, em 1914, até hoje, o esporte tomou uma dimensão extraordinária. Uma dimensão em que as pessoas que viviam naquela época, provavelmente, não poderiam imaginar. Hoje, o Brasil inteiro assiste e torce pelos nossos atletas. O âmbito esportivo é completamente diferente do passado. Além disso, hoje, temos o recém criado Ministério do Esporte, que é responsável pelo desenvolvimento do esporte de alto rendimento (http://portal.esporte.gov.br/institucional/ministerio.jsp). Se o esporte de alto rendimento do Brasil é dirigido por uma instituição “não-governamental”, de direito privado, que utiliza dinheiro público, as regras devem ser discutidas e ficarem bem claras para todos.

Nessas Olimpíadas, tive que passar o treinamento para os atletas por e-mail e por telefone. Os integrantes da equipe me ligavam de Pequim pra saberem o que deveriam fazer no treinamento. Isso é um absurdo!!!  Eu optei por não ir, escolhi ir contra ao já estabelecido e demonstrar o meu descontentamento com o desprestígio e desconsideração de toda uma classe de profissionais. Perdi o mérito de não estar presente em mais uma Olimpíada, mas ganhei minha valorização profissional e moral e, quem sabe, em um futuro próximo, ganharei com a notícia de que outros profissionais, assim como eu, não precisem mais passar por tal situação.

A grande questão é: como pode esse país querer se tornar uma potência Olímpica? Por que os dirigentes esportivos do país tratam tão mal os Profissionais de Educação Física que estão envolvidos diretamente no processo de treinamento dos atletas olímpicos que representam o Brasil? Não se pode tratar os profissionais de Educação Física que trabalham com o esporte de alto nível dessa forma. Tenho 11 anos de experiência no voleibol de praia e isso não se compra. A CBV deveria tratar com mais respeito os Profissionais de Educação Física que trabalham com o voleibol do país. Participar dos Jogos Olímpicos com respeito profissional é um direito que eu consegui. Eu fui responsável pela preparação de um time que conquistou sua vaga com muito esforço, com muito trabalho dedicado. Algumas poucas pessoas não entendiam a minha atitude e achavam que eu teria que ir e ficar como foi proposto, afinal de contas, para eles “eu estava indo para uma Olimpíada”. Tive que explicar para essas pessoas que isso é minha profissão. Não sou apenas um torcedor, pois se fosse iria com muito prazer. Eu estou diretamente envolvido no processo. Isso não é nenhuma premiação, é um direito que eu consegui: trabalhar com decência profissional.

Em Pequim (2008), minha dupla consagrou-se vice-campeã olímpica e trouxe a medalha de prata para nosso país. Meu trabalho, juntamente com minha comissão, foi exposto e consagrado para todo o mundo. Minha parte foi feita, meu dever foi cumprido. Será que o Brasil, através de seus comitês e confederações, está cumprindo o seu dever? Tenho certeza que não é com uma política de favorecimento e injustiças que o Brasil se tornará uma potência olímpica.

Por fim, gostaria de solicitar ao Sistema CONFEF/CREFs, na pessoa do presidente Jorge Steinhilber, providências para que esses fatos não ocorram com outros profissionais de Educação Física. Gostaria também que o Sistema CONFEF/CREFs procurasse saber quais os critérios adotados pelo COB para inscrever a delegação brasileira nos Jogos Olímpicos. O esporte no nosso país precisa ser mais respeitado. O Profissional de Educação Física do Brasil precisa ser respeitado.

Despeço-me na certeza de contar com o seu apoio nas questões acima relatadas. Aproveito a oportunidade para parabenizá-lo pelo trabalho que vem desenvolvendo junto aos profissionais de Educação Física do Brasil. Coloco-me a sua disposição para quaisquer informações adicionais.

 

Cordial e respeitosamente,

 

 

 

Professor Adriano César Carneiro Loureiro

Graduado em Educação Física

05/000216-G/CE

Categorias olimpismo

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