Basquete Perde Um De Seus Maiores Nomes. O Website do COB Silencia, Mais Uma Vez.

Bicampeão mundial pela Seleção, Rosa Branca morre aos 68 anos

22/12/2008 | 15h30

Uma notícia muito triste para o basquetebol brasileiro. Faleceu na manhã desta segunda-feira, 22/12, o eterno ídolo do basquetebol brasileiro Carmo de Souza, conhecido mundialmente como Rosa Branca. A causa da morte foi uma parada cardíaca. O BasketBrasil presta a sua homenagem ao ídolo e está de luto, assim como todos os fãs da modalidade no país.

Rosa Branca estava internado no Hospital Metropolitano, na região da Lapa (SP), desde sexta-feira, para tratar de uma pneumonia. Na madrugada desta segunda-feira seu estado de saúde se agravou e o ex-jogador teve uma parada cardaca. Aos 68 anos, Rosa deixou a esposa Odete Sant’Ana de Souza e três filhos (Saulo, Samara e Samanta).

O velório será realizado no SESC Vila Nova a partir das 18h. O sepultamento está marcado para esta tera-feira, s 12h, no Cemitério da Lapa.

Nascido em Araraquara, no interior de São Paulo, no dia 19 de julho de 1940, Carmo de Souza descobriu o amor pelo basquete cedo. Já esportista praticava salto triplo e em altura conheceu o basquete por meio do Nosso Clube de Cestobol, em sua cidade natal.

Pelos clubes em que jogou, Rosa Branca sempre deixou sua marca com títulos. As marcas são impressionantes. Depois de começar a carreira profissional no Araraquara, ele passou pelo São Carlos antes de defender um grande clube, o Palmeiras.

CBB)

Rosa Branca assina camisa em evento comemorativo da CBB (foto:CBB)

Pelo Palmeiras, foi bicampeão brasileiro em 1960 e 1961. Mas sua consagraçãoo veio pelo arqui-rival do alviverde paulista. Depois de trocar o Palmeiras pelo Corinthians, Rosa Branca conquistou oito títulos brasileiros consecutivos, entre 1963 e 1970, além de seis títulos paulistas e seis sul-americanos interclubes, consagrando uma das mais vitoriosas carreiras do basquete nacional. Rosa se aposentou em 1971 pelo alvinegro, mas nunca abandonou o basquete. Rosa sempre esteve envolvido com o esporte e atualmente era um dos diretores da FPB (Federao Paulista de Basketball).

Na Seleção Brasileira, Rosa Branca participou das principais conquistas do basquetebol brasileiro, sendo um dos “jogadores-chave” da melhor gerao da história do basquetebol brasileiro. Rosa conquistou os Mundiais de 1959 (Chile) e  1963 (Brasil) e também estava nas conquistas de bronze da Seleção nas Olimpadas de Roma-60 e Tóquio-64. Além das conquistas nas competições mais importantes, Rosa Branca esteve presente no tetracampeonato Sul-Americano (63, 65, 67 e 69). Além disso, Carmo conquistou uma medalha de prata e uma de bronze em Jogos Pan-Americanos. A prata veio em São Paulo-63 e o bronze foi conquistado na Cidade do México-55. Durante os doze anos em que fez parte da Seleção Brasileira, atuou nas três posições: pivô, ala e armador.

A Seleo bicampe mundial. Rosa  o segundo agachado da esquerda para direita

A Seleo bicampe mundial. Rosa o segundo agachado da esquerda para direita (foto:CBB)

A Federação Paulista de Basketball (FPB), através do presidente Antonio Chakmati, decretou luto oficial durante uma semana e salientou que todos os jogos neste período deverão observar um minuto de silêncio, em homenagem a Rosa Branca.

” uma grande perda para o basquete brasileiro. Rosa Branca foi um atleta de extraordinário talento, que vestiu e defendeu as cores do Brasil com muito orgulho e dedicação. Foi um jogador que marcou a história do basquete com inúmeras conquistas, com destaque para o inesquecível bicampeonato mundial e as duas medalhas de bronze olímpicas”, declarou Gerasime Bosikis, o Grego, presidente da CBB.

O grande Amaury Pasos, ex-companheiro de Rosa na Seleção, também lamentou a morte do amigo. “Não tenho palavras para expressar o quanto estou triste com a perda de um companheiro de uma vida inteira, que se vai prematuramente. Rosa Branca era um jogador fantástico e foi um amigo inesquecível”, disse ao site oficial da CBB.

No Rio de Janeiro, Sérgio Macarro, que também jogou ao lado do Rosa naquela Seleção Brasileira medalha de bronze em 1964, foi outro que elogiou o companheiro em fala ao BasketBrasil: “O Rosa era um jogador muito forte, tanto da cintura para cima como nas pernas, pulava muito. Dos grandes talentos, como Amaury Pasos, Wlamir Marques, Ubiratan e Marquinhos, o Rosa Branca era quem tinha o estilo mais bonito de jogo”.

Adriano Albuquerque

Categorias olimpismo

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