Ontem Estive Em Duas Competições Esportivas Que, Apesar de Diferentes, Tinham Similaridades.

Ontem, sábado, dia 06 de dezembro de 2.008, pela manhã, estive na raia olímpica de remo da Universidade de Sao Paulo. Lá comemorou-se o encerramento do calendário esportivo do Club Athlético Paulistano (“CAP”), com a corrida que leva o nome de Major Sylvio de Magalhães Padilha. Houve, também, duas regatas de remo. A corrida era puramente festiva. Não havia números de peito, tampouco chips de cronometragem. Era um congraçamento de pessoas que gostam de praticar esportes para ter uma vida melhor. Não havia premiação para os vencedores, não tinha medalhas. Apenas uma camiseta para os participantes. Ao final, churrasco, refrigerantes, sucos, água e sorvetes para quem quisesse. Participei dessa prova.

No mesmo dia, à tarde, fui à Paraisópolis, local em que existe uma ONG chamada Organização Não Governamental Sylvio de Magalhães Padilha (www.symap.org.br), cuja função é dar iniciação esportiva à crianças e difundir os ideais Olimpicos. Sou um dos Diretores dessa ONG, que vive,  modestamente, com a contribuição de poucos simpatizantes da causa e, essencialmente, pelo esforço e dedicação dos membros da própria comunidade. O cenário era completamente diferente daquele da manhã. No “Campo do Palmeirinha”, no centro de Paraisópolis, mais de cem crianças, pais, Amigos e voluntários correram, também para celebrar o final do calendário esportivo do projeto social no ano de 2.008. Correram crianças de quatro a dezesseis anos, separadas em várias baterias de dez Atletas, de acordo com a idade de cada um. Todos ganhavam medalhas e um lanche após a prova, de mais ou menos oitenta metros. Houve sorteio de duas bicilcletas, tênis e caixas de bombons. Famílias, jovens Atletas, Amigos e muita gente da vizinhança festejando através do esporte. A intenção desse projeto não é criar campeões olímpicos. É, sim, desenvolver o gosto pelo esporte e mostrar que, através dele, pode-se alcançar caminhos melhores na vida. De qualquer forma, não há dúvidas de que talentos têm sido descobertos. Uma menina que começou na ONG Sylvio de Magalhães Padilha, já serve à seleção brasileira de menores. O importante é que ela leva consigo os ideais Olímpicos. Nessa prova não corri. Apenas assisti, com enorme satisfação.

Embora os cenários da manhã e da mesma tarde fossem completamente diferentes, mostrando os contrastes de uma Cidade, de um País, havia algo em comum entre as duas celebrações. Não somente o nome que carreia tanto a Prova do CAP, bem como o Projeto Social de Paraisópolis, Major Sylvio de Magalhães Padilha. A semelhança é que em ambos os locais reuniu-se gente que gosta de esporte, sem a necessidade de um vencer o outro, mas apenas para congraçarem-se através da prática saudável de uma atividade física. Eram cenários que poderiam muito bem misturar-se, quebrar essa estratificação social que separa o Brasil, coisas que só através do esporte se pode fazer.

PS 1 – Hoje de manhã, no domingo, participei da Corrida Shalon Corpore pela Paz, já em sua oitava edição, com outras quatro mil pessoas, também no Campus da USP. Dessa vez ganhei uma medalha e uma camiseta.

Categorias olimpismo

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