O Presidente Eleito do COB Deveria Pedir Afastamento.

O Comitê Olímpico Brasilero sempre teve sua posição de destaque, pelo equilíbrio e serenidade de suas posições. Não que estivesse imune à críticas. Claro que estava. Qualquer gestão sem críticas não faz parte da democracia. Porém, eram críticas que permitiam um debate amplo sobre que rumos eram melhores para o esporte olímpico brasileiro. Nunca se viu, no passado, o Comitê envolvido em questões de possíveis irregularidades financeiras decorrentes do uso do dinheiro público. De contratações duvidosas, sem licitações e outras coisas que a grande imprensa vem seguidamente publicando.

A imagem do Movimento Olímpico Brasileiro está rigorosamente corroída. O Relatório do Tribunal de Contas de União expõe as entranhas de como foram (des) organizados os Jogos Pan-Americanos de 2.007. no Comitê Olímpico Brasileiro.

A eleição feita às escuras é prova cabal disso. Se tudo estivesse bem, as eleições não teriam sido realizadas, pela segunda vez consecutiva, às escondidas. Se fosse eu, teria vergonha de assumir um cargo de tamanha envergadura eleito dessa forma, repita-se, pela segunda vez consecutiva.

Tendo em vista a nuvem de dúvidas que paira sobre o Comitê Olímpico Brasileiro, a postura mais correta do atual presidente deveria ser a seguinte:

(a) reconvocar as eleições de forma legal e legítima;

(b) se reeleito, deveria, imediatamente, pedir seu próprio afastamento até que fossem sanadas todas e quaisquer suspeitas de irregularidades apontadas pela grande imprensa séria e, agora, também, pelo acachapante Relatório e Voto do TCU sobre as contas do Pan-Americano Rio 2.007.

Deveria partir do próprio presidente a inciativa de, ao mesmo tempo em que se afastasse do cargo, convocar uma ampla auditoria independente, para dissecar todos os pontos sobre os quais existem dúvidas. Se ficasse comprovado que não há nada errado, ele voltaria. Se fosse ao contrário, ficaria sujeito às penalidades das leis civis e criminais.

Lembremo-nos de que o Comitê Olímpico Brasileiro não pode mais ser tratado como entidade privada, na medida em que vive de dinheiro público. Tem, sim, que prestar contas à sociedade.

Do jeito que está, continuará havendo um embate constante entre sociedade/imprensa e o atual presidente, sem argumentos sólidos para defender-se. A consequência natural disso é de um presidente enfraquecido, com a imagem deteriorada. Por isso, para o bem do esporte olímpico do Brasil, a iniciativa de investigação geral deveria partir do próprio presidente do Comitê, sem impor quaisquer obstáculos a isso.

Categorias olimpismo

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