O Doping e Thomas Bach

(Publicado originalmente em 16/10/2008)

Thomas Bach é membro do Comitê Internacional Olímpico na Alemanha. Seu trabalho sério lhe deu enorme credibilidade no cenário olímpico. Recentemente, Thomas Bach deu uma entrevista polêmica, sugerindo que o ciclismo deveria ficar fora dos Jogos Olímpicos até que a modalidade voltasse a ser “limpa”. Isto em razão de repetidos casos de doping em ciclistas que participam de importantes competições. Alguns ficaram estarrecidos. Outros não.

A comercialização excessiva do esporte e as cifras gigantescas que são oferecidas aos atletas mundias de maior sucesso levaram ao uso do doping. O doping é um mal mundial, que não assola somente o ciclismo, mas tantas outras modalidades.

A idéia de Thomas Bach deveria ser incrementada e levada a sério. Quem sabe o Comitê Internacional Olímpico, em cooperação com as Federações Internacionais, não pudessem, realmente, criar regras que em havendo doping maciço e continuado em determinado esporte, a punição seria ficar fora do programa olímpico por um tempo. Está certo que Atletas que não se dopam, cujos colegas da modalidade o fazem, ficariam prejudicados. Mas às vezes o doping se alastra de tal forma, que punições mais duras poderiam servir para que os próprios Atletas do bem exercessem um papel fiscalizador mais efetivo. Em regra, todos sabem quem se dopa. E, muitas vezes, como escapam dos controles. O doping está sempre um passo à frente do controle. Por isso, muitas vezes, difícil detectá-lo. Os Atletas “limpos” deveriam manifestar-se com mais vigor, publicamente, fornecendo informações que possam ter sobre a questão do doping. Não é o incentivo à uma política de “dedodurismo”. É que a questão do doping esportivo, não se enganem, tomou, hoje, proporções gigantescas, maléficas. A questão do tráfico internacional de doping é tão séria quanto à de armas e de drogas. Deixou de ser um caso somente de esporte, para ser uma caso de polícia. Há muita gente que se locupleta em razão de compra e venda de doping, cujos “Barões” ficam, normalmente, nos Países desenvolvidos e estabelecem suas teias ao redor do mundo. Não se deve, apenas, tratar com o rigor da lei os Atletas que se dopam. Deve-se, também, talvez até com maior eficácia, investigar aqueles que controlam e comandam esse mercado internacional, os chamados “Barões do Doping”. A Interpol deveria ser acionada no combate a esse crime.

O esporte é um meio de vida saudável. E não propaganda da morte.

Categorias olimpismo

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