Mais de Nuzman e da Sucessão no Comitê Olímpico Brasileiro.
janeiro 22, 2012
Evidentemente que tão logo vazou o assunto da sucessão no Comitê Olímpico Brasileiro (“COB”), Nuzman tratou de desmentir que deixaria a entidade. Outra postura não se poderia esperar dele. Sucessão é um assunto terminantemente proibido naquela entidade que vive de dinheiro público. Porém, tenham certeza, caros leitores, de que tudo o que se escreveu na imprensa sobre os bastidores e movimentações que precedem as eleições no COB é rigorosamente verdade.
Da mesma forma que Nuzman debateu-se como peixe que é tirado da água para mudar as regras de aposentadoria no Comitê Olímpico Internacional (“COI”), está fazendo o mesmo, agora, para ver se consegue segurar-se no COB e no Co-Rio, mesmo contra a recomendação de Jacques Rogge.
Uma hipótese que pensei que pode estar povoando a mente do Nuzman é a seguinte. Ele se reelege no COB e continua no CO-Rio, até quando puder. Se as pressões do exterior e, possivelmente, do próprio governo brasileiro para que ele opte por uma das presidências seguir irresistível, mais para frente, Nuzman licencia-se do COB, o que significaria deixar de exercer a função, sem contudo abandonar o cargo. Há de se ver o que o estatuto diz sobre licenciamento do presidente.
De uma coisa tenham certeza. Nuzman fará de tudo para manter ambas as presidências, o que além de inusitado é péssimo para o esporte brasileiro.