Andrew Jennings Dá Palestra Em São Paulo.
agosto 2, 2010
Sábado, dia 31, assisti à palestra de Andrew Jennings no Congresso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Andrew é o nome de maior respeito no jornalismo esportivo investigativo. Seus livros sobre a corrupção nos esportes são referências.
Andrew, assim como em seus artigos, foi muito claro, direto e objetivo. Quando indagado se será bom para o Brasil receber a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, respondeu que cabe aos brasileiros avaliar se o País, hoje, precisa construir mais hospitais, melhorar o sistema de saúde, saneamento básico, transporte, habitação para os pobres, segurança, ou construir estádios que nunca mais estarão lotados.
Lembrou-nos de que a Copa do Mundo da África do Sul foi absolutamente super faturada, com péssima utilização de dinheiro público e que não deixou nada além de “elefantes brancos.”. Antes do início da Copa — e durante – este Blog publicou os horrores e a hipocrisia da Fifa e seus parceiros na África do Sul.
Andrew disse que não esperemos nada da cartolagem brasileira, que não é comprometida com o Brasil, mas, sim, com as entidades internacionais que integram e com os interesses financeiros de seus patrocinadoes.
O palestrante voltou a chamar atenção para quem ele chama de “bag man” (o “homem da mala”). Um cidadão corrupto que havia sido afastado do esporte e que, estranhamente, transitava livremente no Congresso do Comitê Internacional Olímpico (“CIO”), na Dinamarca, que elegeu a sede dos Jogos Olímpicos de 2.016. No Blog dele, Tranparency In Sports, Andrew esclarece com profundidade quem é este “bag man” e como ele atua. Também publica fotografia do homem da Dinamarca. Sobre as eleições para os Jogos Olímpicos de 2.016, leiam o que escreve Andrew jennings, vejam as fotografias e tirem as sias próprias conclusões.
De acordo com Andrew Jennings, o Brasil será a “South Africa mark two”.
E concordou com minha indagação se ele também acredita que após 2.014 e 2.016, o Brasil terá visto o maior escândalo financeiro, como nunca antes na história deste País.