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O Jornalista Armando Nogueira foi sempre uma voz altiva que, com inteligência e equilíbrio, empenhava a sua luta contra as falcatruas do esporte brasileiro. Essas mesmas falcatruas contras as quais toda a  gente boa da imprensa se insurge diariamente. Ele criticava de forma poética, porém dura, o espalhafato que é o esporte brasileiro. Apontava soluções. Sentiremos falta de seus comentários. A Copa de 2.010 já não será a mesma sem a cobertura especial de Armando Nogueira. Ele fará falta, sobretudo, na fiscalização contundente a ser feita pelo povo brasileiro com relação à Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos que o País vai sediar. Este Blog solidariza-se com a família e com os Amigos do Mestre Armando Nogueira.

Já faz algumas semanas que mandaram-me a ata da assembléia geral da CBAT, que se realizou em Manaus. À parte daquele costumeiro blá blá blá laudatório, duas coisas chamaram a minha atenção.

A primeira é que a ampliação do colégio eleitoral foi aprovada, porém excluindo a proposta anteriormente formulada, pela qual seria dado poder de voto aos técnicos que possuissem medalhistas olímpicos vivos. Eu contestei por escrito. Ora bolas, porque somente aos técnicos que possuem atletas medalhistas vivos? Por acaso Técnico que tem atleta medalhista morto perde o seu brilho? Escrevi que isso mais me parecia um casuísmo para não dar direito de voz e voto ao Pedro Henrique Camargo de Toledo, o Pedrão, técnido do inesquecível João Carlos de Oliveira, o João do Pulo. Pedrão é declaradamente oposição à atual gestão da CBAt. Vários também o são. Mas ainda não falam publicamente, por receio de retaliação. Mas isso vai mudar até a eleição, assim espero. Até mesmo porque o Presidente Gesta de Melo já declarou que, após anos e anos, vai “largar o osso”. A desculpa de que o Pedrão devolveu o seu título de benemérito da CBAt e que não tem interesse na entidade não tem razão de ser. Ele tem que ter direitos iguais aos outros. Vai à Assembléia Geral quem quiser.

A outra coisa que é, no mínimo, curiosa é que a dado momento Gesta colocou o seu cargo à disposição da Assembléia Geral. Não entendi. Só põe cargo à disposição quem está sob suspeição, ou sobre acusação. Por exemplo, José Roberto Arruda deveria tê-lo posto, antes de ser defenestrado. Ao que nos parece, embora haja oposição a Gesta de Melo,a maior parte dela ainda calada, ele não está sob suspeição e nem sobre ele existem quaisquer acusações de desmandos. Se eu estivesse na assembléia, votaria pela permanência, até o final de seu mandato, porque não gosto de golpe.

Também ficaria melhor se a Assembléia Geral aprovasse a limitação do mandato, a exemplo do que fizeram o remo e o basquete. E a vedação que parentes dos direitores eleitos sejam candidatos à sua sucessão, ou trabalhem na entidade (mesmo que sem remuneração).

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