E Vem Aí a Agência Nacional De Esportes.
março 15, 2010
Parece que vem aí, por Medida Provisória, a Agência Nacional de Esportes. Sempre defendi essa idéia. E em melhor companhia não poderia estar, já que Juca Kfouri também, há muito, sustenta essa tese. Pelo que indica a direção do vento, Orlando Silva seria o presidente, abandonando, assim, a candidatura a deputado federal por São Paulo. Muito mais do que um Ministério do Esporte inoperante, o Brasil precisa dessa Agência, com poderes de fiscalizar e regulamentar. Não unicamente em razão dos dois grandes eventos que o País irá sediar. Mas para contribuir, de uma vez por todas, com a implantação de uma política esportiva de base, voltada para o social, de longo prazo, que independa da mudança dos humores dos sucessivos governos.
É da essência das Agências Reguladoras a independência de seus diretores, que têm mandato e que não podem estar suborndinados nem ao Presidente da República, nem a ministério algum. Não sei se Orlando Silva, caso venha realmente a ser o presidente, terá a independência necessária para realizar o seu trabalho, subserviente que é ao COB e ao próprio governo federal.
A idéia é boa e já discorri neste espaço sobre ela antes. Mas que seja feita com bons propósitos e não para dar emprego a políticos fracassados.
RESPOSTA DO PROFESSOR JOSÉ CRUZ A ESTE BLOG.
Caro Dr. Alberto. Tenho a minuta da MP que cria a Empresa Brasileira de Esporte. Lula náo gosta de “agências”. Distorceu o objetivo das existentes e as tornou políticas. Fará o mesmo com o Esporte. Na prática, Lula está tirando Orlando Silva da disputa para a Câmara, por SP,para náo disputar votos com Aldo Rebelo e Protógenes Queiros. Além disso, garante emprego para o baiano, independentemente de quem vencer a eleíçao de novembro, pois o estatuto das agências reguladoras (ou da empresa), garante mandato de até quatro anos para os presidentes. Mais – e principalmente -, Lula manterá no Esporte alguém q conhece os bastidores das falcatruas do Pan. Essa é a questáo. Imagine se alguém da oposição decidir levar a sério uma investigação sobre os gastos bilionários. Seria o caos. Com Orlando no comando, essa hipótese nem existe. Mas ele tornará o órgáo político, continuará sendo uma extensáo da UNE (e nao do PC do B). Abç. José Cruz