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Os estádios que serão construídos, com dinheiro público e bondosos financiamentos do BNDES, têm grandes chances de tornarem-se “elefantes brancos”. O Pan Americano já mostou que a falta de interesse político e de planejamento fizeram com que as obras super faturadas de nada serviram para o País. Essa é uma constatação inequívoca. Se alguém sustentar o contrário, ou tem interesse, ou é mentiroso. Qual o benefíco que o povo pobre do Rio de Janeiro tem com o Engenhão, com o velódromo, com a piscina e com aquele poliesportivo, que virou salão de festas?

Para que não ocorra o mesmo com os estádios da Copa do Mundo e considerando que somos nós que vamos pagar a conta, deveria haver, desde já, um planejamento que determinasse que os estádios de futebol, principalmente nos Estados mais carentes do Brasil, virem centros de desenvolvimento e massificação do atletismo. Certamente, a esmagadora maioria dos novos estádios não  terão atividade futebolística intensa. Assim, que se prestem à atividades desportivas outras, para que o Brasil tenha um legado social que justifique o investimento tanto dinheiro público.

As Prefeituras locais e o governo federal deverão estabelecer convênios para que em cada estádio, sejam criados centros de aprendizado de atletsimo e que haja um incentivo dos poderes públicos de utilizá-los.

E que o Comitê Olímpico Brasileiro não se meta aonde não é chamado, porque senão logo vão achar que a melhor coisa é a contratação de consultorias internacionais, para que dererminem, em nossos nomes, o que é melhor para generalizar o esporte brasileiro.

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