Prezado Sr. Casanova,

Vimos o edital de convocação do Comitê Olímpico Brasileiro para serviços de segurança. Aparece V. Sa. como o responsável pelo pregão eletrônico.

Quero saber, por gentileza, quais os critérios utilizados por esse Comitê para realização de licitações públicas.

Por que para alguns serviços menores V. Sas. licitam e para outros não?

A contratação da EKS deu-se por licitação pública? E dos funcionários contratados no Brasil e no exterior para trabalhar para a candidatura Rio 2.016?

Quanto ganham Mario Cilento e Mike Lee?

O Escritório de Advogados que os representa foi contratado assim como a empresa prestadora de serviços de segurança o será, mediante licitação pública?

Se houver resposta a essas perguntas, elas serao remetidas ao processo que corre no Ministério Público Federal que trata dessas questões. Se não houver respostas, serão enviadas, unicamente, as perguntas.

Obrigado.

Alberto Murray Neto
OAB/SP No. 104.300

  Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Pelo Professor Carlos Alex Soares.

CAN x AMN ou Resistindo ao AI-5 do COB (*)

Pasmem: a perseguição, as ameaças e o poder de polícia, utilizado indevidamente, continuam. A pergunta que quero ter respondida é: um advogado, no Brasil, pode agir com poder investigatório e exigir respostas da parte contrária sem estar na presença e sob as ordens de um juiz? É o que fazem os advogados do senhor Carlos Arthur Nuzman em documento enviado (e publicado) ao Alberto Murray Neto.

Então, o Sr. Carlos Arthur Nuzman, advogado, contrato representantes legais e utiliza-se dos artigos 138, 139 e 140 (calúnia, difamação e injúria) do Código Penal para ganhar tempo com factóide jurídico, que entupirá a justiça, causará perda de tempo com audiências, juntada de documentos, busca de testemunhas para tentar fechar o blog de Alberto Murray Neto. Qual objetivo? Tirar/reduzir/eliminar o eco que o mesmo possui no exterior, a rede de esportistas que tem conquistado no Brasil e a denúncia sempre embasada em fatos que realiza – as últimas tem sido realizadas com base em documentação do TCU e da experiência que possui como advogado e membro do COB e do COI. Irá, o senhor Carlos Arthur Nuzman, processar o TCU por calúnia, difamação e injúria? Sim, por que o TCU relacionou todos os problemas ocorridos no Pan 2007, com superfaturamentos e tais ou ele pensa que o brasileiro que pagou a conta esqueceu dos quase 3 bilhões de diferença entre o projeto e a efetivação do evento. Quem era o presidente do Comitê Organizador do Pan 2007? Pois é… Será que o nosso presidente do COB irá processar a ESPN Brasil que questionou as manobras no processo eleitoral da entidade e abriga o blog de Alberto Murray Neto?

Portanto, quem ama o esporte e o quer limpo (de drogas, de doping, com exames justos e investigações sérias, de uso administrativo em prol de parceiros ou com ações, no mínimo, suspeitas) apóia Alberto Murray Neto, ESPN Brasil, José Cruz e todos que trabalharem em prol do esporte e pela transparência quando o mesmo envolver dinheiro público. Com certeza o senhor Carlos Arthur Nuzman deu um tiro no pé e nem percebeu…

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Entenda melhor a questão ouvindo/vendo algumas entrevistas de Alberto Murray Neto no Correio Braziliense e no Juca Entrevista para compreender o que ele pensa.

 (*) Carlos Arthur Nuzman X Alberto Murray Neto

 Postado por Carlos Alex Soares às 00:07

Carlos Nuzman me odeia? Talvez. Carlos Nuzman gostaria de tirar meu Blog do ar? Com certeza. Então porque ele também me enxerga, injustamente, como a salvação de sua própria pele?

A cada post que eu ponho no Blog, a patota Olímpica fica ouriçadíssima. Acho que eles são meus campeões de audiência. A cada nova publicação eles entram freneticamente em meu modesto Blog. Trocam mensagens entre si.  Alguns fingem-se de sérios, mas gargalham por dentro. Outros babam de raiva. Mas todos eles são, cada vez mais, meus fieis leitores. O painel de controle do wordpress possui ferramentas excelentes, que me permitem identificar os leitores do Blog, através do IP e de outros métodos.

Há vários Blogs Olímpicos e esportivos, de gente absolutamente mais capacitada e influente do que eu. São centenas. Todos críticos de Carlos Nuzman. Até já lancei um desafio, de que pagarei um picolé de tangerina a quem achar um Blogueiro favorável a Nuzman e às suas idéias estrambólicas. Procurei muito. Não encontrei nem um. Ninguém. Nada. Zero. Nuzman não tem o apoio de ninguém que escreva, ou fale na mídia esportiva.

Mas mesmo em face de tanta gente boa malhando o COB e sua trupe, fui eu o escolhido para ser o inimigo número um do Czar. O Czar, por alguma razão, sempre foi temente a mim. Não é de hoje. Há vários anos que gente graúda do Olimpismo já me diz isso. A mais recente prova é a sua fuga no Senado Federal, quando todos aguardavam, ansiosamente, o enfrentamento de idéias. Ponto negativo para ele, que cometeu a deselegância de dar de ombros à convocação dos Srs. Senadores. Ao invés de defender seus ideais, abertamente, em cadeia nacional, na Casa do Povo, prefere optar por mecanismos que não servem à democracia, o lobby, de rastejar à porta de cada Parlamentar a fim de implorar que não haja CPMI Olímpica. Ora, fosse eu, teria hombridade de abrir as contas do Comitê, mostrar todo e qualquer tipo de contrato a quem me pedisse, escancarar a minha contabilidade. E teria o senso do rídiculo de não me prestar ao papel de absoluta subserviência clamando para que não me investigassem.

Se Nuzman foge de mim no Senado, ou em qualquer outro foro apropriado para o debate, como já o fez com Juca Kfouri. Gostaría muito de enfrentá-lo em algum foro, ainda que seja o jurídico. Ele tenta cercear minha liberdade de expressão. O Judiciário brasileiro repudia, veementemente, qualquer ato de violência contra a liberdade. Não tivesse conteúdo aquilo que falo, escrevo e provo, ele não estaria tentando tirar meu Blog do ar, em uma medida juridicamente pálida. Da mesma forma, o Ministério Público Federal não teria instaurado a Portaria No. 117/2.009, para investigar o COB e o Ministério do Esporte. Certamente o MP Federal não gastaria seu precioso tempo com isso, caso minhas atitudes e provas acostadas aos autos fossem irrelevantes. A mesma coisa faria o Tribunal de Contas da União, que acatou meu pedido de investigação e respondeu-me que tendo em vista a existência de inúmeros processos relativos ao Pan Americano, o meu seria apensado aos demais. Eu tenho essa carta do TCU. Aliás, está, também, publicada no Blog. Tenho as decisões do TCU, que foram as primeiras de uma série.

Mas porque sou eu a salvação de Carlos Nuzman? Porque ao ver a sua candidatura olímpica derrotada, se ele mantiver a coerência do discurso, despejará em mim toda a culpa. Juro que ele protocolou na Delegacia de Prevenção a Crimes na Internet (no Rio de Janeiro, claro, aonde não tenho nem residência e nem domicílio) uma petição dizendo, entre outras coisas, “que o Alberto representa uma ameaça às pretensões da Cidade do Rio de Janeiro de pleitear os Jogos Olímpicos de 2.016″. Colocou-me o Czar em um patamar elevado que jamais pensei que pudesse alcançar. Deu-me uma importância que, humildemente, faz-me orgulhar muito do meu meu trabalho pela moralização e transparência no esporte olímpico do Brasil.

Assim, resta claro que o Rio de Janeiro perderá por minha causa. E não por qualquer outra razão como, por exemplo, a desorganização e má admnistração do nosso Brasil Olímpico. E é bem provável que ele saia bradando por aí, no Senado, na Câmara, no TCU, no Ministério Público Federal e aonde mais for chamado a falar: “Perdemos por causa do Alberto Murray. Ele mandava relatórios e provas para os eleitores do Comitê Internacional Olímpico elucidando a real situação olímpica do Brasil. Não poderia ter feito assim. Vamos processá-lo por contar a verdade”.

Portanto, não estranhem se eu for a tábua de salvação do discurso derrotado de Nuzman.

E que ele não queira trocar a derrota do Rio por uma vaga na Comissão Executiva do CIO. Isso não lhe será prêmio de consolação. Não é moeda de barganha. Para quem não sabe, ele já tentou duas vezes e perdeu. Só que esse tipo de coisa a imprensa oficial do Comitê não dá, como ocorreu em Atenas 2.004. Silêncio!