Nesta semana, aqui em Roma, começa o campeonato mundial de desportos aquáticos. É um evento grandioso em vista da qualidade dos Atletas que competirão. Muitos recordes espera-se que sejam quebrados. Muito se fala sobre a tecnologia dos novos trajes dos nadadores e até que ponto eles favorecem a significativamente a performance. Ou se, como ponderou o Olímpico Eduardo Fischer em seu Blog, não passam de um “placebão”.

O Brasil vem com uma delegação melhor, comparativamente com edições anteriores. Temos chances reais de medalha em algumas provas. Em minha opinião, se tudo der absolutamente certo, umas três; se der absolutamente muito certo, umas quatro. O importante, como sempre falo, não é analisar a performance nacional pelo número de medalhas, mas analisar a evolução global da equipe, observar em quantas semifinais e finais nossos Atletas estiveram presentes, vis a vis os recursos investidos. E é necessário analisar, também, quais dos nossos Atletas que fizerem boa figura nesse campeonato mundial, estão efetivamente aproveitando as verbas públicas da Lei Piva, ou se têm sua base no exterior. Ou seja, verificar até que ponto a forma como foi aplicada a Lei Piva favoreceu, de alguma forma, a delegação brasileira.

Ainda assim, mesmo com uma equipe mais competitiva, é uma pena que o complexo aquático Maria Lenk continue às moscas, mal administrado pelo Comitê Olímpico Brasileiro, que não sabe o que fazer com ele. Imaginem se aquele parque aquático estivesse funcionando a pleno vapor, aberto ao público de todas as idades, com professores bem preparados, podendo criar ali um grande celeiro de bons Atletas. Se estivesse, efetivamente, a serviço do povo.

Mas não é isso o que ocorre. Passados dois anos dos Jogos Pan Americanos Rio 2.007, aquelas piscinas, que custaram muito caro,  não passam de meros “elefantes brancos”, que sugam ainda mais dinheiro público do Comitê para mantê-lo. É por causa desse tipo de política esportiva, ou por falta dela, que o Rio de Janeiro vê distante, muito distante, qualquer possibilidade de sediar os Jogos Olímpicos de 2.016.