Na bela sequência de matérias que Bruno Lousada e Silvio Barsetti vêm fazendo com relação à situação do remo no Brasil, foi publicado um artigo em que o COB, finalmente, resolveu tomar pé da situação. E falou grosso. Disse ao interventor da Confederação Brasileira de Remo que quer explicações em 24 horas. Pois se alguém acha que o COB está preocupado com a situãção do remo brasileiro, ou que não sabia que todo o dinheiro público investido na modalidade para os Jogos Pan Americanos Rio 2.007 estava indo pelo ralo, está redondamente enganado. É óbvio que o COB sempre soube que não somente o material adquirido para o remo, mas, também, para outras modalidades, está sendo degradado pelo tempo e pela falta de cuidados. A questão é que o COB não está nem aí com isso. Se estivesse, já teria tomado medidas antes. Ademais, o COB não queria se desgastar com diretoria da Confederação Brasileira de Remo (“CBR”), para não perder o seu apoio na Assembléia Geral. Para eles, vale mais o apoio político da Confederação do que o remo em si, como esporte. Aliás, o COB teria até, a obrigação de ter intervido na CBR. Por muito menos interveio na Confderação Brasileira de Levantamento de Peso, na qual nenhuma irrgularidade financeira foi encontrada. Não pensem que essa recente tomada de atitude do COB com relação à situação do remo se deu por moto próprio. O COB resolveu fingir que está preocupado com a situação pressionado pelas continuadas reportagens do Estado de São Paulo, dos remadores e ao perceber que poderão haver mudanças na direção da Confederação. Assim, o COB quer ficar bem com a oposição do remo, que conseguiu anular as “eleições” em Manaus. As fotografias que o Estado de São Paulo mostrou, dos equipamentos sendo destruídos são de culpa do COB que, por absoluta omissão e negligência, tem responsabilidade por aquilo. No que dependeu de mim, as fotografias do Estado correram o mundo, para mostrar o belíssimo “legado” que os Jogos Pan Americanos deixaram para a Cidade. Uma conta super faturada de 1.000% (hum mil por cento), e um monte de equipamento virando lixo. Não adianta mudar ´somente a direção do remo brasileiro. Tem que mudar, urgentemente, também, essa patota do COB, que se mostrou arroganmte, afetada e fracassada. Quanto mais arrogante, mais paranóico se é.
http://palavraplena.typepad.com/accosta/2009/05/o-real-n%C3%BAmero-de-assassinatos-1.html
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/03/080319_iraq_civis_rc.shtml
Um dos pontos mais críticos na sabatina que a Comissão de Avaliação do Comitê Internacional Olímpico (“CIO”) fez ao Co Rio 2.016 foi com relação à segurança pública. A Comissão não perdoou. As perguntas foram diretas e objetivas. A patota do Co Rio tentou sair pela tangente e enfatizar que “o Brasil nunca foi alvo de terrorismo político, ou religioso.” Eu discordo dessa afirmação, pois o período pós golpe de 1.964, que durou até 1.984, o Brasil foi vítima de absoluto terror político, emanado do regime brutal imposto ao País. Mas ok. Vamos considerar que, hoje, vivemos em uma democracia e o Brasil não é alvo de terroristas internacionais. Mas ninguém na Comissão de Avaliação do CIO é bobo. Eles queriam saber mesmo é da violência urbana, que assola o Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória, Recife, o Brasil. A Comissão de Avaliação do CIO não saiu contente com o que ouviu sobre o item segurança. O que eles queriam saber é sobre oterrorismo social, que invadiu o Brasil. Basta dar um google na internet para se ter os dados que o Co Rio insistiu em ocultar da Comissão de Avaliação do CIO. Assim, vejamos:
A ONG Rio da Paz , em comunicado muito recente assinado por seu presidente Antônio Carlos da Costa (vide fonte no link acima) concluiu que nos últimos 16 mêses cerca de 17.000 pessoas morreram de forma violenta no Rio. Isso dá uma média de 1.062 por mês. 35 por dia.
A BBC, de Londres (vide link acima, também), concluiu em estudo realizado que a guerra no Iarque matou, desde o seu início, entre 104.000 e 223.000 civis. Considerando que essa guerra já leva cerca de 8 anos (96 meses, portanto), isso dá uma média de 37.000 pessoas no mesmo período indicado no estudo da ONG Rio da Paz (16 meses). Uma média de 2.312 pessoas por mês. 77 pessoas por dia. Atententem que, para esse cálculo, estou levando em consideração o número mais alto publicado pela BBC londrina. Se considerarmos uma média, ou o número mais baixo, os números de mortos, por dia, no Rio de Janeiro e no Iraque estarão muito próximos.
Por isso, no Rio existe um grave tipo de terrorismo, o social, o urbano. Se for comparada a situação do Iraque com o Rio de Janeiro, o País em guerra tem mais ou menos apenas o dobro de mortes violentas de um País belo e pacífico.
Vale mais investir esse dinheiro público em questões sociais e na segurança, ou na construção de elefantes brancos superfaturados?
O Rio de Janeiro é um local seguro para os padrões exigidos pelo Comitê Internacional Olímpico?
Cadu um pode tirar a sua própria conclusão.