Por José Cruz, escrito em seu Blog.
19.05.2009 Diálogo do retrocesso Em pleno Século 21, o Brasil político-esportivo-educacional ainda convive com o conflito de idéias sobre um tema histórico que se renova a cada governo: a prática da educação física na idade escolar. Pior: as autoridades maiores que deveriam expor os seus pensamentos e propostas para esse interminável debate, omitem-se, ausentam-se da plateia. O mais recente seminário para discutir sobre esse assunto foi há uma semana, na Câmara dos Deputados, iniciativa da Comissão de Turismo e Esporte, reunindo cerca de 500 pessoas de todo o país. Porém, os principais debatedores, os ministros da Educação, Fernando Haddad, e do Esporte, Orlando Silva, não compareceram, a exemplo do que ocorrera no Senado Federal. Sem novidades, os representantes ministeriais repetiram discursos de ocasião, mas com rumos opostos, que demonstram o total desencontro do governo federal nessa matéria. De um lado, o Ministério da Educação sem saber explorar a prática da educação física como instrumento da formação intelectual e de caráter dos jovens sugere “debater”; de outro, o Ministério do Esporte, aplicando o projeto Segundo Tempo, mas sem qualquer perfil pedagógico e de forte apelo eleitoral-partidário. Assim, sem novidades, o documento final do seminário é repetitivo sob o ponto de vista do que já se discutiu há anos… Foi da própria Câmara dos Deputados, por exemplo, a iniciativa da 1ª Conferência Nacional de Educação, Cultura e Desporto, realizada em 2001. Há oito anos, portanto, ouvia-se os mesmos argumentos de hoje. É o diálogo do retrocesso. Enquanto isso, o Comitê Olímpico Brasileiro — totalmente alheio a essa realidade pedagógico-educacional — é o organizador e gestor do dinheiro público destinado aos Jogos Escolares, o que demonstra como o governo federal está perdido nesse assunto. Porque, na prática, o tema não evolui devido à divergência de pensamentos filosóficos e ideológicos no mesmo núcleo governamental. Há os que rejeitam a prática de educação física, pois isso sugere formação de atletas, o que não deve, de fato, ocorrer na escola; outros, defendem essa atividade apenas como forma lúdica. Mas faltam, principalmente, o espaço físico para as aulas, a carga horária específica, a preparação e remuneração adequada dos professores e a definição de como essas atividades poderão, de fato, agir na formação integral dos jovens. O assunto, enfim, precisa ser tratado longe das paixões partidárias ou ideológicas, mas sob o aspecto educacional-científico que requer.
O Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro Vai Amanhã A Brasília D.F. Propagandear O Rio 2.016.
Maio 19, 2009
Em mais uma tentativa de abafar a CMPI do esporte olímpico, o Czar estará amanhã no Congresso Nacional para fazer o lobby, sob o pretexto de prestar contas sobre o Rio 2.016 aos parlamentares. Será que ele vai viajar com dinheiro público do COB? Quantas pessoas irão com ele no mesmo trem da alegria (será alegria mesmo?)? Com a imagem desgastadíssima perante o Congresso Nacional em face das denúncias diárias propagadas pela grande imprensa séria do País, o COB tenta de tudo para desconstituir a CMPI, que segue na mesa do Senado, aguardando apenas a sua leitura.
Desculpem-me pela falta de modéstia. Mas vou avisar a ele que também irei ao Congresso amanhã debater o tema, face a face. Daí vamos ver se ele foge de novo, como o fez no Senado Federal, em dezembro passado.
A Comissão de Avaliação do Comitê Internacional Olímpico (“CIO”) segue fazendo perguntas complementares a Chicago, em off. Isso é bom sinal. Pelo que consta, sairam muito bem impressionados com o que viram em Chicago e estão em busca de informações complementares para completar o relatório sobre a Cidade. Quando o Comitê de Avaliação aje assim, são pontos positivos para a Cidade.