O Rio agora saiu-se com essa, de que está sendo espionado por Madrid. Ora bolas, quanta pretensão! Que segredo tem o Rio que tanto aguça a curiosidade de seus concorrentes? Madrid poderia mandar alguém aqui para aprender “como não fazer as coisas”, escreve-me uma brilhante jornalista.

Essa patética história de acusar Madrid de fazer “espionagem”  gerou um mal estar tremendo aqui na Europa, aonde estou. A impressão que se teve, ao conversar com algumas pessoas e trocar e-mails com outras, é que o Rio quis usar de uma fórmula de marketing para aparecer, cujo estrategista deve ser muito burro.

Na falta do que mostrar de concreto, ou para desviar a atenção do Comitê de Avaliação do CIO daquilo que ele viu, ou deixou de ver, os aloprados do Rio 2.016 criaram o factóide Madrid.

Na hora que eu ví essa bobagen, logo comentei que, à parte do papel de bobos que estavam fazendo, não seria bom negócio comprar uma briga com o influente Presidente de Honra do CIO, Juan Antonio Samaranch.

Muito mais experiente e conhecedor das coisas, não tardou para que o Dr. João Havelange interviesse para colocar panos quentes no assunto, elogiar a Espanha e, sobretudo a família Samaranch.

Só mesmo que não entende nada do assunto embarcou nessa de “espionagem”, “denúncia”, ou ao absurdo da “desclassificação” da capital espanhola.

Ou os estrategistas de marketing do Rio 2.016 sao muito ruins mesmo, ou andam vendo muito filme do Agente 86.