As the International Olympic Committee’s evaluation team visits Tokyo, we evaluate the strengths and weaknesses of the three cities vying with Chicago for the 2016 Summer Games: Tokyo would be the safe choice, Rio de Janeiro promises romance and a historic first, while Madrid fields the experienced team.
A Grande Imprensa Deve Ficar Atenta À Visita da Comissão de Avaliação do Comitê Internacional Olímpico Ao Rio De Janeiro.
Abril 25, 2009
Nos próximos dias a Comissão de Avaliação do Comitê Internacional Olímpico (“CIO”) visitará o Rio de Janeiro. A trupe da candidatura está muito bem ensaiada, para esconder as verdades do esporte nacional e as mazelas sociais da Cidade. Vão tentar exagerar na emoção e na simpatia do povo carioca, porque fora isso eles não têm o que mostrar de concreto (somente maquetes e falatório de político). Vão fazer de tudo para desviar o foco dos avaliadores olímpicos para outras coisas de somenos importância.
Daí o fundamental papel da imprensa, dos colunistas, dos blogueiros. Essa gente do CIO recebe clipings sobre a visita deles. Enquanto a patota mente de lá, cabe os Jornalistas combativos desmentir de cá. Será necessário expor, pelos meios de comunicação, aos Membros do CIO, as entranhas do olimpismo brasileiro.
Não obstante eu esteja muito feliz com a audiência deste Blog, no Brasil e no exterior, sei que meu espaço e influências são insignificantes perto dos excelentes jornalistas esportivos que o Brasil tem, gente competente que, esses sim, fazem a diferença e devem descortinar o verdadeiro Brasil Olímpico.
O Encerramento Das Atividades da Equipe de Volleyball De Osasco Mostra A Falta De Trabalho De Longo Prazo No Esporte Brasileiro.
Abril 23, 2009
É uma pena que a Equipe de Volleyball de Osasco tenha terminado. Mas isso é fruto da estrutura equivocada em que o esporte brasileiro vem fincando suas raízes. Sempre defendi que os clubes são a “celula mater” do esporte nacional (poder-se-ía aproveitar melhor as Universidades também). Por isso que minha posição foi de nunca menosprezar a função primordial do clubes desportivos, de formadores de Atletas. Cada organismo tem seu papel social. Sempre fui contra empresas que, ao decidirem investir no esporte, criam suas próprias “agremiações”, retirando os Atletas de seus Clubes de origem, porque pagam melhores salários. Um dia muda a direção da empresa, ou são obrigados a cortar custos e os primeiros a sofrerem com isso são equipes desportivas. A empresa não tem — e nem nunca terá — a intenção de formar Atletas. Elas querem pura visibilidade, marketing, retorno de mídia e só. São atos imediatistas. Não cumprem a função social dos clubes esportivos. Como os Clubes não têm condições de competir financeiramente com as empresas, na medida em que perdem seus Atletas para elas, acabam tendo que encerrar, ou diminiuir muito, os seus departamentos de esportes competitivos. E quando, de sopetão, as empresas decidem dispensar seus Atletas, os Clubes já não mais têm condições de reabrigá-los em suas fileiras. Daí vem a crise e o desemprego no esporte. As empresas que querem investir no esporte deveriam fazê-lo sempre em parceria com Clubes. Patrocinar o Clube e não retirar deles os Atletas. O mesmo pensamento vale para Prefeituras que investem no esporte por razões meramente eleitoreiras e de intenções imediatistas.
Há exceções, claro. Apenas para citar dois exemplo, o Grupo Rede, de Energia, está efetivamente construindo em Bragança Paulista um centro de excelência para o atletismo, com pista de altíssimo nível, que servirá não somente para o alto rendimento, mas para também massificar o esporte naquela região. Há outros poucos, como o PA Clube, por exemplo. A grande maioria das empresas, ou Prefeituras, não investem corretamente no esporte e o fazem objetivando, unicamente, resultados de mídia e imediatos. Não têm a consciência da necessidade de formação e massificação dos esportes para o aprimoramento de uma nação. Isso deveria mudar. Sobre o mesmo tema, recomendo o Blog do Marcelo Laguna, que aborda essa questão de forma abrangente.
O SR. ALVARO DIAS (PSDB – PR. Pela Liderança. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Srs. Senadores, Srªs Senadoras, é inegável o recrudescimento da crise das instituições públicas do País. Não há necessidade de se abordar e enfatizar a crise existente no Parlamento brasileiro, sobretudo em razão das denúncias que eclodiram nos últimos tempos.
Ontem, houve a demonstração de que há uma crise instalada também no Supremo Tribunal Federal. A exacerbação dos ânimos revela a existência de uma crise contida no interior da Suprema Corte. Não desejo – creio não ser conveniente – estimular aquele debate. Ao contrário, devemos contribuir para minimizá-lo, já que a instituição é preciosa no E stado democrático de direito. Nela estão fincados os alicerces básicos do Estado democrático de direito e, por isso, os seus integrantes passam, e a instituição fica.
Os Ministros, como todos nós, no Parlamento, somos passageiros, transitórios, circunstanciais, substituíveis. As instituições, esta e aquela, são permanentes, definitivas, insubstituíveis, e a preservação das instituições públicas no Brasil é dever de todos os democratas, especialmente dever de todos nós que as integramos, mas, sem dúvida, dever de todos os democratas, sobretudo aqueles que são formadores de opinião.
Eu sei, Senador Mão Santa, que, quando os holofotes se voltam excessivamente sobre o Parlamento, do outro lado da rua, há escuridão. E nós não podemos, de forma alguma, conviver com a escuridão no Poder Executivo, não podemos aceitar passivamente o que ocorre nos bastidores do outro Poder. Temos que cumprir aqui o nosso dever, em que pese o constrangimento do momento em que a nossa autoridade está comprometida em razão de tantas denúncias. Mas nós temos o dever de exercitar, na plenitude, a nossa função de Parlamentares; sobretudo nos encontrando na Oposição, temos o dever de fiscalizar o Poder Executivo.
Eu trago hoje mais um requerimento de informações. Eu sei que requerimentos de informações têm sido apresentados em grande quantidade, mas eles são imprescindíveis para a tarefa fiscalizadora. Este é mais um. Trata-se de requerimento que pretende obter do Tribunal de Contas da União as seguintes informações:
1. recursos repassados pelo Banco do Brasil S. A. (BB), suas empresas controladas e coligadas, sob a forma de patrocínio, nas áreas cultural, esportiva, socioambiental e mercadológica, neste último caso, referente aos programas Agronegócios, Alta Renda, Atacado, Comércio Exterior, Governo, Micro e Pequenas Empresas, Jovem/Universitário e Varejo, inclusive eventos, nos anos de 2000 a 2008, e respectivas prestações de contas, discriminados por projetos;
2. recursos repassados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sob a forma de patrocínio, na edição de publicações e na realização de eventos técnicos e culturais, nos anos de 2000 a 2008, e respectivas prestações de contas, discriminados por projetos;
3. recursos repassados pela Caixa Econômica Federal (CEF) sob a forma de patrocínio, nas áreas cultural, esportiva e socioambiental;
4. recursos repassados pela Companhia Hidroelétrica do São Francisco (CHESF);
5. recursos repassados pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos;
6. recursos repassados por Furnas Centrais Elétricas;
7. recursos repassados pela Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras) e suas subsidiárias – Petrobras Distribuidora S. A. (BR); Petrobras Energía Participaciones S. A.; Petroquisa; Gaspetro; Transpetro e todas a subsidiárias da Petrobras.
Aliás, por falar em Petrobras, estou elencando os fatos determinados que justificam a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Pretendo submeter antes ao meu Partido, a Bancada do PSDB. Se a Bancada do PSDB entender conveniente, nós coletaremos as assinaturas necessárias para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito.
Os fatos determinados são significativos – na linguagem dos advogados, são fatos robustos -, que justificam a investigação. Já temos operações da Polícia Federal como Águas Profundas e Royalties. Podemos, obviamente, requerer os inquéritos já realizados pela Polícia Federal. Temos a denúncia recente de que, no final do ano, houve favorecimento de R$178 milhões a usineiros do Nordeste. Temos o superfaturamento da refinaria de petróleo em Pernambuco, já com denúncias do Tribunal de Contas da União. E temos os recursos destinados a patrocínios.
Recentemente, o Jornal Folha de S. Paulo apresentou denúncias sobre repasse de recursos no Estado da Bahia, através de uma ONG comandada por uma líder do PT naquele Estado, e também no Estado do Maranhão, da mesma forma, com repasses suspeitos de recursos públicos na modalidade de patrocínio de eventos. No caso, trata-se de patrocínio de festas juninas, as tradicionais festas juninas, tão interessantes e importantes para o Nordeste do País, mas que não justificam o desvio de recursos públicos através de organizações não governamentais, instaladas, certamente, com esse objetivo.
É por isso que há uma CPI no Senado Federal: a CPI das ONGs, que ontem se reuniu para ouvir depoimentos.
Lamentavelmente, há uma prática que vai se tornando usual em matéria de Comissão Parlamentar de Inquérito. Mas isso não nos desobriga de instalar CPI. O depoente passa primeiro pelo Supremo Tribunal Federal, busca um habeas corpus para ficar em silêncio e, de posse desse habeas corpus, não responde às perg untas incômodas, desinteressantes sob o ponto de vista do seu próprio interesse, mas muito interessantes sob o ponto de vista da sociedade brasileira e importantes para o esclarecimento dos fatos que originaram denúncias da maior gravidade.
No caso de ontem – denúncias de propinas, de sonegação, desvio de recursos públicos, tráfico de influência -, o cidadão chega de posse de um habeas corpus e fica em silêncio. Lá no Piauí, ou no Paraná ou em qualquer parte deste Pais, para a população, quem cala consente. E ontem o silêncio do depoente significou consentimento em relação a denúncias da maior gravidade. E, por essa razão, o Presidente da CPI, Senador Heráclito Fortes, já determinou a elaboração de requerimento para a quebra do sigilo bancário e fiscal daquele depoente, Sr. Fábio, Presidente do IBDS, o instituto que, sem uma configuração estrutural que o qualifique como um instituto em condições de receber milhões de reais, receb e milhões de reais, com uma fragilidade estrutural de impressionar. É preciso investigar para onde vão esses milhões de reais repassados sobretudo pela Caixa Econômica Federal e outros órgãos governamentais.
Além desse depoimento, tivemos outro na mesma situação: recursos de mais de R$2 milhões do Ministério da Cultura; denúncia de mais de R$2 milhões do Ministério do Turismo e com uma aplicação no mínimo duvidosa, ensejando a suspeição de que há desvio desses recursos para finalidades escusas. E o papel da CPI das ONGs é aprofundar as investigações.
Sr. Presidente, agradeço a generosidade de V. Exª em relação ao tempo e encerro, dizendo que o Congresso Nacional tem o dever de adotar uma agenda positiva para dar a volta por cima em relação às denúncias que, lamentavelmente, explodiram com muita intensidade na mídia nacional. Para recuperarmos a imagem do Congresso, além das reformas – creio que não há tempo agora para dissecá-la s, mas não podemos nos conformar apenas com a reforma da administração da Casa, a reforma administrativa -, temos de discutir, temos de debater a reforma da representação, restabelecendo o equilíbrio da representação, que desequilibrada está desde o Pacote de Abril, desequilíbrio que se aprofundou com o surgimento de novas unidades na Federação.
Esse é um debate que vale. A representação popular tem que ser autêntica e compatível com os habitantes de cada unidade da Federação. Mas esse é um debate para outra oportunidade, e eu agradeço a V. Exª, Sr. Presidente.
A patota do Rio 2.016 vai tentar manter a Comissão de Avaliação do CIO o mais distante possível das mazelas do Rio de Janeiro. Já disse aqui que, fora as maquetes, eles não terão muito o que mostrar. É claro que os membros da Comissão não são bobos e conhecem bem o solo em que estarão pisando e com estarão lidando. Promessas de políticos emocionados não vão afetar os avaliadores olímpicos.
De qualquer forma, é muito importante que, durante a estada dos Membros do CIO no Brasil, a imprensa séria e responsável, que pensa no País e naquilo que é prioritário para o nosso povo, faça uma cobertura correta e severa dessa visita. Que não se permita que jornalistas “baba ovo” ocupem os espaços da mídia com perguntas e comentários laudatórios.
Essa é a hora e o momento de expor as verdades esportivas do Brasil, para que a Comissão de Avaliação do CIO volte para casa com uma certeza: De que algo precisa, urgentemente, mudar no cenário ólímpico do Brasil. A começar pela realização de novas eleições para o Comitê Olímpico Brasileiro (“COB”), uma vez que a que houve em outubro é flagrantemente ilegítima. E como o COB deu o (mau) exemplo, há discípulos que seguiram esse caminho. O Remo é um exemplo. Mas neste caso, a Justiça já está reparando o dano.
Abaixo algumas sugestões.
- Levá-los, de carro, ao Engenhão no horário do rush e mostrar como o acesso do público será fácil, seja lá o meio de transporte que escolher. E ressaltar como será fácil estacionar automóveis;
- Sair de lá e rumar para o Maracanã de metrô (tem metrô ligando os dois pontos?), ou de ônibus público, para mostrar como os turistas olímpicos terão transporte fácil e de alta qualidade;
- Dar um passeio de trem, na hora das chicotadas e cusparadas, como naquele vídeo que correu o mundo, para consolidar a imagem de transporte público seguro e de bom nível que a Cidade pode oferecer;
- Fazer um cruzeiro pela Baía da Guanabara, para mostrar que todo o dinheiro já gasto para despoluí-la foi extremamente bem aplicado e que ela está limpinha e cheirosa. E que Torben Grael e Bimba estavam doidos quando deram aquelas declarações que repercutiram mundialmente, dizendo serem vergonhosas as condições de se fazer uma competição vela naquela local;
- Terminado o cruzeiro, tomar um taxi e pedir que os leve até o complexo aquático Maria Lenk, só para mostrar que ali, apesar dos milhões e milhões gastos no empreendimento, ele não servirá para os Jogos Olímpicos e que desde a edição dos Jogos Pan Americanos, em 2.007, o povo não pode utilizá-lo. Vai valer à pena marcar no relógio o tempo que vai levar para se ir da Marina da Glória até o parque aquático, já que a Comissão quer ver a infra estrutura viária que a Cidade oferecerá aos turistas;
- Andar até a Arena Multi uso e contar para os Membros quanto custou aquela obra e dizer que, desde o final do Pan Americano, aquilo lá está à disposição da população para massificar o esporte, corroborando que o legado para a Cidade foi fantástico, assim como, certamente, o será o legado Olímpico;
- Ir até o velódromo e usar os mesmos argumentos do item acima;
- Passear pela vastidão de hospitais públicos, de excelente qualidade, que o Rio de Janeiro colocará à disposição da família olímpica e dos turistas olímpicos;
- Em sessão privada, mostrar as cenas de terror havidas ao longo do tempo nas Linhas Vermelha e Amarela. Mas dizer que aquilo é coisa do passado, de apenas alguns dias atrás e que, agora, qualquer um pode caminhar, ou simplesmente dirigir por aquelas vias com as janelas abertas;
- Escalar o Cristo Redentor para que vejam como a vista de lá é bonita (e é mesmo) e que isso é importante para o sucesso dos Jogos;
- Sob a égide do mesmo argumento acima, levá-los a um passeio de roda gigante e ao bondinho do Pão – de – Açucar;
- Mostrar o dossie de promessas do Pan Americano e confirmar que todas as obras de infra estrutura que dele constavam foram construídas e estão sendo utilizados em sua plenitude, confirmando o excepcional legado do Pan Americano para a Cidade;
- Levá-los ao um show da Walesca Popozuda e fazê-los rebolar ao ritmo do funk que a artista fez em homenagem ao Presidente, para mostrar que, apesar de tudo, nosso povo está feliz e é acolhedor.
É bom eles rechearam o tempo dessa gente, porque para ver maquetes e promessas, meio dia está de bom tamanho.
A verdade é que de concreto o Rio de Janeiro não tem nada para mostrar.
Enquanto o Senado preocupa – se em tentar esclarecer ao povo brasileiro aquele repositório de diretores inúteis e os magníficos salários pagos na Casa e a Câmara enrola-se nas denúncias das passagens aéreas, aqueles que estão na alça de mira das CPIs e CPMIs vibram com toda força.
Na medida em que o Congresso é forçado a gastar seu tempo com suas próprias mazelas e tentar livrar a própria cara, acaba ficando de lado a necessária investigação de outros supostos escândalos, praticados por terceiros, como é o caso CMPI Olímpica, que já tem o suficiente número de assinaturas e está na mesa do Presidente do Senado Federal, aguardando, somente, a leitura para sua instalação.
O MInistro de Esporte, também interessado no esquecimento da CMPI Olímpica, rogiza-se com os escândalos sucessivos no Congresso Nacional.
José Cruz Analisa Em Seu Blog Essa Comissão De Mentirinha Que O Comitê Olímpico Brasileiro Constituiu.
Abril 17, 2009
16.04.2009 – Por José Cruz, No Blog do Cruz.
Comissão de atletas limita os debates O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) instalou a sua Comissão de Atletas, alegando que não havia tempo para eleger os 19 integrantes. Assim, a direção do COB escolheu os nomes e, no embalo, colocou Bernard Rajzman na presidência.
Há uma verdade nesse fato: sem essa iniciativa do Comitê Olímpico, não seriam os atletas que a fariam. É histórica a omissão, em tese, de nossos competidores — os olímpicos, inclusive, no debate sobre os temas de interesse direto do próprio grupo. Mesmo assim, vejo essa formação com reservas, pois a discussão que virá será exclusiva dos que integram a comissão, e não de forma abrangente, com consultas aos colegas das várias modalidades, pois a história se repete, como conto a seguir. Memória É muito difícil encontrar algum registro de que os atletas tenham se reunido por iniciativa própria para tratar de seus problemas comuns e apresentarem propostas de solução. Falta liderança, antes de tudo. Em segundo lugar, cada um está preocupado com treinos, viagens, adversários e, claro, em preservar o patrocinador (quando tem). As raríssimas reuniões de atletas em Brasília foram para pressionar o Congresso Nacional a votar a Lei de Incentivo, por exemplo, no fim de 2007. Ou no início de 2008, quando o ministro Orlando Silva queria ter a força dos atletas para que o orçamento do Ministério do Esporte passasse de R$ 1 bilhão. Nas duas ocasiões, a maioria dos presentes nem sabia muito bem o que fazia em Brasília, em manifestações espontâneas que demonstravam o tamanho da omissão. Mas foi no governo de Fernando Henrique Cardoso que se criou uma comissão nacional de atletas, motivada pela proposta preliminar da Lei de Incentivo ao Esporte, hoje já em vigência. Naquela ocasião, o velejador Lars Grael foi o primeiro atleta a presidir o grupo e, em várias ocasiões, alertou para a necessidade de uma ação independente, isto é, desatrelada do poder central. Certa vez, usou a expressão “chapa branca”, pois viagens, alimentação e hospedagem para as reuniões em Brasília eram pagas pelo Ministério do Esporte. Com essa generosidade oficial, era difícil alguém se manifestar contra, pois havia o constrangimento de se opor às propostas do governo. Até hoje, o perfil dessa comissão consta da página oficial do Ministério do Esporte, na internet. Mas sem informação relevante, porque, com o tempo, ela se tornou inativa. E aí está o fato comum. Hoje, assim como ontem, a Comissão de Atletas é, de fato, chapa branca. Enquanto for financiada pelo Comitê Olímpico, seus integrantes não terão autonomia nem liberdade para discutir, sem limites, os assuntos que mais afligem seus colegas, Brasil afora. Lendo com atenção o regulamento da comissão, observa-se que as limitações são expressas. Inicialmente, porque a comissão é “jurisdicionada ao COB”, isto é, tem tutela superior. Depois, porque Carlos Arthur Nuzman é o presidente de honra do grupo que acaba de formar. Quem ousará divergir dessa autoridade? Há que se considerar, ainda, que a indicação de Bernard Rajzman para presidir a comissão já sugere uma espécie de “intervenção branca” do COB. Bernard , ex-atleta premiadíssimo no vôlei, é amigo íntimo de Nuzman e funcionário do Comitê Olímpico. Portanto, a Comissão de Atletas surge mais como instrumento de apoio aos atos do COB do que para levantar questões polêmicas, como a falta de dinheiro nas categorias de base e a ausência de investimentos das estatais nos atletas juvenis. Mais: a comissão é formada justamente no ano em que a comissão do COI visitará o Rio de Janeiro, candidato a sede olímpica. Com isso, planta-se a idéia de que “estamos unidos” para receber os Jogos de 2016.
O Encontro Com Um Experiente Jornalista.
Abril 16, 2009
Ontem jantei em São Paulo com um experiente jornalista estrangeiro, que conhece muito bem o Brasil. Foi correspondente no País, na década de 60, de um dos maiores órgãos de imprensa do mundo. Voltando seu País, seguiu sua brilhante carreira aposentou-se em dos mais altos postos de direção de um grande jornal de tiragem espetacular. Hoje, é Consultor de outro influente jornal. Gosta muito do Brasil, fala bem a nossa língua e conhece melhor ainda o mundo olímpico. Aliás, foi pelo esporte que eu o conheci, ainda adolescente.
A opinião do Jornalista, que é um fã de carteirinha do Brasil, é de que o Rio de Janeiro ainda não tem infra estrutura para sediar Jogos Olímpicos e que o Comitê Internacional Olímpico não dará à Cidade a honra suprema de organizar a competição.
Bola de cristal ele não tem. Mas experiência, tem de sobra.
Braço Forte
POSTADO POR Por Michel Castellar.
Este post é para pagar uma promessa feita ao Luiz, um dos 12 leitores deste blog (se bem que com a chegada do Renerson acho que subimos para 13).
Há um tempo, conversamos neste espaço sobre o comercial elaborado para o Ministério do Esporte promover a candidatura do Rio aos Jogos de 2016. Na ocasião, avaliamos que a peça publicitária se assemelhava a uma outra exibida por Londres, durante sua campanha para a ser escolhida a sede da Olimpíada de 2012.
Nesta terça-feira, conversei com Sidney Campos, presidente da Fields Comunicação, agência de Brasília, responsável pela campanha “Braço Forte”. Ele me explicou todos os detalhes da campanha e assegurou: “não houve plágio”.
O presidente da Fields Comunicação concordou que as peças são semelhantes mas destacou que, em momento algum, ocorreu a participação londrina em sua confecção ou que o comercial inglês tenha servido de inspiração.
Aproveitou para explicar que o objetivo dos comerciais foram o de mostrar o quanto a olimpíada influenciará no dia-a-dia da população, com a melhora de vários setores como infraestrutura, educação e meio ambiente.
- Acho que há uma semelhança. Mas não houve plágio. Não tivemos reunião alguma com os ingleses – destacou o presidente da Fields Comunicação. – Buscamos mostrar essa interação entre os Jogos e os benefícios que trarão para a cidade.
No total, foram gastos R$ 6 milhões para a realização da campanha, que incluiu comerciais na TV, anúncios em revistas e jornais, além de propagandas em aeroportos, por exemplo. E por ser a empresa de Brasília detentora da conta do Ministério do Esporte, ela foi contratada em regime de urgência, sem licitação.
- Fomos contratados em regime de urgência, porque não haveria tempo hábil para o Ministério do Esporte realizar uma licitação – afirmou Campos. – E ficamos felizes com os resultados obtidos pela campanha, porque seriam necessários uns R$ 30 milhões para chegarmos a eles. E o fizemos por bem menos.
A previsão é a de que a campanha “Braço Forte” seja encerrada neste mês. O presidente da Fields contou ela foi programada para seu fim coincidir com a visita de avaliação feita pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) ao Rio.
Com a argumentação do presidente da Fields, todas os envolvidos no comercial deram sua versão.
Qualquer um dos oganizadores da Candidatura do Rio: “Não temos nada a falar sobre o assunto. O comercial foi feito pelo Ministério do Esporte”.
Ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior: “O comercial pode até ser parecido mas não teve influência alguma de Londres”.
Quem desejar ver os dois comerciais, acesse:
Rio 2016 – http://www.youtube.com/watch?v=ApjaWWxiKYI
Londres 2012 – http://www.youtube.com/watch?v=6jPpZyBgROY
Comentário de Luiz 14/04/2009 20:40
Caro Michel – boa noite. Agradeço, imensamente, a sua resposta, e, sobretudo, a busca aos elementos desta. Esta noite estou impossibilitado de responder, com a mesma devida consideração, o seu mail. Farei amanhã, infelizmente de forma absolutamente contestadora quanto ao que você relata, à partir do que as suas fontes colocaram. Obrigado, Luiz
Comentário de Michel Castellar 14/04/2009 22:24
Ok, Luiz. Fico no aguardo.
Comentário de Luiz 16/04/2009 01:06
Michel – antes de tudo, obrigado pelos seus inputs quanto à pesquisa que fez, junto aos responsáveis pela contratação, criação e órgãos diretamente interessados nesta campanha “Braço Forte”.
Esclareço que, apesar de ser contrário à candidatura do Rio pelos motivos já expostos no meu longo comentário no seu post “Malhação dos Judas”, a minha insistência e indignação quanto ao tema do Braço Forte deve-se exclusivamente ao fato de eu ser atento ao que fazem de bom, e de ruim, em campanhas publicitárias. Sobretudo, por me indignar com o que me parece copiado.
Como disse ontem, contesto veementemente o que foi por você colocado, a partir dos depoimentos de todos, sem exceção.
Por respeito ao seu espaço na blogosfera, vou me limitar e brevemente comentar:
1- VALORES – se foram ou não gastos 06 milhões ao invés de 30 milhões – não é objeto principal destas linhas;
2) CONCORRÊNCIA – não ter tido concorrência por falta de tempo (???) – isso é novidade para alguém? Novamente, não é objeto aqui;
3) PEÇAS – para quem está inteirado quanto ao assunto, não cabe uma comparação dos “links” que você indicou, pois vejamos:
(a) O belíssimo filme London2012 tem mais de 4 minutos;
(b) O filme Braço Forte, indicado no link, mostra somente 30 segundos;
Considero:
(a) Há de se saber que no site da Magneto Interativa, produtora contratada pela agencia que criou o filme, com os 6 ou mesmo com 30 milhões, que produziram bastante mais material do que os 30 segundos do link indicado;
(b) que inclusive, no site da produtora www.magnetointerativa.com.br, tem um “making of” muito rico;
(c) que no final do filme remetem o espectador ao site do Ministério do Esporte, que nunca disponibilizou o filme, nem para “download” e nem ao menos para ser visto no próprio site. PORQUE??
(d) que consegui ver esse filme, desde fevereiro, não mais do que 2 vezes, uma em horário das corujas e outro em horário nobre. E foi a versão compactada, de 30 segundos, afinal, espaço na TV é caro e os contratantes também foram atingidos pela crise com um espetacular corte de verbas.
4) DEPOIMENTOS:
(a) Presidente da Fields: assegurou que “Não houve plágio” e concordou que “as peças são semelhantes”
(b) Sobre os organizadores da Candidatura do Rio não terem nada a falar sobre o assunto”;
(c) Sobre o Ministro Orlando Silva Júnior admitir que “pode até ser parecido mas não teve influência alguma de Londres”;
É natural que todos neguem, como fez o pessoal da Fields ou que se esquivem, como fizeram os órgãos que contrataram os serviços.
Mas estes argumentos, e principalmente a falta destes, não convence nem a uma criança.
5) DEFINIÇõES – observemos o que o Michaelis diz:
Sobre SEMELHANÇA (Fields):
se.me.lhan.ça
sf (semelhar+ança) 1 Qualidade ou estado de semelhante. 2 Conformidade, relação de fisionomia entre duas ou mais coisas ou pessoas que se parecem mutuamente; afinidade de caracteres. 3 Analogia, imitação, conformidade, parecença. 4 Geom Propriedade de duas ou mais figuras que diferem apenas pela escala na qual são construídas. 5 Em pintura e escultura, conformidade entre o modelo e o objeto imitado. 6 Ret Figura que põe em confronto dois ou mais objetos, duas ou mais idéias, que entre si tem qualquer ponto de contato. Antôn (acepções 1 e 2): dessemelhança.
Sobre PARECIDO (Ministro Orlando Silva):
pa.re.ci.do
adj (part de parecer) 1 Que se parece; semelhante. 2 Que tem semelhança fisionômica. 3 Análogo, idêntico.
Pode-se deduzir – “ANALOGIA, IMITAÇÃO, CONFORMIDADE, PARECENÇA, IDÊNTICO” - ou é implicância e/ou ignorância minha?????
6) FATOS - Em você ter escutado das autoridades que as peças “se assemelham” ou que “pode ser parecido”, estão definitivamente assumindo:
(a) que o vídeo Braço Forte não é original, o que seria sempre esperado e apreciado, não somente pela agência, mas…
(b) sobretudo pelo calibre dos contratantes, onde…
(c) em um momento com tantas denúncias em curso, o que menos precisam é ter algo “semelhante” em uma campanha nacional para um evento internacional desse porte.
Confesso ter por um momento achado realmente que algum profissional estrangeiro e que trabalha para diversos países candidatos em outros eventos similares, tivesse costurado uma parceira entre os ingleses que criaram a peça original e o pessoal daqui – contratantes e contratados.
Equivoquei-me, redondamente.
E lamento, profundamente.
Não sou eu que estou dizendo que foi um “plágio”, ou uma “cópia”. Isto quem disse foi o Michaelis, acima. Estou somente dizendo, baseado no que vi, que a peça do Braço Forte é, a meu juízo, amplamente calcada em cima do conceito e “takes” (cenas) absolutamente similares aos dos ingleses, realizado muito anteriormente, até onde sei.
Acho que, com todas as evidências e depois dos recentes depoimentos, um enorme imbroglio está se formando, crescente, e às vésperas da visita dos inspetores internacionais, quando a dita campanha culiminará, segundo o que você informou.
Contudo, penso que o veredito final disto não cabe a mim ou a você, e sim tão somente, em ultima instância, ao jurídico da agencia inglesa, como eu disse – uma empresa de 15 pessoas, incluindo a recepcionista.
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