Abaixo algumas sugestões.

- Levá-los, de carro, ao Engenhão no horário do rush e mostrar como o acesso do público será fácil, seja lá o meio de transporte que escolher. E ressaltar como será fácil estacionar automóveis;

- Sair de lá e rumar para o Maracanã de metrô (tem metrô ligando os dois pontos?), ou de ônibus público, para mostrar como os turistas olímpicos terão transporte fácil e de alta qualidade;

- Dar um passeio de trem, na hora das chicotadas e cusparadas, como naquele vídeo que correu o mundo, para consolidar a imagem de transporte público seguro e de bom nível que a Cidade pode oferecer;

- Fazer um cruzeiro pela Baía da Guanabara, para mostrar que todo o dinheiro já gasto para despoluí-la foi extremamente bem aplicado e que ela está limpinha e cheirosa. E que Torben Grael e Bimba estavam doidos quando deram aquelas declarações que repercutiram mundialmente, dizendo serem vergonhosas as condições de se fazer uma competição vela naquela local;

- Terminado o cruzeiro, tomar um taxi e pedir que os leve até o complexo aquático Maria Lenk, só para mostrar que ali, apesar dos milhões e milhões gastos no empreendimento, ele não servirá para os Jogos Olímpicos e que desde a edição dos Jogos Pan Americanos, em 2.007, o povo não pode utilizá-lo. Vai valer à pena marcar no relógio o tempo que vai levar para se ir da Marina da Glória até o parque aquático, já que a Comissão quer ver a infra estrutura viária que a Cidade oferecerá aos turistas;

- Andar até a Arena Multi uso e contar para os Membros quanto custou aquela obra e dizer que, desde o final do Pan Americano, aquilo lá está à disposição da população para massificar o esporte, corroborando que o legado para a Cidade foi fantástico, assim como, certamente, o será o legado Olímpico;

- Ir até o velódromo e usar os mesmos argumentos do item acima;

- Passear pela vastidão de hospitais públicos, de excelente qualidade, que o Rio de Janeiro colocará à disposição da família olímpica e dos turistas olímpicos;

- Em sessão privada, mostrar as cenas de terror havidas ao longo do tempo nas Linhas Vermelha e Amarela. Mas dizer que aquilo é coisa do passado, de apenas alguns dias atrás e que, agora, qualquer um pode caminhar, ou simplesmente dirigir por aquelas vias com as janelas abertas;

- Escalar o Cristo Redentor para que vejam como a vista de lá é bonita (e é mesmo) e que isso é importante para o sucesso dos Jogos;

- Sob a égide do mesmo argumento acima, levá-los a um passeio de roda gigante e ao bondinho do Pão – de – Açucar;

- Mostrar o dossie de promessas do Pan Americano e confirmar que todas as obras de infra estrutura que dele constavam foram construídas e estão sendo utilizados em sua plenitude, confirmando o excepcional legado do Pan Americano para a Cidade;

- Levá-los ao um show da Walesca Popozuda e fazê-los rebolar ao ritmo do funk que a artista fez em homenagem ao Presidente, para mostrar que, apesar de tudo, nosso povo está feliz e é acolhedor.

É bom eles rechearam o tempo dessa gente, porque para ver maquetes e promessas, meio dia está de bom tamanho.

A verdade é que de concreto o Rio de Janeiro não tem nada para mostrar.