As the International Olympic Committee’s evaluation team visits Tokyo, we evaluate the strengths and weaknesses of the three cities vying with Chicago for the 2016 Summer Games: Tokyo would be the safe choice, Rio de Janeiro promises romance and a historic first, while Madrid fields the experienced team.
José Cruz Analisa Em Seu Blog Essa Comissão De Mentirinha Que O Comitê Olímpico Brasileiro Constituiu.
Abril 17, 2009
16.04.2009 – Por José Cruz, No Blog do Cruz.
Comissão de atletas limita os debates O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) instalou a sua Comissão de Atletas, alegando que não havia tempo para eleger os 19 integrantes. Assim, a direção do COB escolheu os nomes e, no embalo, colocou Bernard Rajzman na presidência.
Há uma verdade nesse fato: sem essa iniciativa do Comitê Olímpico, não seriam os atletas que a fariam. É histórica a omissão, em tese, de nossos competidores — os olímpicos, inclusive, no debate sobre os temas de interesse direto do próprio grupo. Mesmo assim, vejo essa formação com reservas, pois a discussão que virá será exclusiva dos que integram a comissão, e não de forma abrangente, com consultas aos colegas das várias modalidades, pois a história se repete, como conto a seguir. Memória É muito difícil encontrar algum registro de que os atletas tenham se reunido por iniciativa própria para tratar de seus problemas comuns e apresentarem propostas de solução. Falta liderança, antes de tudo. Em segundo lugar, cada um está preocupado com treinos, viagens, adversários e, claro, em preservar o patrocinador (quando tem). As raríssimas reuniões de atletas em Brasília foram para pressionar o Congresso Nacional a votar a Lei de Incentivo, por exemplo, no fim de 2007. Ou no início de 2008, quando o ministro Orlando Silva queria ter a força dos atletas para que o orçamento do Ministério do Esporte passasse de R$ 1 bilhão. Nas duas ocasiões, a maioria dos presentes nem sabia muito bem o que fazia em Brasília, em manifestações espontâneas que demonstravam o tamanho da omissão. Mas foi no governo de Fernando Henrique Cardoso que se criou uma comissão nacional de atletas, motivada pela proposta preliminar da Lei de Incentivo ao Esporte, hoje já em vigência. Naquela ocasião, o velejador Lars Grael foi o primeiro atleta a presidir o grupo e, em várias ocasiões, alertou para a necessidade de uma ação independente, isto é, desatrelada do poder central. Certa vez, usou a expressão “chapa branca”, pois viagens, alimentação e hospedagem para as reuniões em Brasília eram pagas pelo Ministério do Esporte. Com essa generosidade oficial, era difícil alguém se manifestar contra, pois havia o constrangimento de se opor às propostas do governo. Até hoje, o perfil dessa comissão consta da página oficial do Ministério do Esporte, na internet. Mas sem informação relevante, porque, com o tempo, ela se tornou inativa. E aí está o fato comum. Hoje, assim como ontem, a Comissão de Atletas é, de fato, chapa branca. Enquanto for financiada pelo Comitê Olímpico, seus integrantes não terão autonomia nem liberdade para discutir, sem limites, os assuntos que mais afligem seus colegas, Brasil afora. Lendo com atenção o regulamento da comissão, observa-se que as limitações são expressas. Inicialmente, porque a comissão é “jurisdicionada ao COB”, isto é, tem tutela superior. Depois, porque Carlos Arthur Nuzman é o presidente de honra do grupo que acaba de formar. Quem ousará divergir dessa autoridade? Há que se considerar, ainda, que a indicação de Bernard Rajzman para presidir a comissão já sugere uma espécie de “intervenção branca” do COB. Bernard , ex-atleta premiadíssimo no vôlei, é amigo íntimo de Nuzman e funcionário do Comitê Olímpico. Portanto, a Comissão de Atletas surge mais como instrumento de apoio aos atos do COB do que para levantar questões polêmicas, como a falta de dinheiro nas categorias de base e a ausência de investimentos das estatais nos atletas juvenis. Mais: a comissão é formada justamente no ano em que a comissão do COI visitará o Rio de Janeiro, candidato a sede olímpica. Com isso, planta-se a idéia de que “estamos unidos” para receber os Jogos de 2016.
