Vocês devem se lembrar que há poucos anos atrás o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (“COB”) foi acometido por um mal súbito cardíaco, que o levou a meses de internação em um hospital de sua Cidade. Uma vez recuperado da séria enfermidade, Nuzman, ao sair do hospital, publicou em jornais de grande circulação do Rio de Janeiro anúncios garrafais pelos quais agradecia a toda Equipe Médica responsável por sua reabilitação. Nada mais normal e correto do que agradecer aos profissionais que nos ajudam, principalmente aos que salvam vidas. Mas a maneira como o fez o presidente do COB foi um tanto quanto ao estilo “olha eu aqui querendo aparecer e mostrando que estou bem.”

Quantas pessoas ao dia não se recuperam de enfermidades graves? E quantas dessas, mesmo as de posses, publicam nos jornais de grande circulação anúncios públicos de gratidão?

Isso é absolutamente desnecessário, embora cada um, lógico, faça o quiser. Um sincero abraço nos médicos, efermeiros e fisioterapeutas, uma bonita carta, discreta a cada um deles, ou mesmo um presente, podem valer muito mais do que esse anúncio estampado em grandes jornais. Essas publicações são insólitas e servem para mostrar o perfil psicológico de cada pessoa. In casu, a vontade incomensurável de aparecer, seja em que circusntância for.

E importante notar que para aquele ato Nuzman soube muito bem aonde publicar os seus anúncios, identificando com facilidade o óbvio, que são os jornais de grande circulação do Rio de Janeiro. Só mesmo quando o assunto é “eleições”, ele se esquece quais são os jornais de circulação abrangente. Curioso, no mínimo.