De: Presidencia [mailto:presidencia@cob.org.br]

Enviada em: terça-feira, 10 de fevereiro de 2009 10:08

Assunto: Matéria Jornal O Globo

Exmo. Sr. Senador, É com grande satisfação que lhe encaminhamos uma cópia da entrevista publicada no Jornal O Globo, edição do dia 8 de fevereiro de 2009, na qual o Superintendente Executivo de Esportes do Comitê Olímpico Brasileiro, Marcus Vinícius Freire aborda, de forma sucinta e objetiva, temas atuais e importantes do esporte olímpico brasileiro. Com muita clareza, Marcus Vinícius explica como o COB vem trabalhando pelo desenvolvimento do esporte, o planejamento da entidade, os novos projetos e as fontes de financiamento do esporte olímpico no Brasil, entre outros temas. Estamos certos de que este material será extremamente importante para a compreensão do trabalho do Comitê Olímpico Brasileiro. Da nossa parte, estamos à disposição de V.Exa. para prestar quaisquer outras informações que se façam necessárias. Atenciosamente, Carlos Arthur Nuzman Presidente do COB

Prezado Alberto:
 
Agora posso dizer que somos quase da mesma familia pois o carinho, amizade e admiração que sempre senti por seu avô me tornam muito próximo.
Estou contente em ver que a chama continua acesa e a presença do querido Major permanece sempre forte.
Grande abraço do
 
Amaury Pasos
Prezado Alberto
 
Peço que releve minha intromissão, não autorizada por você.
 
O Juca Kfouri me deu seu endereço.
 
Talvez você me conheça, meu nome é Amaury Antonio Pasos, sou  ex-jogador de basquetebol e atuei durante muitos anos na nossa equipe nacional, tendo participado de campeonatos mundiais e olimpiadas. Nunca recebi um centavo para representar nosso país, sou daquela época em que fazê-lo era motivo de orgulho e privilégio.
Lí seu artigo no Estado de São Paulo referente ao nosso COB e Ministerio de Esportes, que apoio integralmente. Parabens ! Você consegue, diferente de nossa imprensa ” especiallizada “, apontar algumas das deficiencias de nossa desorganização esportiva.
 
Nossos ” dirigentes ” perpetuam-se nos cargos mais importantes das confederações, federações estaduais e também no COB. A maioria não ostenta atividades particulares de sustento próprio. 
Já no Ministerio de Esportes, bem como nas secretarias esportivas dos governos municipais e estaduais, são nomeados políticos completamente alheios ao esporte e que lá estão por força de acordos ou acertos políticos ou pessoais dos prefeitos e governadores.
 
Sem dúvida os clubes são o sustentáculo de nossas representações esportivas. São eles que durante todo o ano mantém seus atletas e os aperfeiçoam técnica e físicamente, arcando com  elevados custos envolvidos e  entregando-os a cada competição internacional ao COB ou confederação especializada para que representem nosso país.
Porém, apenas acrescento a seus comentérios, os clubes não podem nem devem ser considerados como base de organização esportiva, principalmente por ser inaccessível à maior parte de nossa população, o papel básico cabe à escola pública do primeiro e segundo grau, que são os locais que congregam a maior parcela de nossa população infantil, potencialmente com condições de promover uma massificação na pratica das diversas modalidades esportivas, inicialmente através de uma prática esportiva generalizada, seguida de uma iniciação especializada e posterior encaminhamento dos mais destacados  aos clubes esportivos. Creio que desta maneira estaremos enriquecendo o curriculum escolar e ao mesmo tempo aumentando o número de possiveis bons praticantes das diversas disciplinas esportivas.
 
” De maior quantidade se seleciona melhor qualidade “
 
Durante o governo de Mario Covas no Estado de São Paulo planejei e iniciei programa que se denominava ” Basquete na Escola “. Foram monitorados os professores de Educação Física, que em seu periodo normal durante as aulas de Educação Física ensinavam alunos das 300 escolas primeiramente escolhidas para o programa. Após 4 meses do inicio das atividades constatamos a participação de 100.000 alunos, assiduidade ótima, desempenho inicial satisfatório e amplo interêsse por parte dos alunos. As escolas, por iniciativa própria, iniciaram pequenos torneios de intercambio. Tal sucesso nos levou a considerar a ampliação imediata do projeto e iniciar imediatamente a segunda fase, que seria  “Esporte na Escola “ .
Eis que, repentinamente o governador Mario Covas adoece gravemente e a secretaria da Educação responsável Rose Neubaum ( não sei o nome correto ), boicota o projeto e promove sua extinção sem o conhecimento do governador. Imitando o filme ” Chinatown “, em que no fim, a última frase foi: ” What can you do…., it´s Chinatown….” , poderia trocar Chinatown por Brasil.