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Autor(es): Pedro Venceslau e Julia Duailibi |
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O Estado de S. Paulo – 18/01/2009 |
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Discretamente, Orlando Silva, o único ministro comunista do governo Lula e o mais jovem da Esplanada, tem promovido uma “verticalização” do Ministério do Esporte em todo o País, num momento em que a pasta ganha importância em razão da Copa do Mundo de 2014 e da candidatura do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016. vai atuar na próxima novela da Rede Record. Sobrevivente do “episódio da tapioca” (quando se descobriu que usou o cartão corporativo do governo para pagar R$ 8 numa tapiocaria – na esteira do escândalo revelado pelo Estado há um ano, que derrubou a ministra Matilde Ribeiro), Silva, 37, iniciou a construção de uma rede de influência política, alcançando 200 Secretarias Estaduais e Municipais de Esporte pelo Brasil, segundo estimativa do próprio partido. Esse número era inexpressivo antes do governo Lula.
“Até para nós foi uma descoberta (o potencial político e administrativo do ministério). Em 2003, quando Lula começou a montar o governo, ninguém o queria, nem nós. Agora virou muito cobiçado. Até o PMDB quer”, disse o presidente do PC do B, Renato Rabelo.
Não é à toa. O orçamento do ministério cresceu quase 300% em sete anos. A previsão é de que em 2009 alcance R$ 1,4 bilhão. Além disso, eventos como os Jogos Pan-americanos, a Copa e a candidatura para as Olimpíadas dão uma boa dose de marketing à pasta que, até 2003, era acoplada ao Turismo.
Silva começou a viajar o Brasil alimentando a “verticalização” por meio de contatos com prefeitos e governadores. “Tenho ouvido de muitos prefeitos essa expressão. Como a base de Lula é grande, eles preferem ter um secretário do mesmo partido do ministro. É uma questão de afinidade”, declarou Silva ao Estado.
O PC do B ganhou capilaridade pelo País, ocupando as Secretarias de Esporte da Bahia, de Pernambuco, do Paraná e de cidades como Nova Iguaçu, onde o prefeito é o ex-comunista Lindberg Farias (PT).. O ministro conta que na maioria dos casos foi consultado na indicação..
CUNHADO
Em Campinas, seu cunhado, Gustavo Petta, que é ex-presidente da UNE, acaba de ser nomeado pelo prefeito, Dr. Hélio (PDT), secretário de Esportes. Vai gerir os três projetos financiados pelo ministério na cidade. “O PC do B é, hoje, reconhecido por atletas e gestores. Isso dá muita visibilidade para o partido”, declarou Petta.
O resultado dessa ação, apontada pela oposição como aparelhamento, é uma maior importância político-eleitoral para o PC do B em razão de obras e projetos sociais – o carro-chefe do ministério, o programa Segundo Tempo, que estimula o esporte nas escolas, já chegou a 3 milhões de crianças.
Silva formou ainda na cúpula do ministério um cordão de aliados, composto por integrantes do PC do B e ex-líderes do movimento estudantil, do qual fez parte. O secretário-executivo, Wadson Ribeiro, o chefe-de-gabinete, Waldemar Silva e Souza, e o secretário nacional de Esporte Educacional, Julio Filgueira, são exemplos disso.
ARRANHÕES
Apesar da bem-sucedida articulação política – ele assumiu a pasta em 2006, após Agnelo Queiroz deixar o ministério para se candidatar ao governo do Distrito Federal, e ficou com a cadeira -, acumulou arranhões na gestão. Segundo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre os Jogos Pan-americanos, o orçamento inicial de cerca de R$ 390 milhões superou R$ 3 bilhões em razão da falta de planejamento do Ministério do Esporte.
Formado no “forno do partido”, como diz Rabelo, Silva faz parte hoje da geração dos “comunistas de sucesso”, como Manuela d’Ávila, deputada mais votada do Rio Grande do Sul, e Luciana Santos, ex-prefeita de Olinda.
Ao se fortalecer como um dos principais líderes do partido – ao lado de caciques como Aldo Rebelo (SP) -, Silva criou condições para se lançar candidato a deputado em 2010. Será a grande aposta do partido para puxar votos. Para isso, deve contar com uma ajuda extra. A mulher, a atriz Ana Cristina Petta,
Orlando Silva
‘Como a base de Lula é grande, eles (prefeitos e governadores) preferem ter um secretário do mesmo partido do ministro. É uma questão de afinidade”
Renato Rabelo
Presidente do PC do B “Em 2003, quando Lula começou a montar o governo, ninguém o queria (o Ministério do Esporte), nem nós. Agora virou muito cobiçado. Até o PMDB quer”
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Preparo Físico dos Estados Unidos Para a Guerra. Por Sylvio de Magalhães Padilha, em 1.944.
Janeiro 27, 2009
Em 1.942, meu avô, Sylvio de Magalhães Padilha, capitão do exército brasileiro, grande atleta de nível internacional, Professor de Educação Física, Diretor e Criador do Departamento de Educação Física do Estado de São Paulo e Diretor da Escola de Educação Física da Universidade de São Paulo, foi convidado pelo governo dos EUA a auxiliar na preparação física dos soldados americanos para a segunda guerra mundial.
Ao retornar dos EUA, em 1.944, escreveu um Livro cujo título é o mesmo deste post. Publico abaixo apenas as primeiras páginas do Livro, que adquiri, recentemente, em um sebo, pela internet.
O importante é notar que o aprendizado do Capitão Padilha nos EUA, refletido no Livro, é totalmente voltado para a prática da educação física de massa. O Livro pretendeu aplicar o treinamento dos soldados norte-americanos às atividades desportivas nas escolas brasileiras, adequando-o à nossa realidade e necessidade, com o intuito de fazer do esporte uma prática diária na vida do (a) brasileiro.
Massificar o esporte e utilizá-lo como um elemento formador da pessoa, para a melhoria da nação, foi sempre seu pensamento.
Durante sua estada nos EUA, o Capitão Padilha concluiu seu curso de mestrado em Educação Física no Springfield College.
Para mais informações podem clicar no www.sylviodemagalhaespadilha.com.br
Para ver as páginas, basta clicar duas vezes em cada imagem abaixo.
Os Clubes Estão Contra O Comitê Olímpico Brasileiro.
Janeiro 27, 2009
| SEXTA-FEIRA, 9 DE JANEIRO DE 2009 – 08h05 |
Clubes criam Conselho e pressionam COB
GUSTAVO FRANCESCHINI
Da Máquina do Esporte, em São Paulo
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O início do novo ciclo olímpico promete quatro anos mais agitados para o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) que os que antecederam os Jogos Olímpicos de Pequim. Cobrada por diversos setores por um suposto mal resultado na China, diante do gasto de quase R$ 1 bilhão de verbas públicas, a entidade deve ganhar mais um adversário de peso nos próximos dias. No dia 3 de fevereiro, Corinthians, Flamengo, Fluminense, Vasco, Sogipa, Pinheiros, Minas Tênis e Grêmio Náutico União devem lançar o Conselho de Clubes Formadores de Atletas, que vai pleitear verba da lei Agnela-Piva para as agremiações.
As negociações para a implantação da novidade estão bem avançadas, e uma ata do grupo já foi formalizada. Sérgio Bruno Zech, presidente do Minas Tênis, será o presidente, enquanto Márcio Braga, do Flamengo, e Antonio Moreno Neto, do Pinheiros, serão seus vices. O principal motivo da união é a falta de repasses e reconhecimento do COB aos clubes que ainda sustentam equipes de várias modalidades. Os clubes pretendem entrar no jogo político para brigar por parte das receitas da entidade-mor do esporte brasileiro, que amealhou cerca de R$ 254,4 milhões no último ciclo olímpico somente com repasses de loterias. “Ela vai ser uma entidade política, porque nós vamos querer que nosso espaço seja reconhecido e, se possível, que a gente receba também algum tipo de verba. Se nós somos importantes, então queremos entrar no bolo, porque nós que formamos esses atletas”, disse Sérgio Bruno Zech, presidente da futura entidade. O anúncio será formalizado à imprensa em encontro na sede do Pinheiros, em São Paulo, e a idéia dos fundadores é trazer ainda mais entidades para a organização. No futuro, os dirigentes, que reclamam ter fornecido cerca de 77% da delegação brasileira em Pequim, podem até montar competições próprias, como forma de fomento ao esporte no país. O impasse com o Comitê existe há muitos anos, mas ganhou força em 2007. Convidado de honra de uma reunião do Consenso Superior Interclubes, que reúne os 29 principais clubes sociais do Brasil, Carlos Arthur Nuzman ouviu as sugestões dos dirigentes e se comprometeu a ajudar. No dia seguinte, porém, a divulgação do encontro e da existência da pressão irritou o presidente do COB, que logo voltou atrás nas promessas. A entidade também se indispôs com o Flamengo nessa semana. Cercado de mistério, o novo contrato do clube com a Petrobras deve marcar a redução dos investimentos nos esportes olímpicos. Na última quarta-feira, o COB se manifestou contra a atitude, e ouviu do clube, em seguida, que precisava destinar mais recursos aos formadores de atletas brasileiros. Atualizada às 14h39 |
UM NOVO E REVELADOR “BRASIL OLÍMPICO”
POR MARCELO GOMES
Editor de programas especiais / ESPN
O BRASIL OLÍMPICO, UMA PRESTAÇÃO DE CONTAS À SOCIEDADE, DOCUMENTÁRIO VENCEDOR DO PRÊMIO EMBRATEL DE MELHOR REPORTAGEM ESPORTIVA EM 2008, AGORA GANHA UMA NOVA EDIÇÃO.
É O “BRASIL OLÍMPICO, UMA CANDIDATURA PASSADA A LIMPO” QUE IRÁ AO AR NO DIA 7 DE FEVEREIRO, SÁBADO, ÀS 10 DA NOITE.
O NOVO DOCUMENTÁRIO PRODUZIDO PELO DEPARTAMENTO DE JORNALISMO DA ESPN BRASIL TERÁ DURAÇÃO DE DUAS HORAS COM DEZESSETE MATÉRIAS ESPECIAIS.
SÃO MAIS DE CINQUENTA ENTREVISTADOS DEBATENDO OS ASSUNTOS MAIS POLÊMICOS DO ESPORTE OLÍMPICO BRASILEIRO. ATLETAS, MEDALHISTAS OLÍMPICOS, DIRIGENTES, DEPUTADOS FEDERAIS, SENADORES, TÉCNICOS, GESTORES ESPORTIVOS, PESQUISADORES, PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ATÉ O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, LUI INÁCIO LULA DA SILVA DISCUTEM OS RUMOS DO ESPORTE DE ALTO RENDIMENTO NO PAIS.
BRASIL OLÍMPICO, UMA CANDIDATURA PASSADA A LIMPO NADA MAIS É QUE O LADO OBSCURO, QUE NÃO ESTARÁ NO DOSSIÊ FINAL DE CANDIDATURA AOS JOGOS DO RIO DE 2016, QUE SERÁ ENTREGUE PELO GOVERNO FEDERAL E O COB AO COMITÊ OLÍMPICO INTERNACIONAL NO DIA 12 DE FEVEREIRO.
NO NOVO DOCUMENTÁRIO DA ESPN BRASIL VOCÊ VAI SE SURPREENDER COM AS HISTÓRIAS DE BASTIDORES CONTADAS PELAS FAMÍLIAS DE CÉSAR CIELO E KETLEYN QUADROS. ELE O PRIMEIRO MEDALHISTA DOURADO DA HISTÓRIA DA NATAÇÃO BRASILEIRA E ELA A PRIMEIRA MEDALHISTA OLÍMPICA, INDIVIDUAL, DO BRASIL.
VOCÊ VAI CONHECER AS HISTÓRIAS DE DOIS BOXEADORES BRASILEIROS QUE, POR MUITO POUCO, NÃO COLOCARAM NO PEITO DUAS MEDALHAS OLÍMPICAS QUE NÃO VEM HÁ QUARENTA ANOS. WASHINGTON SILVA ENTROU NO RINGUE EM PEQUIM COM UMA GRAVE LESÃO NOS LIGAMENTOS DO JOELHO, JÁ PAULINHO CARVALHO, QUE TAMBÉM FECHOU A PARTICIPAÇÃO COMO O QUINTO MELHOR BOXEADOR DO MUNDO, TEM NA CARTEIRA PROFISSIONAL O REGISTRO DE FAXINEIRO.
O QUE MUDOU NA VIDA DESTES ATLETAS DEPOIS DOS JOGOS?
VOCÊ VAI FICAR DE CABELO EM PÉ, COM AS DECLARAÇÕES DESSES LUTADORES.
OS DEBATES PASSAM TAMBÉM PELA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA NO BRASIL, A FALTA DE ESPAÇOS NAS ESCOLAS, A FALTA DE UMA POLÍTICA NACIONAL DE ESPORTES.
AÍ VOCÊ PERGUNTA: “COMO PODEMOS PENSAR EM OLIMPÍADA NO BRASIL SE NÃO TEMOS UM PLANO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ESPORTIVO?”
AS RESPOSTAS VOCÊ IRÁ ENCONTRAR NAS REPORTAGENS FEITAS EM TODAS AS ARENAS EPARQUES ESPORTIVOS CONSTRUÍDOS PARA OS JOGOS DO RIO. NESSA INVESTIDA DESCOBRIMOS HISTÓRIAS ABSURDAS DE FALTA DE PLANEJAMENTO E MÁ APLICAÇÃO DE DINHEIRO PÚBLICO NOS JOGOS. VOCÊ VAI CONHECER O ÚNICO LOCAL, DE TODOS QUE FORAM FEITOS PARA O PAN, ONDE SE PRATICA ESPORTE.
FALAMOS TAMBÉM COM A EQUIPE TÉCNICA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO, ORGÃO FISCALIZADOR DO GOVERNO QUE APRESENTA REVELAÇÕES BOMBÁSTICAS.
OUTRAS PAUTAS QUE SERÃO ABORDADAS NO PROGRAMA:
O DRAMA DE QUEM COMPROU GATO POR LEBRE. OS PESADELOS DAQUELES QUE ADQUIRIRAM APARTAMENTOS NA VILA DO PAN.
A REELEIÇÃO PROGRAMADA DE CARLOS ARTHUR NUZMAN, PRESIDENTE DO COB. E O DESABAFO DO PRESIDENTE DA CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE BADIMINTON, QUE VOTOU CONTRA A REELEIÇÃO.
AS AUDIÊNCIAS PÚBLICAS NO SENADO E OS RUMOS DAS LEIS QUE REGEM O ESPORTE NO PAÍS. ALIÁS, FOI EM UMA DESSAS AUDIÊNCIAS PÚBLICAS QUE NUZMAN TAMBÉM ENTROU PARA A HISTÓRIA COMO O PRIMEIRO CIDADÃO A ABANDONAR UMA CONVOCAÇÃO DO SENADO.
A CPI MISTA QUE O CONGRESSO VEM MOBILIZANDO PARA INVESTIGAR OS RUMOS DO DINHEIRO PÚBLICO NO ESPORTE.
LEI DE INCENTIVO AO ESPORTE. “SÓ OS GRANDES TÊM VEZ”. A ENTREVISTA COM A REPÓRTER DO CORREIO BRAZILIENSE REVELA A FORÇA DOS GRANDES, SÓ DOS GRANDES.
O DESCASO COM O MARIA LENK. A REPORTAGEM DE BRUNO LOUSADA, DO JORNAL “O ESTADO DE SÃO PAULO”, MOSTRA QUE O COMPLEXO AQUÁTICO “MARIA LENK” NÃO PODERÁ RECEBER PROVAS DE NATAÇÃO, CASO O RIO CONQUISTE O DIREITO DE SEDIAR OS JOGOS DE 2016.
O ESTÁDIO JOÃO HAVELANGE FOI UMA BOA? PARA O EX-PREFEITO CÉSAR MAIA QUE PRESENTEOU O BOTAFOGO SIM, MAS PARA A POPULAÇÃO QUE MORA NOS ARREDORES DO ESTÁDIO MAIS MODERNO DO PAÍS…
BRASIL 2016, VALE A PENA? NOSSOS ENTREVISTADOS MOSTRAM OS PRÓS E OS CONTRAS DE UMA CANDIDATURA BILIONÁRIA.
SÃO MUITAS QUESTÕES E MUITAS DISCUSSÕES NUM PROGRAMA QUE PROMETE ABALAR AS ESTRUTURAS DO ESPORTE OLÍMPICO BRASILEIRO.
IMPERDÍVEL. UM DOCUMENTO PARA GRAVAR, REFLETIR E COBRAR DAS AUTORIDADES UM NOVO RUMO PARA MILHARES DE ATLETAS QUE LUTAM PARA, QUEM SABE UM DIA, VIVER DO ESPORTE.
“BRASIL OLÍMPICO, UMA CANDIDATURA PASSADA A LIMPO” É O LADO NEBULOSO DO ESPORTE, QUE FRANCAMENTE, NÃO GOSTARÍAMOS, MAS TEMOS O COMPROMISSO DE APRESENTAR.
Não, Obrigado. Por Dr. Sócrates, Na Revista Carta Capital.
Janeiro 26, 2009
Não, obrigado
23/01/2009 16:41:22
Por SÓCRATES
Queria dividir com vocês um convite que me foi feito, o qual me sinto incapaz de aceitar. Há algumas semanas, fui convidado para fazer parte do Conselho Nacional do Esporte (CNE). Brasileiro inclusive no sobrenome, incomoda-me ter de rejeitar a oportunidade de talvez participar de sonhadas alterações nos rumos da nossa (?) política (?) desportiva. Mas não há como!
Relembro abaixo algumas das posições do ministério que deveria cuidar disso e que é, de alguma forma, o gestor do Conselho para, enfim, demonstrar o porquê da minha decisão. E só o faço aqui porque se trata de uma entidade pública, dedicada a decisões importantes, de interesse público, as quais, portanto, devem ser de conhecimento público. E este é um espaço público.
Há pouco mais de um mês, foi publicado o seguinte: “O ministro do Esporte, integrantes do Comitê de Gestão das Ações Governamentais para a Candidatura do Rio 2016 e representantes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) reúnem-se nesta quarta-feira (10/12/08), às 9h30, no Ministério do Planejamento, em Brasília, para ratificar o apoio do governo federal à candidatura da capital carioca aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016.
“Na ocasião, os representantes de 27 órgãos do Poder Executivo conversarão sobre os objetivos da candidatura e analisarão as garantias que o Brasil precisa oferecer ao Comitê Olímpico Internacional (COI) para demonstrar que tem capacidade de realizar as Olimpíadas. Além disso, os participantes vão discutir a maximização dos legados que ficarão no país após a realização dos Jogos.”
Será que não está claro, para o ministério e o Conselho Nacional do Esporte, que esta candidatura só serve aos dissimulados interesses de alguns espertos senhores?
E segue: “O projeto Rio 2016 abrange 34 instalações esportivas, sendo 53% delas (18 instalações) já existentes, 26% (9 instalações) a serem construídas e 21% (7 instalações) temporárias. Como legado esportivo do evento, estão previstos ainda 33 centros de treinamento no Rio de Janeiro e 14 locais de aclimatação e treinamento em outros estados brasileiros. Entre eles, destaca-se o Centro Olímpico de Treinamento (COT), na cidade-sede, com infraestrutura de padrão internacional para o desenvolvimento de 22 esportes, que será referência na América do Sul”. Isso só pode ser brincadeira dos que venderam o tal do “legado” do Pan-Americano para os cariocas!
E mais: se analisarmos como é administrado o dinheiro público que o COB recebe, com o aval do Conselho Nacional do Esporte, veremos o que poderá acontecer caso a “tal” Olimpíada brasileira de 2016 aconteça.
De toda a dinheirama PÚBLICA que o COB recebe, muito pouco tem destino obrigatório. Uma parte ao desporto escolar e outra, menor, ao desporto universitário (de difíceis controles, como de resto).. Ou seja, o “alto rendimento”, ou coisa pior, fica com a maior fatia. Mais que isto: esse “alto rendimento”, ou coisa PIOR, através das Confederações, abocanha outros tantos milhões das estatais. Os Correios patrocinam a Confederação de Desportos Aquáticos (natação); a Petrobras, a de ginástica; a Eletrobrás, o basquete; o Banco do Brasil, o vôlei, e por aí vai.
Mesmo com toda a estratégia de bom relacionamento do Ministério do Esporte e do servil Conselho Nacional do Esporte, vejam como a recíproca não é verdadeira: “O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, alegou compromisso para abandonar a audiência pública no Senado, após breve apresentação, em Brasília. Na reunião, deveriam ser discutidos os resultados do Brasil na Olimpíada de Pequim e os recursos públicos ao esporte.
“A atitude de Nuzman, classificada de ‘incomum’ e ‘deselegante’, provocou mal-estar entre os senadores. Nuzman questionou o convite a Murray Neto aos membros da Comissão de Educação, Cultura e Esporte. Ao ouvir a confirmação de que o colega, que põe em dúvida licitações e convênios da entidade, participaria da reunião, pediu que sua apresentação fosse logo a primeira.
“Os senadores ao serem informados por Nuzman de que ele teria de se ausentar devido a um ‘compromisso’ e que o COB responderia depois às questões dos pobres representantes do povo brasileiro, vários protestaram.” (Como se ingênuos fossem; o Estado é que deveria ser o gestor dessa coisa toda!)
Já o Conselho Nacional do Esporte deveria ser composto só de educadores e sanitaristas (e não por quem vive e enriquece nesse meio), pois aí sim o Estado brasileiro poderia utilizar o esporte como promotor de saúde e ferramenta fundamental para educar todo o nosso povo.
Da CBF, nem quero pensar!
Juca Kfouri Analisa, Em Sua Coluna Dominical na Folha De São Paulo, O Escândalo Chamado Rio 2.016.
Janeiro 26, 2009
JUCA KFOURI
Mais caro, mais escandaloso, mais…
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O COB e o Ministério do Esporte fazem da Rio-2016 um escárnio sem fim com o nosso suado dinheirinho |
NÃO há limites para a voracidade do COB e do PC do B, que aparelhou e controla o Ministério do Esporte.
Não há dia em que o “Diário Oficial” da União não traga a oficialização de gastos e mais gastos. O lema olímpico, “mais alto, mais forte, mais rápido”, que, aliás, ofende o movimento paraolímpico por motivos óbvios, encontrou nova definição diante do apetite gastador do COB e do ministério. Mais caro, mais escandaloso, mais vergonhoso e muitos outros mais, entre estes, mais cínico, mais hipócrita, mais mentiroso e mais certo da impunidade.
Sim, porque, enquanto gastos desmedidos são aprovados até para comprar a roupa dos cartolas que viajam de primeira classe para cima e para baixo, vemos que nada do que se prometeu para o Pan-2007 foi de fato cumprido, além das notícias de que até quem embarcou no engodo de comprar apartamentos na Vila Pan-Americana, empreendimento capitaneado por amigo do rei, está querendo o dinheiro de volta devido à precariedade e à insalubridade da obra.
E o Tribunal de Contas da União, que ensaiou ser rigoroso, mais de um ano depois do fim dos Jogos, parece ter enfiado o rabo entre as pernas e aquietado. Um saudável movimento de grandes empresários que queriam assumir o comando das ações foi devidamente sabotado pelo governo fluminense e pelo presidente do COB, transformando a dupla caótica Orlando Silva Jr./Carlos Arthur Nuzman num trio não menos terrível. E tudo por um projeto que tem tanta chance de ser vitorioso como tem o sertão de virar mar e o mar de virar sertão.
Não bastassem os planos grandiosos de construção de estádios pelo país afora para a Copa de 2014, que, ao menos, deverá mesmo acontecer no país, temos que conviver com a fantasia olímpica. Enquanto isso, ginastas como Diego Hypólito e Jade Barbosa ficam ao relento, sem patrocínio e sem clube, para não falar da educação, da saúde etc.
Márcio Braga, o original, não o que está aí, um dia disse que João Havelange tinha casado a filha com o presidente errado, alusão ao matrimônio dela com o cartola da CBF, e não com o então mandachuva da CBV.
Hoje, provavelmente, não diria mais. Porque, depois de ter brilhado no vôlei, Nuzman virou uma caricatura perfumada de si mesmo no COB, à altura das trapalhadas de Ricardo Teixeira, com quem não se dá. E Orlando Silva Jr., ao carregar a mala de um cartola para cá e do outro para lá, enrola-se nas Timemanias da vida, de fracasso em fracasso, um bolerão digno do saudoso cantor das multidões. Nunca dantes neste país…
Para a eternidade
Se o TCU emudece sobre as contas do Pan, a polícia paulista espera que todos se esqueçam do episódio do gás no Palestra Itália e da confusão no aeroporto de Congonhas. Há, porém, quem não esquecerá…
Mentir e omitir
Andres Sanchez certa vez disse que poderia omitir, jamais mentir. Pois tem se omitido ao ser, aparentemente, pego em diversas mentiras. Fica feio, muito feio.
Herança do Pan divide governo e COB
Ministério admite discrepância entre materiais esportivos comprados e o que tem sido usado, mas põe culpa no comitê
Entidade comandada por Nuzman diz que guarda equipamentos a pedido das confederações, que sofrem com a Prefeitura do Rio
EDUARDO OHATA
CRISTIANO CIPRIANO POMBO
DA REPORTAGEM LOCAL
GUSTAVO ALVES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Um dos maiores legados do Pan-2007, os equipamentos esportivos têm provocado dor de cabeça, confusão e esbarrado em burocracia para cumprir o fado de servir atletas e eventos.
Até hoje, 546 dias (1 ano, 5 meses e 27 dias) após os Jogos, parte dos cerca de 251 mil itens adquiridos para os eventos no Rio, que custaram mais de R$ 17 milhões aos cofres públicos, sofre com disputas ou então dorme em depósito à espera de catalogação ou pedido de uso.
Pior ainda é que os dois maiores responsáveis pela questão, o governo federal e o COB (Comitê Olímpico Brasileiro), principais articuladores da candidatura do Rio à Olimpíada de 2016, não falam hoje a mesma língua sobre o caso.
Enquanto o Ministério do Esporte justifica que, apesar de ter cedido os equipamentos do Pan ao COB -que os repassaria às confederações de cada modalidade-, ainda não conseguiu concluir a catalogação dos materiais, o comitê comandado por Carlos Arthur Nuzman informou à reportagem que os itens estão catalogados.
Com equipamentos importados e comprados sem licitação, a aparelhagem do Pan, pelo menos boa parte dela, chegou a ser utilizada na preparação dos atletas ao evento. Mas houve materiais que simplesmente ficaram guardados durante o torneio, como revelou relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) de setembro de 2008.
Não bastasse isso, aparelhagens se transformaram em alvo de queda-de-braço envolvendo a Prefeitura do Rio, o COB e entidades esportivas.
O imbróglio teve início logo depois de encerradas as competições do Pan, já que, apesar de alguns aparatos terem destino certo, outros foram simplesmente levados por dirigentes ou atletas ao final da participação da modalidade nos Jogos, como ocorreu com o beisebol.
“A gente foi esperto. Quando acabou, recolhemos tudo e trouxemos para o centro de treinos [em SP]. Ninguém falou nada até pelo fato de como a competição terminou [chuvas e despreparo do local das partidas atrapalharam o torneio]“, disse Jorge Otsuka, presidente da confederação de beisebol.
Mas nem tudo foi de forma tão simples como no beisebol.
O boxe foi um dos alvos da Prefeitura do Rio, que passou a cobrar a devolução de todo o material acima de R$ 300.
“Pelo que entendi, o COB até tentou convencer a prefeitura a deixar o equipamento com as confederações. Mas ela disse não e alegou que era exigência da cláusula de convênio firmado com o comitê”, afirmou Luis Claudio Boselli, ex-presidente da CBB, que ainda guarda o ofício da administração municipal cobrando os materiais.
De acordo com Boselli, o material da modalidade consistia em sacos de pancada, luvas e punching ball e acabou doado a academias carentes. E só não foi retirado desses locais, afirma ele, após ameaça de chamar a imprensa para registrar a retomada dos equipamentos. “Eles querem que tudo fique dentro do almoxarifado.”
Problemas semelhantes viveram os saltos ornamentais. Após absorver parte da aparelhagem adquirida para a modalidade no parque aquático Julio Dellamare, a supervisora Alice Kohler diz também ter recebido carta da prefeitura avisando que o material seria retirado.
“Quando tirarem o que eu tenho, só sobrará material velho. A prefeitura não tem escolinha de saltos ornamentais. Não sei onde iriam utilizar isso”, disse.
À época na prefeitura, Cesar Maia dizia desconhecer a cobrança, alegando, porém, que sua administração “investiu R$ 1 bilhão em materiais, funcionamento e estrutura do Pan”.
A atual administração da cidade, na mão de Eduardo Paes, após seguidos contatos da Folha, não quis comentar o caso.
Hoje detentor da maior parte dos equipamentos, o COB diz que só mantém os aparelhos sob sua guarda, alojados em dois depósitos no Rio, “devido ao fato de que algumas confederações não possuem local apropriado para o armazenamento”. E que eles não correm risco de depreciação.
Diretores de entidades ouvidas pela reportagem, porém, contestam, e algumas federações dizem ser muito difícil contar com o equipamento devido à burocracia -teria de se reportar primeiro à confederação, que contataria o comitê.
Outro ponto dissonante entre COB e Ministério do Esporte está relacionado ao apontamento feito pelo TCU de que houve equipamentos que não foram utilizados no Pan, como 31 dardos, 90 varas e o material de proteção usado no taekwondo, que chegaram com a competição já em andamento.
O ministério, que firmou cinco convênios com o COB de 2003 a 2007 para a compra dos materiais, justificou os itens parados pelo fato “de muitos atletas preferirem utilizar seus próprios apetrechos”.
Já o comitê alega que “todo o equipamento comprado para o Rio-2007 foi utilizado, tenha sido para o evento ou para o desenvolvimento do esporte brasileiro”. E ainda que cedeu materiais às suas filiadas por meio de comodato (empréstimo sem ônus, mas que deve ser restituído no tempo combinado).
Ricardo Leyser, secretário- -executivo do Comitê Gestor do governo para a Rio-2016, admite que há disparidade entre o que foi comprado e o que tem sido usado hoje. “A discrepância entre o que adquirimos e o que as confederações receberam existe porque nem tudo foi dirigido pelo COB às confederações, é esse levantamento que estamos fazendo. Se não achamos uma bicicleta ou um barco, temos de encontrar de qualquer jeito, descobrir se está com atleta, confederação…”. Ou nos depósitos do COB.
Todo dia é um Atleta reclamando do mesmo problema.
Um desabafo campeão
Ouça a entrevista com o judoca
O ouro no Pan de 2003, o bronze olímpico em Atenas-2004 e o sucesso do projeto social Reação não foram suficientes para garantir a Flavio Canto o retorno digno de um campeão. Numa situação inédita há 16 anos — e numa temporada em que o ranking mundial já conta pa-ra a Olimpíada de Londres-2012 — o judoca de 33 anos está sem patrocínio. Flavio lamenta, mas aproveita e levanta a bandeira sobre a crise no judô do Rio, que chega silenciosa mas promete muito barulho no tatame.
— Assim como aconteceu com a ginástica, o judô do Rio está passando por uma crise muito grande e vem andando mal das pernas. Todos os atletas de ponta estão tendendo a sair do Rio para São Paulo, para o Sul. Estou preocupado — lamentou o atleta olímpico, citando os problemas financeiros da ginástica do Flamengo.
Segundo o judoca, desde novembro ele está sem apoio financeiro da faculdade Gama Filho, embora ainda treine lá, o que faz há 16 anos.
— Desde os 18 anos isso não acontece comigo — contou Flavio, lembrando, no entanto, que a faculdade
ainda ajuda os atletas da sua ONG com bolsas de estudo.
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Ministro ‘vitamina’ Esporte e área vira feudo do PC do BBy Paulinho |
Os Colégios Eleitorais E A Síndrome dos Pequenos Deuses.
Janeiro 24, 2009
O ex-jogador da seleção brasileira de basquete, Marcos Abdala Leite, o Marquinhos, lançou sua candidatura à Presidência da Confederação Brasileira de Basketball. Suas chances são, senão impossíveis, quase nulas. E por que isso? Por que as entidades que organizam os esportes olímpicos no Brasil ainda vivem sob as amarras de um colégio eleitoral pequeno e, portanto, facilmente controlável. Esse fato, aliado à regra de mandatos indefinidos para seus presidentes, dificultam muito, ou impedem, a alternância de poder.
Por isso, neste momento em que tramita no Senado Federal um projeto de lei que veda reeleições indefinidas para as entidades dirigentes do esporte do Brasil, dever-se-ía encontrar uma fórmula de regulamentar, por lei federal, a ampliação obrigatória dos colégios eleitorais desses mesmos organismos.
Eu, por exemplo, assim como outras pessoas, sou membro eleito do Comitê Olímpico Brasileiro (“COB”) e não tenho, estatutariamente, voto em questões, diríamos, mais delicadas, dentre as quais a eleição presidencial e vice-presidencial.
Outro dia, em uma entrevista a um canal de televisão, o Presidente do COB, que parecia muito nervoso na medida em que se chacoalhava todo, disse que “essa fórmula de limitar as reeleições de mandatos no Brasil já foi testada no passado e não deu certo”. Não deu certo em que? Não deu certo por que? Quando vigia essa lei, os presidentes cumpriam os seus mandatos. Se fossem bons, elegiam seus sucessores e continuavam nas Confederações ajudando na gestão. Se fossem ruins, davam lugar a gente nova. Nada mais democrático. Nesse período, o único presidente de Confederação que ficou no cargo por vinte anos sucessivos, foi o atual chefão do COB que, lastreado em uma liminar que lhe fora concedida e devidamente engavetada, lá permaneceu até que a lei fosse mudada (aliás, esse processo, que, por ser público, tem-se cópia, merece uma discussão qualquer dia desses). Ele, no volleyball, oferecia essa “tese jurídica” a vários presidentes de outras Confederações. Todos recusavam.
Um argumento imbecil que o certas pessoas utilizam hoje em dia, para defender a permanência indefinida no poder, é a de que se o dirigente não ficar muito tempo no seu cargo, não fica conhecido no exterior e, assim, o Brasil nunca terá gente em postos importantes nas Federações Internacionais. Isso não é verdade. Apenas para citar um exemplo, os Estados Unidos promovem uma rotação contínua entre as pessoas que dirigem o esporte naquele País. E nem por isso deixam de ter indivíduos em cargos de relevância nas Federações Internacionais. Este é apenas um exemplo. Há vários. E, de mais a mais, o que deve ser forte e respeitado não é a pessoa que ocupa o cargo. Mas o esporte que representa. E nada impede que o dirigente que larga a sua Confederação, seja cooptado pela Federação Internacional de seu esporte para lá trabalhar, caso tenha prestado bons serviços em seu País.
O próprio Comitê Internacional Olímpico em uma profunda reforma estautária, ampliou o seu colégio eleitoral e impos a limitação de seus próprios mandatos. O colégio eleitoral do CIO deixou de ser composto apenas pelos seus membros natos (escolhidos por ele próprio). Passou a destinar quotas a Atletas, Presidentes de Federações Internacionais e de Comitês Olímpico Nacionais. Hoje, o Brasil possui apenas um membro nato, Dr. João Havelange ( até a morte de Sylvio de Magalhães padilha, o CIO tinha no Brasil dois membros natos. Hoje, um só). O assento no CIO hoje destinado ao atual presidente do COB não é dele pessoalmente (embora ele pense que é). Ele tem assento no CIO em razão da alteração estatutária que houve na entidade e está na quota de presidentes de Comitês Olímpicos Nacionais. Assim, se deixar o COB, sai, imediatamente, do CIO. Isso ele não explicita. E é uma das razões pelas quais ele não quer, de jeito algum, deixar o COB, mesmo sabendo que a sociedade brasileira não mais lhe quer lá.
Se o próprio CIO fez um autocrítica e reformulou seus estatutos, impos limitação de mandatos e ampliou o seu colégio eleitoral, por que o COB também não faz a mesma coisa, seguindo o bom exemplo que vem de fora (e que, inclusive, beneficiou o própiro atual presidente do COB)?
É a síndrome de pequenos deuses, que atacam alguns dirigentes no País e que impede o desenvolvimento do nosso esporte.
O Ministro do Esporte E O Presidente do COB. A Dupla Do Barulho.
Janeiro 23, 2009
O Ministério do Esporte é, na ótica do próprio Governo, conforme já comprovei aqui com fatos e documentos, o pior avaliado da Esplanada. O COB, por sua vez, em toda a sua história, nunca foi tão pessimamente avaliado pelos Atletas, Técnicos e pelo povo em geral. O Ministro Orlando Silva surgiu do nada. O único atributo que tem que lhe levou ao Ministério é ser membro do Partido Comunista do Brasil que, na bacia das barganhas políticas, ficou com essa pasta. Não somente o Ministro, mas a grande maioria de seus assessores mais próximos, não entendem absolutamente nada de esporte. Não têm, nem nunca tiveram estatura para ocupar funções tão importantes. Acabado o mandato, o Ministro e sua trupe voltam para a insignficância de onde vieram, para suas vidas de burocratas, em busca de algum “empregote” público pelo Brasil afora. Entrarão para a história como aqueles que mais mal fizeram ao esporte de base, o esporte social do Brasil. Serão lembrados pelos processos que enfrentam no Ministério Público Federal, no Tribunal de Contas da União Federal e, mais recentemente, na Corregedoria Geral da União, tudo isso publicado, provado e comprovado neste Blog.
O Ministro do Esporte, não sei se de boa, ou má fé, entrou na conversa fiada do presidente do COB. E por meios de Convênios assinados quase que na calada da noite, repassa ao lobby do Rio 2.016 milhões e milhões de dinheiro público, cuja destinação, no exterior, não se sabe exatamente qual é. Não há licitações, como obriga o artigo 4º do Decreto 5.139/2.004 O presidente do COB, enche a bola do Ministro. Diz que nunca ninguém fez tanto pelo esporte como ele. E o Ministro acredita. deve ir dormir pensando que é verdade.
Aliás, o presidente do COB também dizia isso em discursos (estão gravados) para o ex-ministro Rafael Greca de Macedo, que substituiu o Pelé. Greca, junto com o atual Orlando Silva, foram os piores Ministros da pasta de que se têm lembrança. Orlando Silva embananou-se com a tapioca (antes fosse só a tapioca. vejam alguns posts antes como e quanto ele gastou com o cartão corporativo). É cúmplice no superfaturamento de 1000% do Panamenericano do Rio de Janeiro e tem o programa Segundo Tempo recheado de denúncias e acusações que estão sendo apuradas pela CGU. Greca foi o tal que se meteu na história dos bingos, famigerados bingos, jogatina pura e que, ao final, em desgraça, deixou o cargo por isso. Aliado à sua incompetência, a questão da promiscuidade entre Greca e os bingueiros foi a gota d’água que o derrubou.
Por isso, os elogios que o presidente do COB faz a esses “homens públicos” não podem ser levados a sério. É tudo coisa de puxa saco, que quer estar bem com qualquer um, para garantir um espaço ao sol.
Isso não é ser estadista do esporte. Pelo contrário, melhor seria se tivessemos um presidente do COB forte, destemido, que as pessoas respeitassem e não temessem. Que elogiasse quando devesse. Mas que fosse suficientemente corajoso, desprendido, para criticar toda vez que o Ministro do Esporte errasse. O presidente do COB é fraco, por isso não enfrenta adversidades, foge dos debates, tem medo de criticar políticos e não aceita ouvir críticas. Ele não defende o esporte olímpico. Defende apenas o seu cargo, pois é muito mais fácil manter-se lá fazendo média com todos, do que defendendo com unhas e dentes a vontade dos Atletas, hoje, em sua enorme maioria, quase unanimidade, contra ele. Da dinheirama que ele recebe, muito pouco vai para a formação do Atleta. Quase tudo fica no seu próprio Comitê, que parece ter um fim em si mesmo e cuja única função, desde que assumiu o cargo, foi transformar aquela entidade em um órgaõ organizador de eventos e promotor de candidaturas olímpicas fracassadas. Se a filosofia do COB fosse outra, com tanto dinheiro que ele tem recebido do Governo, teria dado para fazer tanta coisa pelo esporte de base — e também pelo alto rendimento — no Brasil. Mas temos um COB incopetente que, também, apesar de toda marolice de “marketing esportivo”, só se mantém com dinheiro do governo. Os patrocínios privados, a exemplo do que ocorre com as nações mais desenvolvidas, são pífios. Então, nem isso eles conseguem ter. Assim, são mais uns que “mamam nas tetas do Governo”.
Se a sociedade e os Atletas pedem uma CMPI no esporte olímpico brasileiro, o COB deveria ser o primeiro a querê-la. Ir de gabinete em gabinete, como comprovadamente fez o presidente, pedindo para não haver CPMI, é macular a imagem do olimpismo do Brasil. Dá a impressão de que se tem algo a esconder. Além de ser um papel ridículo, que não cabe a alguém que, supostamente, comanda o olimpismo no Brasil.
Tipos assim deveriam deixar os cargos que ocupam. Não só no esporte. Mas em todas as atividades. O Brasil está cheio deles. O COB, atualmente, só está preocupado em contar medalhas olímpicas. O COB deveria ter uma função social clara, definida. Com tanto dinheiro público que recebe, é até desumano gastar-se em lobby de candidaturas olímpicas sucessivas, na medida em que nosso povo passa fome, inclusive Atletas de alto rendimento e que somente 12% (doze por cento) das escolas públicas do Brasil têm algum local para se praticar esporte.
O Ministro do Esporte é um coitado que está aproveitando seus aninhos de glória. Daqui a pouco ele volta a outro emprego público regional, sem expressão, cujos estragos para a nação serão menores. Já o presidente do COB, vaidosíssimo, costumava vestir-se com uma máscara e roupa de super-herói. Agora, finalmente, ele está nu. E a mascara caiu e quebrou, de um jeito que não dá para colar.



