O Ministro do Esporte E O Presidente do COB. A Dupla Do Barulho.
Janeiro 23, 2009
O Ministério do Esporte é, na ótica do próprio Governo, conforme já comprovei aqui com fatos e documentos, o pior avaliado da Esplanada. O COB, por sua vez, em toda a sua história, nunca foi tão pessimamente avaliado pelos Atletas, Técnicos e pelo povo em geral. O Ministro Orlando Silva surgiu do nada. O único atributo que tem que lhe levou ao Ministério é ser membro do Partido Comunista do Brasil que, na bacia das barganhas políticas, ficou com essa pasta. Não somente o Ministro, mas a grande maioria de seus assessores mais próximos, não entendem absolutamente nada de esporte. Não têm, nem nunca tiveram estatura para ocupar funções tão importantes. Acabado o mandato, o Ministro e sua trupe voltam para a insignficância de onde vieram, para suas vidas de burocratas, em busca de algum “empregote” público pelo Brasil afora. Entrarão para a história como aqueles que mais mal fizeram ao esporte de base, o esporte social do Brasil. Serão lembrados pelos processos que enfrentam no Ministério Público Federal, no Tribunal de Contas da União Federal e, mais recentemente, na Corregedoria Geral da União, tudo isso publicado, provado e comprovado neste Blog.
O Ministro do Esporte, não sei se de boa, ou má fé, entrou na conversa fiada do presidente do COB. E por meios de Convênios assinados quase que na calada da noite, repassa ao lobby do Rio 2.016 milhões e milhões de dinheiro público, cuja destinação, no exterior, não se sabe exatamente qual é. Não há licitações, como obriga o artigo 4º do Decreto 5.139/2.004 O presidente do COB, enche a bola do Ministro. Diz que nunca ninguém fez tanto pelo esporte como ele. E o Ministro acredita. deve ir dormir pensando que é verdade.
Aliás, o presidente do COB também dizia isso em discursos (estão gravados) para o ex-ministro Rafael Greca de Macedo, que substituiu o Pelé. Greca, junto com o atual Orlando Silva, foram os piores Ministros da pasta de que se têm lembrança. Orlando Silva embananou-se com a tapioca (antes fosse só a tapioca. vejam alguns posts antes como e quanto ele gastou com o cartão corporativo). É cúmplice no superfaturamento de 1000% do Panamenericano do Rio de Janeiro e tem o programa Segundo Tempo recheado de denúncias e acusações que estão sendo apuradas pela CGU. Greca foi o tal que se meteu na história dos bingos, famigerados bingos, jogatina pura e que, ao final, em desgraça, deixou o cargo por isso. Aliado à sua incompetência, a questão da promiscuidade entre Greca e os bingueiros foi a gota d’água que o derrubou.
Por isso, os elogios que o presidente do COB faz a esses “homens públicos” não podem ser levados a sério. É tudo coisa de puxa saco, que quer estar bem com qualquer um, para garantir um espaço ao sol.
Isso não é ser estadista do esporte. Pelo contrário, melhor seria se tivessemos um presidente do COB forte, destemido, que as pessoas respeitassem e não temessem. Que elogiasse quando devesse. Mas que fosse suficientemente corajoso, desprendido, para criticar toda vez que o Ministro do Esporte errasse. O presidente do COB é fraco, por isso não enfrenta adversidades, foge dos debates, tem medo de criticar políticos e não aceita ouvir críticas. Ele não defende o esporte olímpico. Defende apenas o seu cargo, pois é muito mais fácil manter-se lá fazendo média com todos, do que defendendo com unhas e dentes a vontade dos Atletas, hoje, em sua enorme maioria, quase unanimidade, contra ele. Da dinheirama que ele recebe, muito pouco vai para a formação do Atleta. Quase tudo fica no seu próprio Comitê, que parece ter um fim em si mesmo e cuja única função, desde que assumiu o cargo, foi transformar aquela entidade em um órgaõ organizador de eventos e promotor de candidaturas olímpicas fracassadas. Se a filosofia do COB fosse outra, com tanto dinheiro que ele tem recebido do Governo, teria dado para fazer tanta coisa pelo esporte de base — e também pelo alto rendimento — no Brasil. Mas temos um COB incopetente que, também, apesar de toda marolice de “marketing esportivo”, só se mantém com dinheiro do governo. Os patrocínios privados, a exemplo do que ocorre com as nações mais desenvolvidas, são pífios. Então, nem isso eles conseguem ter. Assim, são mais uns que “mamam nas tetas do Governo”.
Se a sociedade e os Atletas pedem uma CMPI no esporte olímpico brasileiro, o COB deveria ser o primeiro a querê-la. Ir de gabinete em gabinete, como comprovadamente fez o presidente, pedindo para não haver CPMI, é macular a imagem do olimpismo do Brasil. Dá a impressão de que se tem algo a esconder. Além de ser um papel ridículo, que não cabe a alguém que, supostamente, comanda o olimpismo no Brasil.
Tipos assim deveriam deixar os cargos que ocupam. Não só no esporte. Mas em todas as atividades. O Brasil está cheio deles. O COB, atualmente, só está preocupado em contar medalhas olímpicas. O COB deveria ter uma função social clara, definida. Com tanto dinheiro público que recebe, é até desumano gastar-se em lobby de candidaturas olímpicas sucessivas, na medida em que nosso povo passa fome, inclusive Atletas de alto rendimento e que somente 12% (doze por cento) das escolas públicas do Brasil têm algum local para se praticar esporte.
O Ministro do Esporte é um coitado que está aproveitando seus aninhos de glória. Daqui a pouco ele volta a outro emprego público regional, sem expressão, cujos estragos para a nação serão menores. Já o presidente do COB, vaidosíssimo, costumava vestir-se com uma máscara e roupa de super-herói. Agora, finalmente, ele está nu. E a mascara caiu e quebrou, de um jeito que não dá para colar.
22/01/09 – 11h21 – Atualizado em 22/01/09 – 12h01
Pai de Jade engrossa coro contra o COB: ‘É uma falta de respeito com os atletas’
César Barbosa diz que clubes deveriam receber verbas da Lei Agnelo/Piva
Jade Barbosa pode ficar sem lugar para treinar
Depois de o presidente Márcio Braga anunciar que o Flamengo não tem mais condições de financiar os esportes olímpicos, o pai da ginasta Jade Barbosa, César Barbosa, reclamou do descaso do Comitê Olímpico Brasileiro com o futuro dos atletas. Ele também apoia a ideia de que os clubes deveriam receber verbas da Lei Agnelo/Piva, que atualmente destina ao COB 2% da arrecadação de loterias federais, para investir mais nos esportes de alto rendimento.
- É uma falta de respeito do Comitê Olímpico Brasileiro com os nossos atletas. A ginástica artística tem crescido nos últimos anos e o COB precisa olhar com mais carinho para esta modalidade. Não podemos ficar com três ginastas de nível internacional, como o Diego, a Jade e a Daniele nessa situação. Todos os outros ginastas do mundo já estão treinando para os Jogos de Londres e, sem incentivo para treinar, eles precisarão correr atrás – afirma.
César também espera que o Flamengo consiga encontrar uma forma de manter a sua filha e os irmãos Diego e Daniele treinando no clube.
- O Flamengo, mesmo com dificuldades, ainda é o clube ideal para os ginastas. Tem espaço, equipamento e tem técnico para suprir as necessidades dos atletas. Só que o Flamengo não tem que bancar tudo sozinho. Qual a motivação que o clube tem para investir nesses atletas se não recebe incentivo? Nenhuma - avalia.
O GLOBOESPORTE.COM entrou em contato com o Comitê Olímpico Brasileiro, mas a entidade informou, através de sua assessoria de imprensa, que não vai se pronunciar sobre o assunto.
21/01/09 – 22h34 – Atualizado em 22/01/09 – 00h13 Fla corta verba e deixa em dúvida a permanência de Jade e irmãos Hypolito Marcio Braga diz que clube continuará poliesportivo, mas não garante ginástica e só assegura basquete e remo Marcio Braga confirma cortes no Flamengo e responsabiliza o Comitê Olímpico Brasileiro O futuro de Jade Barbosa e Diego Hypolito, os dois principais ginastas do Brasil no momento, é incerto. Pelo menos no Flamengo, já que o presidente Marcio Braga disse, nesta quarta-feira, que o clube vai fazer cortes nos esportes olímpicos e manterá apenas o remo e o basquete – o primeiro é uma obrigação assegurada pelo estatuto do clube, enquanto o segundo tem patrocinador. Ou seja, caso o dirigente não recue ou ache uma solução para a crise financeira, Jade, Diego e sua irmã, Daniele Hypolito, não terão seus contratos renovados. Exaltado, Marcio Braga atacou o Comitê Olímpico Brasileiro e garantiu, porém, que o Flamengo vai continuar a investir em outros esportes além do futebol. – Vamos fazer uma modificação ampla. Continuaremos sendo um clube poliesportivo. Nem o presidente do COB (Carlos Arthur Nuzman) vai nos tirar desta direção. Ele (Nuzman) já anunciou que não acredita em clubes formando atletas. Ocorre que nas últimas Olimpíadas, 77% dos atletas brasileiros vieram de clubes. Estes mesmos que não recebem R$ 1 do COB. Por isso, é lógico, que ele não pode acreditar. Mas nós não vamos desistir – disse ele, referindo-se também aos demais clubes. Ele (Nuzman) já anunciou que não acredita em clubes formando atletas. Ocorre que nas últimas Olimpíadas, 77% dos atletas brasileiros vieram de clubes. Estes mesmos que não recebem R$ 1 do COB. Por isso, é lógico, que ele não pode acreditar” Porém, a saída para o clube voltar a investir em outros esportes pode demorar. Flamengo, Fluminense, Vasco, Corinthians, Grêmio Náutico União (RS), Minas, Pinheiros e Sogipa se uniram e estão mirando as verbas da Lei Agnelo/Piva, que atualmente destina ao COB 2% da arrecadação de loterias federais. Por isso, no próximo dia 3, será feita uma reunião na sede do Pinheiros, em São Paulo, para criar o Conselho Nacional de Clubes Formadores de Atletas Olímpicos, quando será estudada a melhor forma de conseguir o dinheiro, se diretamente ou via comitê olímpico. – Nós estamos sem dinheiro, completamente sem dinheiro. Recebi agora a informação de que o governo inglês acaba de destinar uma verba significativa em libras para os clubes da Premier League formarem atletas olímpicos. E aqui não recebemos nada, nem um centavo. Apelos e declarações de amor não salvaram a ginástica de Jade Barbosa e dos irmãos Hypolito O Conselho Nacional terá como comandante o presidente do Minas, Sergio Coelho, e tentará junto ao governo federal 30% da arrecadação da Lei Agnelo/Piva, que no último ciclo olímpico rendeu R$ 288 milhões ao COB. Marcio Braga adiantou que a medida é uma tentativa de salvar os esportes olímpicos da falta de investimentos. Irritado, ele alegou que o direcionamento da verba ao grupo também poderia poupar certos constrangimentos perante a mídia. – Se essa verba chegasse ao Flamengo não veríamos a Jade e outros atletas degradando o clube na imprensa. O Flamengo não abdica desta formação