Durante a semana tentarei contactar mais algumas pessoas chaves que conhecem o panorama olímpico e buscar deles uma opinião recente sobre as Cidades favoritas aos Jogos Olímpicos de 2.016.

Na medida em que me responderem, vou publicá-las aqui.

Estou esta semana inteira em uma cidade litorânea nas cercanias de Recife. No hotel há Professores de Educação Física. Um deles, com quem falei hoje, é Professor da Rede Pública local e, quando possível, nas férias, trabalha em hotéis da região. Perguntei qual é o centro esportivo de base mais próximo da capital pernambucana. Resposta: “Não há nenhum. As escolas mal têm quadras para dar aulas. Se surge um talento, é por conta própria, natural e vai logo para o sul. No Nordeste não há política pública de esporte.”  Nem no Nordeste, nem em lugar algum, disse eu. O que há, são talentos naturais que, quando descobertos, acabam por ter alguma chance a mais.

Eu também perguntei o que ele achava, em face da primeira resposta, do fato de o Ministério do Esporte e do Comitê Olímpico Brasileiro gastarem mais de R$ 100 Milhões em um lobby para tentar levar para o Rio de Janeiro os Jogos Olímpicos de 2.016.

“Mais de R$ 100 milhoes?”, assustou-se o Professor. E continuou: “Um pedacinho disso dava para descobrir muito talento aqui na nossa região. Essa gente não conhece o esporte do Nordeste.”

Mas as pessoas não têm vergonha na cara e continuam insistindo em despejar um dinheiro grandioso em lobby, jantares, presentinhos, salamaleques que, posso assegurar, não vão dar retorno algum ao povo pobre do Brasil.

Esperemos que o TCU, O Ministério Público Federal e o Congresso Nacional, pela instalação da CPMI, dêem um jeito nisso.