MINISTÉRIO DO ESPORTE – ESPORTE
Jornais desta edição:

Clipping eletrônico – PRIMEIRA EDIÇÃO – 05/01/2009

O GLOBO – RJ
CARTAS DOS LEITORES
O prefeito recém-empossado…
Brasília 2016

RIO
Ventania fecha Roda Rio 2016

O ESTADO DE S. PAULO – SP
ECONOMIA & NEGÓCIOS
Galeão ‘é uma porcaria’, afirma secretário do Rio

GAZETA MERCANTIL – SP
COMUNICAÇÃO
Verba de patrocínio esportivo cai em 2009

 


 

MINISTÉRIO DO ESPORTE

O GLOBO – RJ

CARTAS DOS LEITORES

05/01/2009

 

O prefeito recém-empossado…

O prefeito recém-empossado declarou que o momento exige cautela nos gastos públicos, uma vez que não se sabe como a cidade será atingida pela crise internacional. Será que, nessa contenção de gastos, incluem-se os projetos Rio 2016 e Rio como sede da final da Copa de 2014? O prefeito disse, com relação às Olimpíadas de 2016, que, “se conseguirmos, a cidade verá avanços muito importantes”.

Dá a entender que avanços só ocorrerão se a cidade ganhar a disputa. Como nossas adversárias são muito mais fortes, é bem provável que o Rio não seja escolhido. O que ocorrerá se não ganharmos? Como ficam os projetos para a recuperação da cidade?
ANTÔNIO SÉRGIO CAVALCANTE DA CUNHA (por e-mail, 3/1), Rio

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MINISTÉRIO DO ESPORTE

O GLOBO – RJ

CARTAS DOS LEITORES

05/01/2009

 

Brasília 2016

Brasília, sede (ou sede?) de poder, reúne todas as condições para sediar as Olimpíadas de 2016. Nas modalidades gasto do dinheiro público e satisfação de poder é hors concours. Testemunham a favor da candidatura os 18 luxuosos Ômega CD com assentos de couro adquiridos pelo STJ a R$ 113 mil cada. É isso que faz dos poderes tão fortes concorrentes.
SEBASTIÃO LAÉRCIO MACHADO (por e-mail, 3/1), Rio

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MINISTÉRIO DO ESPORTE

O GLOBO – RJ

RIO

05/01/2009

 

Ventania fecha Roda Rio 2016
Chegada de frente fria atrapalha lazer dos cariocas

O vento forte e o céu nublado pegaram de surpresa, ontem, cariocas e turistas que esperavam acordar numa manhã ensolarada e aproveitar para conhecer a Roda Rio 2016, instalada no Forte de Copacabana. A atração ficou fechada a maior parte do dia por conta das rajadas de vento, que chegaram a até 77 quilômetros por hora em Copacabana.

De acordo com os organizadores da roda-gigante, embora o equipamento suporte rajadas de até 140 quilômetros por hora, a atividade será interrompida a cada vez que os ventos excederem 50 quilômetros por hora por causa da sensação de desconforto.

Os ventos fortes foram causados pela chegada de uma frente fria ao Rio, que provocou chuva em diversos pontos da cidade. Na Zona Sul, o dia amanheceu com chuva fina e a temperatura ficou entre 22 graus e 31 graus.

Na orla, pouca gente se aventurou a caminhar pelos calçadão. No Leblon e em Ipanema, o vento forte levou areia até a ciclovia e as pistas de rolamento das avenidas Delfim Moreira e Vieira Souto. Vinte e um garis e duas varredeiras foram deslocados para fazer a limpeza do local.

A temperatura máxima registrada foi de 28,6 graus, na Praça Mauá. A mínima foi de 22,1 graus, em Santa Cruz. A previsão para hoje é de que o céu permaneça nublado. Segundo o Climatempo, a frente fria está associada a um ciclone extratropical no litoral do Sudeste e forma nuvens carregadas desde o Rio de Janeiro até o oeste do Amazonas. Hoje, o tempo ainda fica encoberto com chuva fraca e moderada.

A temperatura cai e faz mais frio que o normal para esta época do ano. De acordo com os meteorologistas, a partir de quarta-feira o tempo abre e a temperatura sobe.

Por causa do mau tempo, quem curtia o feriado prolongado fora do Rio, antecipou a volta para a cidade, deixando o trânsito bastante intenso em todas as estradas de acesso ao Rio.

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MINISTÉRIO DO ESPORTE

O ESTADO DE S. PAULO – SP

ECONOMIA & NEGÓCIOS

05/01/2009

 

Galeão ‘é uma porcaria’, afirma secretário do Rio

Christiane Samarco
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Serviços do Estado do Rio, Júlio Bueno, confirmou que a Fraport (empresa privada da Alemanha), a Aéroports de Paris e várias empresas espanholas estão interessadas na privatização do aeroporto Galeão.

“Todo mundo que opera aeroporto quer participar do processo licitatório”, disse, contestando que exista pré-acordo para privilegiar uma empresa estrangeira.

Segundo ele, o interesse do governo na privatização tem pelo menos três razões concretas: “Primeiro, como diz o governador, o aeroporto do Galeão é, há anos, pior do que uma rodoviária de quinta categoria. Segundo, porque o Brasil quer sediar a Copa de 2014. Além disso, temos o desafio da nossa candidatura à sede das olimpíadas de 2016 e a pior nota que tivemos foi a do Galeão”.

Bueno insiste que há dez anos o Galeão é estatal e, há dez anos, “é uma porcaria”. O governo do Rio está convencido de que a única forma de melhorar o aeroporto é a concessão.

 

MINISTÉRIO DO ESPORTE

O ESTADO DO MARANHÃO – MA

POLÍTICA

05/01/2009

 

Auditores detectam irregularidades

Em uma fiscalização realizada pela Controladoria Geral da União (CGU) na Prefeitura de Urbano Santos, foi constatado que o colégio Nossa Senhora de Fátima, situado no povoado São Felipe, recebeu recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) sem estar em funcionamento. A CGU constatou que 23 alunos foram supostamente matriculados.

A Prefeitura informou que a escola não funcionou e que os recursos foram remanejados para outras unidades municipais sem prejuízo ao programa. O prefeito de Urbano Santos, Aldenir Santos (PF), foi preso e indiciado pelo PF durante as investigações da Operação Rapina. Ele foi reeleito para administrar o município.

Em Bacabal, foi detectada ilegalidades em licitação de um programa do Ministério dos Esportes. A empresa contratada era estranha ao processo licitatório. Em Fortaleza dos Nogueiras, os auditores da CGU não localizaram a empresa vencedora de uma licitação para um projeto também do Ministério dos Esportes.

No município de Nina Rodrigues, os auditores identificaram dezenas de processos licitatórios montados. Segundo a CGU, um dos processos traz na parte inicial a indicação de que a Comissão Permanente de Licitação é da Prefeitura de Sucupira do Norte, além de haver erro no CNPJ da Prefeitura de Nina Rodrigues que está no cabeçalho do protocolo, já que consta 01.124.480/0001-51, quando o correto é 06.124.480/0001-51.

Além disso, o Parecer nº 024/05 exarado pela CPL traz em seu cabeçalho a indicação da Prefeitura de São Domingos do Azeitão, incluindo o CNPJ do município, ao invés dos dados de Nina Rodrigues. A prefeita do município Iara Quaresma (PDT), também presa na Rapina, foi reeleita pela coligação “Nina Rodrigues no Caminho Certo”.

No município de Dom Pedro, os fiscais da CGU descobriram que foram pagas diárias com recursos do Fundef para fornecedor da Prefeitura, servidores do Centro Federal de Ensino Tecnológico (Cefet), da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), técnico da Federação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura do Maranhão (Fetaema) e uma pessoa ligada a uma emissora de TV.

Ainda em Dom Pedro, a fiscalização descobriu um prejuízo de R$ 822,5 mil aos cofres públicos. A Prefeitura incluiu nas prestações de contas do Fundef relativas a 2006 folhas de pagamento com salários superiores aos efetivamente pagos aos servidores da rede municipal de ensino. O pagamento com valores maiores teriam sido feitos de janeiro a dezembro de 2006, inclusive o 13% salário.

Em Jenipapo dos Vieira, foram verificados desvios na substituição de beneficiários de um programa de habitação. Já em Alto Alegre do Pindaré, a fiscalização da CGU constatou o uso de notas fiscais falsas para a comprovação de despesas, com prejuízo aos cofres públicos estimado em R$ 783,3 mil. Os auditores descobriram que, na prestação de contas do Fundef, de janeiro a dezembro de 2006, das 40 notas fiscais apresentadas, 23 são fraudulentas.

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MINISTÉRIO DO ESPORTE

ESTADO DE MINAS – MG

EDITORIAL

05/01/2009

 

Incentivo ao esporte
Petrobras foi a única das estatais que já se beneficiou da lei regulamentada em 2007

Atentas à possibilidade de obter benefício fiscal, empresas estatais, maiores financiadoras do esporte nacional – exceto futebol –, pretendem dar prioridade a investimentos em projetos atrelados à lei de incentivo em 2009. Cada empresa pode deduzir até 1% do seu Imposto de Renda com investimentos em esportes. Juntas, Petrobras, Banco do Brasil, Eletrobrás, Caixa Econômica Federal, Correios e Infraero injetaram no último ciclo olímpico quase R$ 536 milhões, mais que duas vezes o valor da Lei Piva. Pelo menos quatro dessas empresas pretendem priorizar projetos que lhes garantam a dedução fiscal. Segundo Manoel Luiz Oliveira, presidente da Confederação Brasileira de Handebol (CBH), o patrocínio da Petrobras à entidade (R$ 2,8 milhões) deve sofrer redução de 20% a 30% este ano. Para igualar o valor do aporte recebido em 2008, a solução seria utilizar a lei de incentivo fiscal.

A Petrobras foi a única das estatais que já se beneficiou da lei regulamentada em 2007. Este instrumento foi usado pela empresa para liberar R$ 26 milhões para a preparação da delegação brasileira para Pequim’2008. No fim do ano, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) apresentou ao menos cinco projetos à estatal, que somam mais de R$ 37 milhões a serem captados por meio da lei de incentivo. A CEF, patrocinadora oficial das confederações paraolímpica, de ginástica, de atletismo e de lutas associadas, pretende seguir na mesma linha da Petrobras a partir deste ano. “Já foi solicitado que confederações apresentassem projetos ao Ministério do Esporte”, afirma Pedro Paulo Moreno, gerente de marketing esportivo da Caixa. Segundo ele, a ideia é usar a lei de incentivo como parte dos patrocínios. Por sua vez, Banco do Brasil e Correios ainda não instaram seus patrocinados a criar projetos via lei de incentivo. Admitem, contudo, que, caso alguma confederação os apresente, terá prioridade para renovar contrato. “Como a lei é muito nova, não tivemos como adequá-la ainda aos patrocínios que fazemos. Mas temos um grupo de estudo para ver como isso será feito em 2009”, diz Francisco de Assis Nascimento, gerente corporativo de patrocínio dos Correios, que prefere os projetos que garantam a isenção fiscal.

O esporte, em todas as suas modalidades, carece de muita atenção do poder público, em todas as suas instâncias. Mas é preciso que os 5,5 mil municípios trabalhem efetivamente nesse sentido. O dinheiro das estatais é do povo e precisa ser muito bem empregado nessas operações de incentivo. Patrocinar a ida de delegações aos Jogos Pan-Americanos, às Olimpíadas e a torneios e campeonatos mundiais é importante, mas, se entre um evento e outro, os atletas não estiverem recebendo o mesmo apoio, não há como o Brasil se impor nas competições de maior competitividade internacional. O custeio do dia-a-dia dos competidores é primordial para sua preparação continuada.

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Não conheço J. Hawilla, o dono da Traffic. Não sei se ele é bom, ruim, competente. Apenas sei aquilo que a imprensa publica. J. Hawilla é dono de uma empresa cujo negócio e deter, por si própria, ou por fundos específicos, direitos econômicos de jogadores de futebol. Em linguagem mais simples, ele compra e vende jogadores de futebol e tem atividade intensa junto aos Clubes. Tem no esporte o seu sustento.

O Ministro do Esporte nomeou J. Hawilla, o dono da Traffic, para compor o Conselho Nacional de Esportes, órgão que, em tese, deveria propor ao Ministro idéias gerais sobre a administração do esporte, destinação de recursos da pasta, enfim, ser um órgão consultivo. Na prática mesmo, embora o Conselho tenha alguns nomes bons, o resultado de suas atividades têm sido zero. Mas o fato é que esse Conselho existe e, se seguida a lei, pode influenciar nos rumos do Ministério.

É evidente que o dono da Traffic, por melhor empresário que possa ser, por conta da sua atividade profissional, não pode assumir um cargo nesse Conselho. Há claro conflito de interesses.  À mulher de César não basta ser honesta. Tem que parecer honesta. Hawilla acumulará o cargo de Diretor Presidente da Traffic, ao mesmo tempo em que ocupará um assento nesse Conselho.

Minha opinião é a de que esse assunto deveria ser analisado pelo Conselho de Ética da União.

Wadson Ribeiro dá uma declaração cretina, de dar pena. Diz ele: “Se a indicação de J. Hawilla para o conselho gerar conflito, vai ser bom para todos nós porque ele vai gerar um debate de idéias” . Vide reportagem da Folha de São Paulo de 06 de janeiro de 2.009, de Ricardo Perrone e Giuliana Biancconi.

O debate de idéias deveria se dar em virtude de posições isentas, contraditórias, erigidas pelos membros do Conselho. A polêmica que a indicação de J. Hawilla cria é, justamente, aquela que o governo deveria esforçar-se para vê-la longe, qual seja, a do puro conflito de interesses. Do uso da coisa pública em benefícios privados individuais, não coletivos.

Ou Ministro do Esporte é um ingênuo, ou é mesmo mulher de malandro, daquelas que gostam de apanhar. Fazendo assim, como ele tem feito, vai continuar tomando paulada atrás de paulada.

O Esporte quis tanto um Ministério próprio, ao longo dos anos. Mas as experiências seguidas têm sido tão ruins, que atrevo-me a dizer que na época do SEED/MEC, em que havia uma Secretaria de Esportes e Educação Física vinculada ao Ministério da Educação, a coisa funcionava melhor.

O Ministério do Esporte de hoje em dia, só tem servido para atender momentos de conveniência política.