Torcida contra. Cartola brasileiro com trânsito no Comitê Olímpico Internacional diz que no departamento de marketing da entidade a candidatura do Rio aos Jogos-2016 não é vista como um bom negócio. A cidade brasileira seria a menos atraente para investidores.

Matemática. Para justificar o aumento com as despesas do Pan do Rio de R$ 277 milhões para R$ 1 bilhão, o prefeito Cesar Maia alega que o município teve de arcar, sozinho, entre 2002 e 2006, com as obras de infra-estrutura. Reclama que o governo federal demorou demais para pôr dinheiro na competição.

E o resto?. Pelo cálculo do prefeito do Rio, o governo Lula colocou R$ 800 milhões no Pan. Somados com os gastos de prefeitura, a conta é de R$ 1,8 bilhão. Maia, porém, não explica quem gastou os outros R$ 1,9 bilhão. Ao todo, o Pan consumiu R$ 3,7 bilhões.

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Colaborou ADALBERTO LEISTER FILHO, da Reportagem Local

O médico que cuida da Atleta brasileira diz que a lesão de Jade Barbosa, a grande promessa da ginástica brasileira, pode ser irreversível. Isto quer dizer que ela teria que, prematuramente, parar de competir no alto rendimento. O médico fala, também, que para salvar sua carreira, talvez Jade tivesse que deixar o Brasil e procurar socorro em outras plagas. O Brasil possui excelentes médicos e fisioterapeutas. Mas quem sou eu para desdizer o médico que está tratando da Atleta que deve ter razões sólidas para seu argumento?

Seja no Brasil, ou fora dele, o mais importante é que Jade possa recuperar-se. Ainda que não para praticar ginástica em alto rendimento, que seja para não carregar, para sempre, uma lesão física que lhe pode ser muito doída.

Também há de se investigar, profundamente, o que levou essa promissora adolescente a ter esse tipo de lesão. De quem é a culpa? Dela, Jade, certamente não é. Eu já escrevi neste Blog que, conforme mostrou a ESPN Brasil, a ginástica tinha virado caso de polícia. E Jade é um exemplo concreto disso. Um caso de polícia. Sua contusão pode ser resultado de vários fatores, imperícia dos técnicos e dos médicos que acompanharam seu treinamento, negligência médica e até mesmo omissão de socorro, todos crimes devidamente capitulados no Código Penal Brasileiro.

O que o Comitê Olímpico Brasileiro tem a ver com isso? Tudo. Pelas matérias publicadas na imprensa, pelas declarações da Jade, do pai dela e dos próprios treinadores, a Atleta foi levada à exaustão “para poder competir em Pequim”. Jade não tinha escolha, ou treinava, ou treinava, mesmo com dores insuportáveis. Afinal, era a esperança de medalha na China. E, como disseram as Atletas, “tomavam antinflamatórios como balas.” (essa frase está gravada)

Tudo deu errado na ginástica do Brasil. Basta ver o documentáriop da ESPN Brasil para notar que os erros estão na origem, nessa coisa de seleção permanente, em que os Atletas são tratados como se estivessem, quase, em um campo de concentração. Dessa forma autoritária de impor disciplina rígida a quase crianças. Teve muito dirigente, médico, técnico. Mas faltou psicológa para ensinar a eles todos como tratar com aquelas meninas.

Quando Jade foi à Pequin, foi Atleta convocada pelo Comitê Olímpico Brasileiro. A obrigação da equipe médica do COB teria sido a de avaliá-la fisicamente e, se fosse o caso (o que parece que era), impedí-la de competir para preservar sua saúde, que é muito mais importante do que uma medalha.

Eu gostaría de saber se a equipe médica do Comitê Olímpico Brasileiro, ao convocá-la para os Jogos Olímpícos, avaliou as condições físicas da Jade Barbosa. Se não o fez, por quê? E se o fez, quais foram os resultados da análise?

O que não dá é para o Comitê ficar mudo, como se nada tivesse com a história. Tivesse Jade ganho medalha, estariam lá os  “Papagaios de Pirata de Plantão” a posar ao seu lado. Conheço o esporte. Também fui Atlleta. Vivo no meio deles. Posso garantir que a presença de pessoas ao lado de Jade, neste momento, é muito mais importante do que seria se ela tivesse galgado algum degrau do pódium olímpico.

E tem mais: Quem vai pagar o tratamento de Jade? E quem vai lhe pagar uma indenização, moral e material se ela realmente tiver que parar de competir?

O caso Jade não é somente de polícia. É de Justiça Cível também.

Boa sorte, campeã!

Novo exame constata lesão gravíssima no punho direito da ginasta Jade Barbosa

Provavelmente, atleta terá que sair do país continuar com seu tratamento

GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

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Nos Jogos Olímpicos de Pequim, Jade Barbosa já competiu com uma proteção no punho direito

Jade Barbosa foi submetida a um novo exame no punho direito. O resultado, divulgado no site oficial da atleta na noite deste sábado, caracterizou como gravíssima a lesão da ginasta. O médico que acompanha a atleta, Ricardo Laranjeira, informou que clinicamente houve melhora, mas radiologicamente o estado é muito crítico.

 

Diante da gravidade, o caso será revisto por uma equipe médica dos Estados Unidos, estudado em congressos e clínicas de medicina e, provavelmente, Jade terá que sair do país para dar continuidade ao seu tratamento.

 

Entenda aqui o caso de Jade:

 

 

No início do ano, durante os treinos, Jade sofreu uma lesão no punho direito. Em abril, ainda em recuperação, a ginasta participou da etapa de Cottbus da Copa do Mundo para avaliar se a dor ainda atrapalhava seu desempenho. Tudo parecia bem. A atleta conquistou duas medalhas de prata, voltou a estar presente nos eventos de alto nível e teve um bom desempenho nas competições no primeiro semestre . Para os Jogos Olímpicos de Pequim, Jade era esperança de medalha. No entanto, ficou fora do pódio. No retorno ao Brasil, César Barbosa, pai da atleta, revelou que a ginasta competiu no sacrifício e criticou a Confederação Brasileira de Ginástica, alegando que a entidade foi negligente.

- Quem assistia aos treinos da Jade antes das Olimpíadas sabia que ela não iria bem em Pequim. Ela sente muitas dores e está com pouca flexibilidade. Se a Jade não estava conseguindo fazer os exercícios nos treinos, estava claro que ela não conquistaria um bom resultado em Pequim. Ela foi muito sacrificada. Vamos fazer uma ressonância para ver se o local está fissurado, se calcificou errado. Tem um caroço em cima do punho dela – revela o pai da ginasta, César Barbosa. 

 

Em setembro, Jade fez uma bateria de exames para constatar a realidade do problema. O resultado foi de uma grave lesão no punho direito, que teria o desgaste correspondente à idade óssea de uma pessoa de 50 anos. Mesmo com o osso poroso, a atleta não mostrou intenção de fazer uma intervenção cirúrgica e voltou aos treinos no Flamengo. Em princípio, foi divulgado que ela faria fisioterapia e tomaria remédios. Ainda na época, avaliada brevemente pelo médico do clube rubro-negro, José Luiz Runco, a ginasta foi encaminhada para um especialista em ortopedia de punhos. Porém, o médico afirmou que Jade marcou uma consulta em sua clínica, mas não compareceu.

 

 

No mesmo mês, a CBG se defendeu das acusações de César e garantiu que a ginasta estava em boas condições para competir em Pequim. Ela foi levada ao ortopedista Ricardo Laranjeira, que constatou uma necrose no capitato, um pequeno osso que fica no meio da mão, que segundo o médico é causado por movimentos repetitivos. Porém, de acordo com Mário Namba, médico da CBG, ela estava tendo os cuidados adequados e teve um período de treinos normal. Ele contou que o quadro doloroso no punho teve um tratamento conservador, com fisioterapia, que permitia que Jade desempenhasse a função. Namba ainda afirmou que se Jade não estivesse treinando, não teria competido.

- Em momento algum esta lesão foi um problema que não foi divulgado. Nós temos várias declarações da Jade, principalmente depois da competição de Cottbus (Alemanha), onde ela diz que o problema que teve no punho melhorou muito e não estava sentindo mais nenhum problema – disse a supervisora da seleção, Eliane Martins.

Cheguei há pouco no Rio de Janeiro. Ao deixar São Paulo, vemos nas marginais aquelas favelas terríveis, que proporcionam aos seus habitantes uma condição de vida sub-humana e que, em grande parte, causa a violência urbana nas grandes Cidades. Ao chegar ao Rio, também vemos favelas e cortiços no caminho que nos traz à Zona Sul, como igualmente observamos velhos e crianças morando em baixo de pontes e viadutos.

Será que precisa ser muuuuito inteligente para saber que, enquanto nosso País tiver uma população enorme de desabrigados, seá um escândalo pleitear Jogos Olímpicos no Brasil, seja lá em que Cidade for.

É uma insensibilidade dessa gente despejar milhões e milhões de dinheiro público em candidaturas fadadas ao fracasso, enquanto que esse dinheiro poderia estar sendo investido em questões sociais.

Como eu disse no Senado Federal e repito aqui, Enquanto não formos campeões em saúde, educação, moradia, transporte, segurança, saneamento básico, obras de infra-estrutura, alimentação e outros, nunca seremos Olímpicos.

Só não vê isso quem não quer.

Um grande NÃO à essa gastança olímpica do Brasil! Gente insensível!

Os escândalos do esporte brasileiro já circulam no exterior. O mais recente imbrolio que refletiu na comunidade olímpica estrangeira é a ação que a Cidade do Rio de Janeiro move contra o Co-Rio, a brig pelo dinheiro do Pan-Americano. Eu recebi um e-mail, em francês, de um dirigente olímpico, cuja tradução livre diz o seguinte: “A Candidatura do Rio de Janeiro virou uma fria tão grande que acho mais válido tentar os Jogos de Inverno”.

MPF/DF recomenda suspensão de repasse em convênio do programa Segundo Tempo

Investigações apontam irregularidades em licitação e indícios de superfaturamento.

O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) enviou recomendação ao Ministério do Esporte para suspender o repasse de verbas públicas à Igreja Batista Gera Vida, responsável por implantar 25 núcleos de esporte do programa Segundo Tempo. O MPF aponta irregularidades na execução do convênio e requisita investigações sobre suspeitas de superfaturamento.

O programa visa democratizar o acesso à prática esportiva, por meio de atividades desenvolvidas no contra-turno escolar. O convênio entre a igreja e o Ministério do Esporte foi firmado em 2006 com o objetivo de atender cinco mil crianças e adolescentes matriculados na rede pública de ensino médio e fundamental no Distrito Federal.

De acordo com o MPF, houve irregularidades no pregão realizado pela igreja para a compra de kits de lanche para os alunos. Duas empresas participaram da licitação – Italian Alimentos e Panificadora Mega Pão, que venceu o certame com a proposta de 75 centavos por kit. Dois dias depois do resultado, porém, a empresa solicitou reajuste de 25% em relação aos valores da proposta inicial.

Em função disso, a igreja aumentou a quantidade dos alimentos contidos no kit quando, na verdade, segundo o procurador da República Rômulo Moreira, deveria ter realizado uma nova licitação.

“Tudo indica que o licitante ofertou proposta contendo preço inexeqüível, com o propósito de prejudicar a outra participante do certame, obtendo êxito em sua manobra com aquiescência da Igreja Batista Gera Vida Internacional”, afirma o procurador.

Além da falta de competitividade na licitação, as investigações apontam indícios de superfaturamento e desvio de verbas. O valor total do convênio é de cerca de 1,2 milhão de reais.

Na recomendação, o MPF pede a suspensão dos repasses e requisita a realização de uma análise técnica por servidores do Ministério do Esporte para apurar a ocorrência de eventual superfaturamento nos preços praticados pela Panificadora Mega Pão.

O Ministério do Esporte tem dez dias para se manifestar.

Paula Amaral
Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República no Distrito Federal
Tel: (61) 3313-5459/5460
E-mail: ascom@prdf.mpf.gov.br

A pedido da Jornalista Deborah Ribeiro, altero caput desse post, na medida em que, corretamente, ela diz não ser de sua autoria o texto abaixo. Mas, apenas, uma reprodução da belíssima matéria do Eduardo Ohata, da Folha de São Paulo, cuja luta pela transparência no esporte oíimpico brasileiro vem sendo incansável.

Também ressalto que, a pedido da mesma Jornalista, apesar de os logotipos do COB, da AON Seguros (corretora do COB em várias ocasiões) e outros figurarem em seu cebeçalho, tais entidades não são patrocinadoras do website coordenado por ela. A Jornalista diz que o simples fato de tais logotipos aparecerem no sítio, não comprova qualquer vínculo econômico. Os logotipos inseridos ali não representam patrocínio ao sítio.

Para quem quiser conferir, aí vai mais um website sobre esporte, cujo endereço é www.sportmarketing.com.br .

Todas as opiniões são válidas e o importante será sempre continuar debatendo. Abaixo, nos comentários, publicarei, democraticamente,  os e-mails que, hoje, troquei com a Deborah.

Prezada Deborah, realmente espero que o cabeçalho equivocado, atribuindo-lhe um magnífico texto do Eduardo Ohata a Você, embora reproduzido no seu sítio, não lhe tenha causado problemas, ou mal estar, com o pessoalzinho do COB. Como eu sei que eles acessam este Blog com frequência, qualquer coisa, peça a eles para verificarem as correções aqui inseridas e a nossa democrática troca de e-mails havida hoje.

Aliás, se Você vir alguns posts abaixo, eu já havia publicado a mesma matéria com crédito à Folha de São Paulo, cujo pessoal do esporte vêm fazendo, cada vez mais, um trabalho independente e muito importante para esclarecer as questões do esporte olímpico no Brasil.

A Você, parabéns da mesma forma pelo seu sítio pelo bom gosto de republicar reportagens importantíssimas, como essa da Folha de São Paulo. O importante, Deborah, é que o esporte seja debatido sempre e que Você nunca deixe de expor suas idéias, É à partir de ações como essa que algum dia,  atingiremos aquilo que no fundo, eu, Você e tanta gente quer.

Obs.: Aceito as explicações da Deborah, respeito-a como jornalista e as reproduzo aqui, como gentilmente me foi solicitado. Mas, por uma questão meramente de princípios, eu, pessoalmente, nunca colocarei logotipos de ninguém no meub Blog, ainda que de graça e ainda mais de empresas ligadas ao esporte. Cada um faz como quer. Por isso o Brasil é hoje democrático.

Fonte: http://www.sportmarketing.com.br/2008/12/as-contas-do-pan-2007-vo-parar-na.html

As contas do Pan 2007 vão parar na Justiça
23/12/2008

A prefeitura reivindica do Comitê Organizador dos Jogos Pan-americanos 2007 – Co-Rio, o pagamento de R$ 8 milhões referente a despesas extras bancadas pelos cofres municipais para garantir a realização do evento. Apenas a prefeitura gastou cerca de R$ 1,4 bilhão. Em nota, o Co-Rio negou responsabilidade em relação à cobrança da prefeitura. A entidade de direito privado, presidida por Carlos Arthur Nuzman, que também comanda o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), o Co-Rio informou que, de acordo com apuração dos balanços e demonstrativos de resultados, a entidade é credora do município. O Comitê alega que ainda aguarda o pagamento de convênios firmados com a prefeitura por ocasião dos jogos. Autorizada pelo prefeito Cesar Maia, que deixará o cargo no próximo dia 31, a Controladoria-Geral do Município vai incluir o Co-Rio na dívida ativa. “Há um contrato com obrigações, direitos e deveres. Neste contrato, a prefeitura tem direitos. Chegamos a um saldo de R$ 13 milhões. O Co-Rio recalculou e passou para R$ 8 milhões. Aceitamos, mas não pagaram. A prefeitura tem obrigação de inscrever em dívida ativa” – explicou Maia, que ainda ironizou a nota da entidade. “Para quem aplicou R$ 1,4 bilhão, só rindo”- disse. No total, os governos federal, estadual e municipal repassaram R$ 3,7 bilhões para garantirem a realização do Pan. O estouro foi de 793,72% a mais do que o previsto em 2002, quando a cidade ganhou o direito de sediar a competição, quando os governos registraram que gastariam apenas R$ 414 milhões. O principal pagador dos Jogos foi o governo federal, que gastou R$ 1,8 bilhão. Pelo orçamento inicial, a União não desembolsaria nem sequer 8% disso R$ 140 milhões. A prefeitura é a primeira entre os entes governamentais a cobrar na Justiça uma dívida deixada pelos organizadores dos Jogos cariocas. O Co-Rio não informou o valor do seu crédito junto ao município no comunicado. Cesar Maia admitiu que a bilionária conta do Pan atrapalhou os últimos anos de mandato. Em entrevista à Folha de S.Paulo, no domingo, disse: “Do ponto de vista da ação do governo, foi o elemento de desintegração da imagem”. Ele diz ter sido obrigado a deslocar os investimentos para bancar o evento. “Perdemos qualidade, o que permitiu que a crítica ao governo, injusta, fosse absolutamente certa. A imagem ruim estava construída”. O presidente do Co-Rio, Carlos Arthur Nuzman, não fez comentários.

Da redação do Sport Marketing
POSTADO POR NEW GAP PRODUCTIONS – SOLUÇÕES EM MÍDIA ÀS 09:40 AM