1 – CONSTITUIÇÃO – Dever do estado, além de declará-la um direito individual.  Art. 217 – Inciso II – A Destinação de recursos públicos para a promoção prioritária do desporto educacional e, em casos específicos, para a do desporto de alto rendimento.

FALHA – A- Não está destinada prioritariamente para o desporto educacional, pois temos 50% das escolas públicas sem instalação esportiva – das 200 mil existentes.

B – Não está regulamentado os casos específicos

 

2 – LEI PELÉ – o Artigo 2º. Não é cumprido nos itens III, IV e V  e XII.

O artigo 11 – item II prevê que o CNE deve oferecer subsídios técnicos à elaboração do Plano Nacional do Desporto (que não existe)  e no item IV – propor prioridades para o plano de aplicação de recursos do Ministério do Esporte – que não foi feito.

Não está claro que o ME deve fazer o Plano, mas para mim esta é a principal omissão e responsável por todos os desmandos, pois não estabelece prioridades e metas.

3 – SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA PRESIDENCIA DA REPUBLICA – É responsável pelo Plano de Comunicação do Governo, estabelecendo suas políticas e diretrizes, e consolidando a agenda das ações prioritárias para levar informação a sociedade. É RESPONSÁVEL, AINDA, PELA COORDENAÇÃO, NORMATIZAÇÃO, SUPERVISÃO E CONTROLE DA PUBLICIDADE E DE PATROCÍNIOS DOS ORGÃOS SOB CONTROLE DA UNIÃO.

Não existe Plano, não controla e não supervisiona os patrocínios!

Em 2007 houve uma redução em 24% dos gastos publicitários (Folha de SP – 25/11/2007), mas algumas modalidades fracassadas tiveram aumento – Como o Basquete que dobrou.

A Petrobrás mudou os critérios ao sabor dos ventos. Agora simplesmente disse que os projetos de incentivos eram ruins e apesar de poder dar até R$ 80 milhões para os esportes, não deu nada.  Lucro líquido de aproximadamente R$ 26 Bilhões até 30 de setembro de 2008.

O Futebol Italiano distribui seus recursos: 40% em partes iguais, 30% de acordo com classificação dos clubes na Séria A, 30% dividido pela média de público. Deveria ser algo semelhante com a Lei Agnelo Piva.

Finalmente outra caixa preta – R$ 46 milhões em consultoria – com ênfase na organização do PAN Rio 2007 e Jogos Olímpicos 2016 (Folha de SP – 5/11/2008) – Porque não se usa parte destes recursos para termos o Plano Nacional do Desporto.

Onde estão estes contratos?  Por baixo seriam mais de 460.000 horas de consultoria a R$ 100 a hora.  Cade os relatórios?

Onde estão os contratos das estatais com as confederações?

 A falta do cumprimento da Constituição e de Planos (do Ministério do Esporte e da SECOM) leva a uma brutal concentração dos recursos públicos em 6 modalidades, que levam em torno de 80-90% dos recursos públicos da União. As outras 21 Olímpicas ficam com as migalhas, sendo cobradas pelos filiados, pela mídia e pela opinião pública.  

Isto leva a uma falta de competição, pois os esportes da parte Bélgica tem maior poder de barganha junto aos órgãos estaduais e municipais. Chegam com a Globo a tiracolo e conseguem quase dobrar as suas verbas federais, com outros recursos públicos e também privados.

A Lei Agnelo/Piva só fez acentuar a injustiça, com critérios absolutamente empíricos.

A nova Lei de Incentivos Fiscais Federal faz a mesma coisa.

Depoimentos de atletas: Fabiana Murer – Dinheiro não falta! Bernardinho ganhar R$ 50 mil por mês – foi aumentado recentemente – recebe mais que a maioria das entidades esportivas de direção nacional.

 

 

 

 

30/12/2008 – 10h32

Jade vai à Justiça contra a CBG e cogita abandonar a seleção

Do UOL Esporte
Em São Paulo
A desavença entre Jade Barbosa e a Confederação Brasileira de Ginástica é cada vez maior. Enquanto a recuperação do punho lesionado não evolui, a família da ginasta confirma que vai entrar na Justiça para cobrar da CBG o dinheiro gasto no tratamento, e ainda dá a entender que a atleta pode abandonar a seleção brasileira.

Caio Guatelli/Folha Imagem

Jade em Pequim: lesão cobrada na Justiça
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A madrasta de Jade, Elisete Chagas, declarou ao jornalO Globo desta terça-feira que a família decidiu que a atleta não vai se reapresentar à seleção em janeiro, em protesto à indicação de Maria Luciene Resende como nova presidente da CBG. 

“Tudo vai continuar na mesma, já que serão as mesmas pessoas no comando”, disse Elisete, referindo-se à eleição da vice-presidente durante a gestão de Vicélia Florenzano. 

A madrasta já fala que a ginasta pode abandonar definitivamente a seleção. “A Jade já tem convites para atuar nos Estados Unidos. E lá ela seria profissional, viveria de ginástica”, vislumbra.

A família de Jade alega falta de interesse por parte da CBG em relação à lesão no punho da ginasta, descoberta às vésperas dos Jogos Olímpicos de Pequim. Também nesta terça, o médico da atleta, Ricarco Laranjeira, admitiu ao jornal O Estado de S. Paulo que o repouso não surtiu efeito na recuperação.

“O osso está morto e não há o que fazer quanto a isso”, afirmou Laranjeira, referindo-se à necrose no capitato do punho direito de Jade. O médico não descarta a cirurgia, mas explica que o tratamento pode ser feito com fisioterapia e remédios.

“A idéia é chegarmos a um consenso sobre a forma de tratamento, já que, por ser um caso raro, não há unanimidade sobre como proceder”, explica Laranjeira, que pretende recorrer a um especialista em Miami, nos Estados Unidos.

Nos bastidores, a madrasta de Jade lembra que a CBG não ofereceu qualquer apoio. “Tudo está sendo bancado pelo pai de Jade [Cesar Barbosa] e nada mais justo que cobrarmos isso na Justiça. Já constituímos advogado e vamos esperar as festas de fim de ano para tomarmos as providências”, adiantou Elisete.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Mais_Esportes/0,,MUL939203-16317,00-CASO+JADE+AMPLIA+HISTORICO+DE+CONFLITOS+ENTRE+ATLETAS+BRASILEIROS+E+CONFEDE.html

30/12/08 – 13h22 – Atualizado em 30/12/08 – 14h22

Caso Jade amplia histórico de conflitos entre atletas brasileiros e confederações

Tênis, basquete e outras modalidades já viveram situações semelhantes

GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
 
 

Pai de Jade quer que a CBG cubra os gastos com o tratamento da lesão da ginasta

O conflito entre a família de Jade Barbosa e a Confederação Brasileira de Ginástica não chega a ser novidade no esporte brasileiro. O pai da atleta ameaça entrar na Justiça para cobrar dos dirigentes os custos do tratamento da lesão no punho direito. O clima de tensão remete a outros casos famosos. Tênis, basquete, remo, judô e taekwondo são modalidades que já passaram por estes entraves.

 Tênis

Após viver tempos de glória com Gustavo Kuerten liderando o ranking da ATP, o tênis brasileiro enfrentou um dos episódios mais tristes de sua história. Em abril de 2004, Guga, Flávio Saretta, André Sá e Ricardo Mello boicotaram o duelo entre Brasil e Paraguai pela Zona Americana da Copa Davis.

Os atletas anunciaram que não disputariam a competição enquanto Nelson Nastás permanecesse na Presidência da Confederação. Sem seus principais nomes, o país sofreu uma série de derrotas e perdeu a chance de retornar à elite mundial.

 

Por quatro anos, Nenê ficou longe da seleção

 Basquete

 Após jogar o Pré-Olímpico de 2003, o pivô Nenê ficou quatro anos longe da seleção. Chegou a dizer que não defenderia mais o Brasil enquanto não mudasse a direção da Confederação Brasileira de Basquete – Gerasime Bozikis, o Grego, ainda é o presidente. Em 2007, o pivô anunciou seu retorno, alegando que era hora de unir forças pelo basquete. Jogou o Pré-Olímpico das Américas, em Las Vegas, mas o Brasil não conseguiu a vaga.

Em 2008, Nenê teve um câncer no testículo e, ainda se recuperando fisicamente, não disputou o Pré-Olímpico Mundial, em Atenas. O Brasil não se classificou para as Olimpíadas. Em maio de 2009, Grego tentará a reeleição na CBB, concorrendo com Antonio Chakmati, de São Paulo, Carlos Nunes, do Rio Grande do Sul, e possivelmente o ex-jogador Marquinhos Abdalla.

A gestão de Grego sofre críticas de quase todos os ídolos do basquete: Oscar, Marcel, Hortência, Paula, Wlamir Marques e Amaury Pasos são exemplos de grandes nomes que costumam criticar a atual administração.

 

Judô

 O grande salto técnico dado pelo judô a partir dos anos 80 não foi suficiente para evitar as críticas a Joaquim Mamede, presidente durante dois mandatos e superintende da Confederação Brasileira de Judô durante as três gestões de seu filho.

Nos 21 anos em que esteve na entidade, a família Mamede teve atritos com diversos esportistas, incluindo Aurélio Miguel, o mais vitorioso judoca do país. Nos anos 90, a CBJ foi condenada pelo Tribunal de Contas da União por irregularidades. A punição atingiu os atletas que, na época, tiveram de custear do próprio bolso suas despesas em competições internacionais, com exceção de Panamericanos e Olimpíadas, financiados pelo COB.

 Remo

Lucas Assis, na época remador do Vasco da Gama, foi ameaçado de processo por tornar públicas práticas irregulares da Confederação Brasileira de Remo. O atleta acusava a gestão de Rodney Bernardes de Araújo de não ser transparente e democrática, além de nepotista, já que o filho do Presidente, Rodney Júnior, é um dos técnicos da seleção do país. 
 

Bronze em Pequim, Natália Falavigna não teve ajuda da CBTDK para montar sua equipe

Taekwondo

Apesar dos bons resultados, o taekwondo também tem tornado públicas as divergências entre os principais nomes do esporte e sua confederação. Natália Falavigna, medalha de bronze nos Jogos de Pequim, não contou com apoio da entidade para a competição e montou sua equipe médica e de treinamento por conta própria.

Diogo Silva, crítico declarado da gestão de Mestre Kim, protestou em 2008 devido à falta de incentivo aos competidores nacionais. Diogo reclamou publicamente de atrasos em pagamentos da ajuda de custo e da redução da verba que recebe, apesar de suas conquistas internacionais, como o Pan do Rio e o quarto lugar nos Jogos de Atenas, em 2004.

Será q ninguém do comitê olímpico desconfiou q a Jade tinha esse problema degenerativo. Isso ainda vai comprometê – la no futuro se não for tratada de forma adequada. Depois querem q o Brasil seja récorde de medalhas olímpicas. De q jeito se nem patrocínio decente dão apesar dos atletas se humilharem p/ conseguir uma merreca. E como se isso não fosse suficiente, ainda comprometem a saúde deles expondo – os à esforços tremendos sem fazer exames preventivos de saúde. Lamentável isso! Bjs

Patrícia Carla dos Santos

 

December 7, 2008

Brazilian Gymnastics Federation to Change Leadership

We always knew gymnastics was popular in Brazil (the fact that Brazilian TV broadcasts every single World Cup competition live speaks volumes), but we didn’t realize just how popular the sport was in the South American country until we saw that Globoesporte had devoted an entire article to the Brazilian Gymnastics Federation’s upcoming presidential elections, complete with an overview of the two candidates’ opinions on a number of issues. Be honest now – have you ever come across an article like that in a sports magazine in your country? Because we certainly haven’t.

The reason why the Brazilian Federation’s elections are relevant is because, as those of you who’ve been reading our articles for a while now know, things haven’t been well in the Federation lately. A few months ago, Jade Barbosa accused the Federation of, among other things, overworking its gymnasts and neglecting their injuries. Her allegations were confirmed by a number of other gymnasts. Many of the gymnasts’ accusations were leveled at Eliane Martins, the current coordinator of the national team, whose mandate is about to end and who will not seek re-election. Her boss, the current president of the Federation, is about to be replaced as well. Needless to say, there’s great interest in the new leadership and its plans to redeem the Federation’s tarnished reputation.

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Jade Barbosa at the national training center in Curitiba. We promise we’ll stop posting pics of Jade crying now. (Photo: Reuters)

Below you’ll find a very loose translation of the Globoesporte article on the candidates and their ideas on how to get the Brazilian Gymnastics Federation back on track after the scandal.

Federation’s presidental candidates propose “reconciliation” with gymnasts

This Sunday the Federation will change leadership after 17 years under Vicélia

This Sunday, after 17 years under the command of Vicélia Florenzano, the Brazilian Gymnastics Federation will elect a new president. The new director, who will take the Federation into the Olympic cycle leading up to London 2012, will have to tackle two great challenges: Firstly, to ensure the continued evolution of the sport in Brazil, and secondly, to “clean up” the organization’s image after its conflicts with the country’s top gymnasts.

The two candidates for the vacancy have at least one thing in common: They are both connected to the parting president, Vicélia Florenzano. This is because Marco Martins, president of the Brasília Gymnastics Federation, has been a member of the Brazilian Gymnastics Federation for 10 years and used to be the vice-president of the Federation (he left in 2006 due to differences of opinion with the president). As for Maria Luciene Resende, a former president of the Sergipe Gymnastics Federation, she has been the vice-president of the Federation for the last 3 years.

One of the many things on which the two candidates agree is their willingness to use dialog in order to bring about a reconciliation with Jade Barbosa, Daiane dos Santos, and Laís Souza. After the Beijing Olympics, Barbosa accused the Federation of submitting her to extremely heavy workouts, and received support from her two friends. At present, all three gymnasts are recuperating from injuries.

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Jade Barbosa’s hands (photo: Reuters)

“Dialog is the best way to go about it. People know what is going on, but these are solvable problems. Our management will be actively involved in the process. We know our responsibility is to look after our athletes, and we intend to get together with them to solve all the problems,” Maria Luciene Resende told Globoesporte on the phone.

Marco Martins endorsed the words of his rival and admitted that effecting a reconciliation would be a complicated job.

“It will be a lot of work. Therefore, one of the first things we’ll create will be a national gymnastics forum, to discuss our relationship with everyone and to establish a solution for these problems. I’m a great believer in talking things over,” Martins told Globoesporte.

The two candidates agree on other things as well. Such as the team’s new head coach. Now that Oleg Ostapenko has returned to Ukraine, both candidates are thinking of leaving his assistant, fellow Ukrainian Irina Ilyashenko, in charge of the national team. Moreover, they both emphasize the importance of seeking other foreign coaches and preparing Brazilians to work with the team in the future.

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Irina Ilyashenko, Brazil’s new head coach? (Photo: Murilo Garavello/UOL)

Moreover, both candidates agree that the management of the Brazilian Gymnastics Federation will have to be improved. They both promise to improve administrative routines. Marco Martins is considering separating the Federation management from the national training center (both are currently located in the city of Curitiba); Luciene Maria Resende wishes to analyze the question of the Federation’s close proximity to the national training center at a later date.

Both candidates praise the current director, Vicélia Florenzano, for the development of gymnastics in Brazil. It seems they’re not blaming her for the recent scandal.

With regard to the evolution of Brazilian gymnastics, both candidates defend the creation of programs to train Brazilian coaches, as well as programs to stimulate basic coaching skills. However, they emphasize that serious investments in the teams will continue to be made in order to guarantee a better performance at the London Olympics.

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The national training center in Curitiba (photo: Reuters)

The candidates do have divergent opinions on a few matters. For instance, Marco Martins intends to keep a national team, but wishes to put an end to permanent centralized training. According to Martins, national team members should train at their respective clubs and only get together before competitions; in his opinion, the duration of such joint training camps should be determined by the importance of the competition. He wishes to keep a national training center, but would like to have it established in a bigger city, the better to meet the requirements of the Federation. Furthermore, Martins hopes the Federation will establish a better relationship with the clubs, including the loan of equipment and top coaches.

For her part, Maria Luciene Resende intends to discuss the subject of the national team with her work team and the various state federations. Like Martins, she guarantees greater support to the clubs, but she hasn’t actually made any concrete proposals. She intends to analyze the viability of other centers outside Curitiba (the current seat of the national training center) in the future.

Globoesporte expects Maria Luciene Resende to win the election. We’ll see how it goes, and whether there will soon be an improvement in the Federation’s troubled relationship with its top gymnasts.

 

Em reportagem publicada hoje pelo jornal Folha de São Paulo, a ginasta Jade Barbosa, 17 anos, contou a forma absurda como é tratada pelos treinadores e dirigentes da CBG (Confederação Brasileira de Ginástica).
Ela afirma que competiu no sacrifício, devido a fortes dores no punho e era obrigada a tomar medicamentos em doses muito acima do recomendado por especialistas ouvidos pelo jornal. Devido a forte medicação, freqüentemente tinha vômitos e se sentia fraca na maior parte do tempo.

Além disso, não permitiam que ela bebesse água. Sim, é isso mesmo. Proibida de beber água!

Não podíamos tomar água. Era proibição dos técnicos. Podíamos no máximo dar borrifadas de uma garrafinha com spray na boca, tentar refrescar o corpo, mas, ainda assim, isso era feito escondido.

Para ela, a medida, que vigora desde que chegou à seleção em 2005, pode ter desencadeado seu problema de pedras no rim. “Quando tive crise renal e pedras nos rins, fui orientada pelo médico a tomar 1,5 litro de água por dia, mas tive restrições e tinha que ouvir piadas: “Lá vai a Jade tomar a agüinha”. E, se pedia água, davam quente, esquentada no microondas, e eu não conseguia tomar. No Japão, no desespero, porque fechavam o registro do filtro, tomei a água do chuveiro. Hoje tenho cinco pedras nos rins.

A atleta diz que só decidiu falar após constatar que o estafe da CBG omitiu a gravidade de sua lesão, que fará com que perca a finalíssima da Copa do Mundo (em dezembro) e pode até encurtar sua carreira. O pai da atleta já disse que irá processar a entidade por “negligência”.

Taí mais um belo exemplo dos dirigentes que querem organizar os jogos olímpicos em 2016.

Foto: Globoesporte.com

http://jogodenegocios.blog.terra.com.br/2008/12/23/sim-chicago-pode/

 

JOGO DE NEGÓCIOS

Por Fábio Kadow, publicitário.

Dezembro 23, 2008

Sim, Chicago pode

Tags:2016, Chicago, COI, economia, Olimpíadas, Rio 2016 – fabiokadow às 2:53 pm

 

Chicago, ao lado de Madri, Tóquio e Rio de Janeiro, é uma das cidades finalistas na disputa para sediar as Olimpíadas de 2016. Como já sabemos, até a data de escolha, que será em outubro do ano que vem, cada comitê tenta demonstrar quem tem mais capacidade de organizar os Jogos, ressaltando diversos aspectos e características. Saindo na frente, a cidade norte-americana, berço político de Barack Obama, divulgou um estudo, realizado pela empresa especializada Tootelian & Associates, sobre o impacto econômico que o evento pode trazer para o estado de Illinois e Chicago.

Os resultados demonstram que, num período de 11 anos, entre 2011 e 2021, a economia do estado pode ter um incremento de US$ 22,5 bilhões, sendo US$ 13,7 bilhões desse montante só em Chicago. A questão desemprego também ganharia um bom alívio com a criação de 315 mil novas vagas de trabalho.

Saindo um pouco do campo da economia, a pesquisa mostra também que os Jogos podem influenciar na iniciação dos jovens da região, estimados em 66 milhões, no esporte. Outras áreas que devem se beneficiar são o turismo, desenvolvimento urbano, instituições educacionais e culturais.

Chicago é, sem dúvida, uma forte candidata. Por já ter boa parte da infra-estrutura montada (investimentos no aeroporto e no trânsito foram feitos nos últimos anos) e também por demonstrar um bom planejamento, como esse estudo mostra. O ponto contra, sem dúvida, pode ser a grave crise econômica, que influenciaria na escolha dos comissários do Comitê Olímpico Internacional. Resta saber como estará o cenário daqui a 10 meses.

Ficamos no aguardo de um estudo semelhante para o Rio de Janeiro, que tem no currículo até agora apenas o superfaturado Pan-Americano, obras não entregues, elefantes-brancos, contratações sem licitações e o gasto excessivo do dinheiro público. O Rio pode?

Natação | 26/12/2008 | 07h44min
 
Cosme Rímoli, especial
 
Confira a entrevista
 

Pergunta — Você não tem medo de se queimar reclamando publicamente?

Cielo – Não, porque sou uma pessoa de princípios. Posso ser novo, mas sei o que é certo e errado. Não concordo com a maneira com a qual a CBDA trata seus atletas. Eu mesmo não vou em 2009 nadar as competições que a CBDA determinar. Vou fazer o calendário que for conveniente para mim. Fico triste pelos outros nadadores que fazem provas que não acrescentam nada, por ter de seguir sempre em bando. A CBDA não age de maneira moderna e não pensa individualmente nos atletas. É um absurdo e eu não vou ficar quieto.

Pergunta — Sua postura firme é porque seu sucesso nas piscinas aconteceu graças a sua família?

Cielo – Lógico. Não sei se posso ser considerado aborto da natureza ou fracasso do Brasil, como alguém já me disse. Fracasso porque consegui o que consegui graças ao suor dos meus pais. E não de uma estrutura esportiva montada no Brasil. Isso não existe. O meu sucesso é da minha família e não de uma política esportiva brasileira.

 

 
 
Pergunta — E como você viu a cobertura da natação em Pequim?

Cielo – Ah, tinha um monte de gente que não tinha a menor noção do acontecia. Um cara na China veio me entrevistar e me chamou de Thiago Pereira o tempo todo. Respondi só para tirar onda dele. Outro elogiou para a minha mãe a virada que dei nos 50 metros quando ganhei a medalha. Nos 50 metros não tem virada! É muita estupidez e despreparo. A maioria dos jornalistas na China caiu de pára-quedas. Fingimos que não percebemos. A moçada entende só de futebol.

Pergunta — Você não foi reconhecido nem por repórter brasileiro? E as medalhas que tinha conseguido no Pan não valeram?

Cielo – Vou falar a verdade: fora do Brasil, o Pan não é nada. A minha faculdade não coloca no meu currículo as medalhas do Pan. Acham que até iria desvalorizar. Os EUA vieram para o Brasil com o time C. A verdade é essa. Houve muita festa à toa.

 

 
Pergunta — E o seu Réveillon?

Cielo — Ah, será como o último. Tenho certeza. Às 6h estarei na piscina, lá na minha faculdade. Como virou tradição, o meu técnico me fará nadar 365 vezes a piscina de 25 metros. Ele diz que é para ter sorte em todos os dias do ano.
 

ZERO HORA

Principais títulos de Cielo

Jogos Olímpicos de Pequim/2008

> Ouro nos 50m livre — 21s30, em 16/8/2008 (recorde sul-americano)

> Bronze nos 100m livre — 47s67, em 14/8/2008 (recorde sul-americano)

Pan-Americano do Rio/2007

> Ouro nos 100m livre — 48s79, em 18/7/2007

> Ouro no revezamento 4×100m livre — 3min15s90, em 20/7/2007

> Ouro nos 50m livre — 21s84, em 22/7/2007

> Prata no revezamento 4×100m medley — 3min35s81, em 22/7/2007

Pergunta — Depois da Olimpíada, você entrou em rota de colisão com a CBDA. Pode explicar sua briga com o presidente Coaracy Nunes?

César Cielo – Não é briga. Eu quero transparência. Ninguém sabe quanto a CBDA recebe dos Correios. É um absurdo. Eu ganhava R$ 1,2 mil antes da Olimpíada. Agora recebo R$ 6 mil. Não sei se é muito, se é pouco. Mas eu queria saber como chegaram a esse cálculo. E quanto a CBDA recebe dos Correios? Nenhum atleta sabe. Todos se calam. Sei que estou sozinho. Falta coragem aos outros atletas. Posso questionar porque ganhei uma medalha olímpica. Sei que posso estar incomodando, mas defendo a transparência. Existem alguns que tentam me desmentir por puro medo de perder o pouco de apoio que recebem. A situação da natação brasileira é triste: cada um por si e Deus por todos. Apoio oficial não existe. Não existe.

Novo comentário sobre o seu post #625 “O Que O Comitê Olímpico Brasileiro Tem A Dizer Sobre a Lesão de Jade Barbosa?”
Autor: Nilson Duarte Monteiro (IP: 189.72.244.35 , 189-72-244-35.dsl.bsace702.brasiltelecom.net.br)
Email: nilsondm@uol.com.br
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Comentário:
Olá Alberto,

Vai falar o quê??

O Sr. Nuzman está preocupado com a aventura de 2016, quanto $$$$ ele e s eus comparsas vão faturar nessa empreitada. A Jade que se exploda e todos os atletas.

Sinceramente, dá vontade de largar tudo isso, deixar que os dirigentes continuem enriquecendo ilicitamente, pois os maiores prejudicados nisso tudo (atletas), não levantam a voz contra essa barbarie, não sou eu ou você que vai conseguir. Pois, o material humano (os atletas)que sustenta esses safados, continuam submissos, felizes com as milgalhas que jogam para eles, tudo vai continuar como sempre.

Veja o exemplo do Cesar Cielo, voltou de Pequeim todo homenzinho, falando grosso, o diabo, mas, foi só o Coracy prometer uma grana para ele, que tudo virou, não foi nada daquilo que a imprensa divulgou, foi um mal entendido.

A mãe da Joana Maranhão falou o que não devia, ou melhor, o que devia, mas foi repreendida pelo Coracy, não sei como, mas, a mulher nunca mais levantou a voz contra a natação brasileira, enfiou o rabo entre as pernas.

Na gisnástica, nenhum atleta fala nada, ficam todos calados, só o pai da Jade que levantou a voz.

No atletismo é a mesma coisa. Há anos que eu venho dizendo que o combate ao doping no Brasil é uma falácia, fui até ameaçado por um advogado da Confederação Brasileira, pois, eu estava falando muito e minhas palavras acabariam me comprometendo. Hoje saiu uma matéria na Folha dizendo a mesma coisa que eu venho falando há anos. Vão processar a Folha?? Lógico que não, pois, é a pura verdade, eles só pegam no antidoping quem eles querem, ou seja, quem é contra o sistema, ou atletas de pouca expressão, ou nenhuma, só para dar uma satisfação a sociedade, ou seja, mostrar que estão combatendo, de mentirinha, essa praga que assola o esporte mundial. O mesmo acontece no exterior, fazem vista grossa para os atletas dopados, mas que trazem público para as competições e, no Brasil não é diferente.

Resumindo, o COB e as Federações vivem dos a tletas. Se são maltratados, se são bombados, isso não importa para o COB e Federações, o que importa para essa gente é a grana que esses atletas geram.

Alberto, o esporte nacional e mundial é podre, é cada um pra si e Deus por todos. O espetáculo não pode parar, o circo tem que estar funcionando, os gladiadores modernos tem que estar em plena forma, custe o que custar.

Federação critica antidoping de atletismo do país

Iaaf, entidade que comanda esporte, diz que Brasil deveria intensificar testes fora de provas e ter astros como alvo

Confederação brasileira concentrou, em 2008, 98% dos exames em competição; já órgão internacional fez 56% das coletas em treinos

ADALBERTO LEISTER FILHO
DA REPORTAGEM LOCAL

O atletismo brasileiro erra em sua estratégia de combate ao doping. Essa é a avaliação da Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo).
Para Chris Butler, diretor do Departamento Médico e de Antidoping da entidade, é um erro a Anad (Agência Nacional Antidoping), órgão ligado à CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), concentrar seus exames durante competições.
“Os testes fora de competição são os mais importantes porque podem acontecer a qualquer momento e em qualquer lugar”, destaca Butler, lembrando que o imponderável ajudou a desmascarar muitos fraudadores no passado.
Tal plano não é seguido no Brasil. Segundo o site da CBAt, em 2008 houve 316 análises em eventos oficiais ou 98% do total -o levantamento será finalizado só após a São Silvestre.
“Talvez você devesse questionar a confederação brasileira [de atletismo] sobre quantas amostras em testes fora de competição foram coletadas. Acho que você vai descobrir que não foram muitas”, sugere.
De fato, apenas sete vezes -2% das tentativas de flagrar doping no atletismo nacional neste ano- houve coleta fora do ambiente de competição.
Não bastasse isso, só quatro atletas tiveram que passar pelo teste durante seus treinamentos. Desses, o único nome significativo é o de Marizete Rezende, vencedora da São Silvestre-02, que cumpriu suspensão em 2003 após ser flagrada em teste para EPO (eritropoietina).
No exterior, o plano é diferente. Em 2007, último ano em que a contabilidade está finalizada, a Iaaf realizou 3.277 exames no mundo. Desses, 56% ocorreram fora de competição.
Para Rafael de Souza Trindade, coordenador-médico da Anad, a concentração de exames em provas faz parte da estratégia de combate no país.
“Em competição é possível testar o atleta para mais drogas”, explica Trindade, citando como exemplo os estimulantes e as drogas sociais. “Fora de competição, a maconha nem é analisada”, completa o médico.
De fato, neste ano, o único exame positivo no atletismo nacional foi o de Lindomar Modesto de Oliveira para uma droga desse tipo, o estimulante efedrina -o fundista recebeu suspensão de quatro meses.
Segundo Thomaz Mattos de Paiva, presidente da Anad, o plano é híbrido: pegar o atleta inesperadamente nas provas.
“Normalmente, testamos os corredores que chegam ao pódio. Mas, às vezes chegamos de surpresa e colhemos amostra também de atletas do bloco mais intermediário”, conta ele.
Para Butler, tal plano merece outra crítica por ter como alvo competidores de menor nível. “Há concentração de exames em atletas de nível nacional.”
A estratégia da CBAt promoveu a diminuição de casos. Desde que foi implantado o código da Agência Mundial Antidoping, em 2003, houve 15 flagrados no atletismo brasileiro.
Um terço desses competidores foram pegos em 2003, quando os controles da CBAt -principalmente em corredores de rua de menor expressão- passaram a ser mais efetivos. “Os atletas sabem que serão testados e, por isso, passam a evitar o doping”, diz Paiva.