Pai de Jade quer que a CBG cubra os gastos com o tratamento da lesão da ginasta
O conflito entre a família de Jade Barbosa e a Confederação Brasileira de Ginástica não chega a ser novidade no esporte brasileiro. O pai da atleta ameaça entrar na Justiça para cobrar dos dirigentes os custos do tratamento da lesão no punho direito. O clima de tensão remete a outros casos famosos. Tênis, basquete, remo, judô e taekwondo são modalidades que já passaram por estes entraves.
Tênis
Após viver tempos de glória com Gustavo Kuerten liderando o ranking da ATP, o tênis brasileiro enfrentou um dos episódios mais tristes de sua história. Em abril de 2004, Guga, Flávio Saretta, André Sá e Ricardo Mello boicotaram o duelo entre Brasil e Paraguai pela Zona Americana da Copa Davis.
Os atletas anunciaram que não disputariam a competição enquanto Nelson Nastás permanecesse na Presidência da Confederação. Sem seus principais nomes, o país sofreu uma série de derrotas e perdeu a chance de retornar à elite mundial.
Por quatro anos, Nenê ficou longe da seleção
Basquete
Após jogar o Pré-Olímpico de 2003, o pivô Nenê ficou quatro anos longe da seleção. Chegou a dizer que não defenderia mais o Brasil enquanto não mudasse a direção da Confederação Brasileira de Basquete – Gerasime Bozikis, o Grego, ainda é o presidente. Em 2007, o pivô anunciou seu retorno, alegando que era hora de unir forças pelo basquete. Jogou o Pré-Olímpico das Américas, em Las Vegas, mas o Brasil não conseguiu a vaga.
Em 2008, Nenê teve um câncer no testículo e, ainda se recuperando fisicamente, não disputou o Pré-Olímpico Mundial, em Atenas. O Brasil não se classificou para as Olimpíadas. Em maio de 2009, Grego tentará a reeleição na CBB, concorrendo com Antonio Chakmati, de São Paulo, Carlos Nunes, do Rio Grande do Sul, e possivelmente o ex-jogador Marquinhos Abdalla.
A gestão de Grego sofre críticas de quase todos os ídolos do basquete: Oscar, Marcel, Hortência, Paula, Wlamir Marques e Amaury Pasos são exemplos de grandes nomes que costumam criticar a atual administração.
Judô
O grande salto técnico dado pelo judô a partir dos anos 80 não foi suficiente para evitar as críticas a Joaquim Mamede, presidente durante dois mandatos e superintende da Confederação Brasileira de Judô durante as três gestões de seu filho.
Nos 21 anos em que esteve na entidade, a família Mamede teve atritos com diversos esportistas, incluindo Aurélio Miguel, o mais vitorioso judoca do país. Nos anos 90, a CBJ foi condenada pelo Tribunal de Contas da União por irregularidades. A punição atingiu os atletas que, na época, tiveram de custear do próprio bolso suas despesas em competições internacionais, com exceção de Panamericanos e Olimpíadas, financiados pelo COB.
Remo
Lucas Assis, na época remador do Vasco da Gama, foi ameaçado de processo por tornar públicas práticas irregulares da Confederação Brasileira de Remo. O atleta acusava a gestão de Rodney Bernardes de Araújo de não ser transparente e democrática, além de nepotista, já que o filho do Presidente, Rodney Júnior, é um dos técnicos da seleção do país.
Bronze em Pequim, Natália Falavigna não teve ajuda da CBTDK para montar sua equipe
Taekwondo
Apesar dos bons resultados, o taekwondo também tem tornado públicas as divergências entre os principais nomes do esporte e sua confederação. Natália Falavigna, medalha de bronze nos Jogos de Pequim, não contou com apoio da entidade para a competição e montou sua equipe médica e de treinamento por conta própria.
Diogo Silva, crítico declarado da gestão de Mestre Kim, protestou em 2008 devido à falta de incentivo aos competidores nacionais. Diogo reclamou publicamente de atrasos em pagamentos da ajuda de custo e da redução da verba que recebe, apesar de suas conquistas internacionais, como o Pan do Rio e o quarto lugar nos Jogos de Atenas, em 2004.





