A Que Ponto Chegamos. O COB Tem Que “Dobrar” Deputados.
Novembro 27, 2008
COB ‘dobra’ deputados, mas distribuição de verba
ainda gera polêmica
Em São Paulo*
Carlos Arthur Nuzman (e) discursa durante a audiência na Câmara ao lado do gerente geral de eventos do COB, Edgar Hubner
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INTERCÂMBIO COM O REINO UNIDO |
Propositor do debate, o deputado Juvenil Alves Ferreira Filho, do PRTB-MG, foi um dos parlamentares ‘dobrados’ pela apresentação do COB, embora tenha feito ressalvas ao projeto desenvolvido para os Jogos de Pequim.
“Fiquei convencido de que os resultados foram bons, mas acho que muito precisa ser feito para melhorar”, afirmou o deputado em entrevista ao UOL Esporte. “Foi muito esclarecedora a presença do Nuzman. Foi de extrema valia para o povo brasileiro”.
Antes da sessão, que durou cerca de três horas, o congressista considerava o resultado brasileiro na China – 15 medalhas no total, 23ª colocação no quadro geral – como “vexatório”. Após o encontro, sua opinião mudou parcialmente. “A gente nunca sabe diferenciar o deputado do torcedor. Como torcedor, continuo achando um resultado vexatório. Mas como deputado, vejo que está condizente com o que poderia se fazer”.
Durante a audiência, Nuzman e Freire, acompanhados dos presidentes de quatro confederações brasileiras – Handebol, Voleibol, Desportos Aquáticos e Atletismo – e de representantes de empresas estatais que patrocinam o esporte no país, afirmaram que o COB investiu, ao todo, R$ 288 milhões no último ciclo olímpico (cerca de US$ 133 milhçoes). Ambos fizeram questão de enfatizar que estas cifras, mais do que aplicadas aos Jogos de Pequim, também serviram para formar campeões mundiais em modalidades como ginástica artística, judô, vela e vôlei, entre outras.
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Além de citar números e recordes obtidos pela delegação verde-amarela em Pequim, a apresentação do COB também procurou mostrar que os investimentos brasileiros ainda são muito inferiores ao de outras nações, como Austrália, Reino Unido, Alemanha e China, que teriam investido, respectivamente, US$ 550 milhões, US$ 1 bilhão, US$ 1,2 bilhão e US$ 2 bilhões. Vale lembrar, porém, que essas nações ficaram entre as seis primeiras colocadas na classificação geral.
“São países que, como o Brasil, investem em uma gama variada de modalidades. A diferença está no montante dos recursos. Para se obter resultados como os desses países são necessários investimentos a longo prazo, entre oito e 12 anos, definição estratégica do que se quer atingir e gestão profissional para programas de alto rendimento”, argumentou Nuzman
Tal variedade mencionada pelo presidente do COB, porém, não encontrou eco na opinião dos deputados. “É preciso diluir um pouco mais o investimento”, opina Juvenil Alves, para quem a distribuição pela Lei Agnelo/Piva prioriza alguns esportes em detrimento de outros. “Temos que acompanhar de perto o patrocínio das empresas estatais, não com relação a fraudes, porque não creio que isso exista, mas nas modalidades esportivas em que nós não estamos ganhando medalhas. Há uma grande concentração em cima daquelas em que já temos tradição”.
Segundo Juvenil, os parlamentares também concordaram que o Brasil precisa investir mais nas categorias de base. “Apesar de o resultado ser louvável, ainda temos muito a fazer nas bases. Precisamos construir um centro olímpico, fundamental para que a gente possa crescer”, opinou o deputado.
Gilmar Machado, do PT-MG, concordou com o colega. “Acho que temos que discutir melhor o desenvolvimento do esporte dentro das escolas”, avaliou o congressista, que atentou ainda a outro aspecto: a interiorização do esporte. “O esporte não pode ficar restrito às grandes cidades, tem que ser expandido às cidades do interior”.
*Atualizada às 18h14

Novembro 27, 2008 at 5:46 pm
Olá Alberto,
Não é que o COB dobrou os deputados, é que eles só exergam aquilo que querem enxergar. Não duvido que alguns deles estejam envolvidos com o COB.