Ontem escrevi que o relatório do Tribunal de Contas da União (“TCU”) que analisou as contas dos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2.007, fora muito bem feito. Detalhou e criticou cada um dos pontos analisados, que compõem a organização da competição. O que me chamou a atenção foi o fato de que o Ministro Relator, Marcos Vilaça não determinou a remessa do Relatório e do Voto ao Ministério Público Federal, como é de praxe, em situações como essa, para apuração das irregularidades apontadas por ele próprio e a consequente tomadas das medidas judiciais cabíveis, se for o caso. Pois bem, dado o provável esquecimento do Ministro, eu mesmo tomei a iniciativa de enviar ao Procurador Geral Chefe do Ministério Público Federal, em Brasília D.F. um pedido formal de instauração de inquérito, como faculta a qualquer Cidadão brasileiro a Constituição da República. Aliás, esse é o quarto pedido formal de instalação de inquérito que eu formulo ao Ministério Público Federal. Os demais foram, em virtude da falta de licitação pública nos serviços e obras contratadasa pelo Comitê Olímpico Brasileiro, o segundo em razão das eleições realizadas de forma suspeita e o terceiro para analisar a questão do Convênio assinado entre o Ministério do esporte e o Comitê Olímpico Brasileiro, que destinou cerca de R$ 3.6 Milhões para o lobby da candidatura do Rio 2.016. Vamos aguardar que a Instituição cuja função é fiscalizar a lei e defender os interesses da sociedade, manifeste-se.